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FIFA esclarece polêmica de 2014 e reforça diferenças entre seu Mundial e as Copas Rio e Intercontinental

Mais uma vez a FIFA veio a público diferenciar seu Mundial de outros torneios (Foto: Montagem)
A FIFA voltou a se posicionar sobre uma das maiores polêmicas já criadas envolvendo competições. No caso, envolvendo o Mundial de Clubes por ela organizado e todos os outros torneios intercontinentais que, ao longo das décadas, foram disputados e cujos vencedores (pelo menos parte deles) reivindicam ser chamados de "campeões do mundo".

Dentre eles, os mais conhecidos são a Copa Intercontinental e a Copa Rio, mas existiram muitos outros. Comecei a falar desse assunto aqui no blog, e pretendo prosseguir logo. Mas neste post vamos falar especificamente sobre essa última declaração da FIFA.

O comunicado foi enviado em resposta a uma consulta do jornal O Estado de São Paulo, e divulgado em uma reportagem nessa sexta (27). Podemos perceber, lendo a matéria, que a entidade esclarece a polêmica do suposto reconhecimento da Copa Rio que teria sido feito em 2014 e complementa a interpretação já feita no ano seguinte, quando conferiu a esse torneio o status de "primeira competição de clubes com dimensão mundial". Vou pinçar aqui as aspas mais relevantes, assim podemos fazer algumas considerações em seguida:

"Em seu encontro em São Paulo no dia 7 de junho de 2014, o Comitê Executivo da Fifa concordou com o pedido apresentado pela CBF para reconhecer o torneio de 1951 entre os clubes da Europa e da América do Sul como a primeira competição de clubes de dimensão mundial, e o Palmeiras como seu vencedor"

"A Fifa reconhece e valoriza as iniciativas de estabelecer competições de clubes de dimensões mundiais ao longo da história", disse a entidade. "Esse foi o caso de Torneios envolvendo clubes europeus e sul-americanos, como a pioneira Copa Rio, jogada em 1951 e 1952, e a Copa Intercontinental"

"Entretanto, não foi até 2000 que a Fifa organizou o estreante Mundial de Clubes da Fifa, com representantes de todas as seis confederações", explicou. "Os vencedores dessa competição, que passou a ser organizada anualmente a partir de 2005, são aqueles considerados oficialmente pela Fifa como campeões mundiais de clubes"

Podemos tirar algumas conclusões dessas afirmações da FIFA. A primeira delas é muito importante: pela primeira vez ela abre espaço para reconhecer que, ao longo da história, não existiram apenas dois torneios de "dimensão mundial". Sim, ela cita apenas das Copas Rio e Intercontinental, mas não fecha a questão apenas nesses. Isso é um sinal importantíssimo de respeito à história.

Outro sinal relevante é o próprio uso da expressão "competições de clubes de dimensões mundiais". Ela já havia usado essa mesma expressão para se referir à Copa Rio de 1951 no passado. Querendo ou não, é uma forma sutil de dizer que ela entende a posição dos que consideram esses torneios como Mundiais, e quase que concorda com isso. No fundo, é uma forma  É uma maneira diplomática que a FIFA encontrou de reconhecer, até seu limite, o caráter mundial dos torneios que precederam o seu Mundial de Clubes.

Digo "até seu limite" pois seria impossível ir além, unificando os títulos por exemplo. Primeiro, porque a FIFA jamais organizou qualquer um desses torneios. Segundo, pois mesmo que ela quisesse proceder com uma unificação, faltariam critérios objetivos para fazê-la: quais torneios reconhecer e quais deixar de fora? Colocar tudo num balaio só seria um gesto político, e não desportivo. E a FIFA faz bem em não jogar esse jogo. Dessa forma, mantém tudo no seu devido lugar e respeita o sentimento do torcedor, legitimando o que pode ser legitimado e reforçando o caráter oficial somente do que é realmente oficial.

Como eu mesmo já disse aqui nesse blog, ninguém nunca vai tirar do torcedor aquilo que ele viveu e no que ele acredita. A questão aqui é apenas uma: colocar cada coisa em seu lugar e respeitar a palavra de quem realmente tem autoridade pra se pronunciar sobre o assunto: a FIFA. Não a imprensa, nem os clubes. A FIFA.

Afinal de contas, honesta ou não, corrupta ou não, é a FIFA quem manda no futebol e é ela quem dá seu aval às competições. Se um dia ela quiser mudar sua opinião e resolver elevar o status desses torneios, será respeitada! Assim como deve ser agora, quando diz que não são Mundiais oficiais. Simples assim!



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