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O regresso de Sebastien Loeb faz bem ao WRC?

Este fim de semana veremos o Regresso de Sebastien Loeb ao WRC, depois de três temporadas de ausência. É um retorno selectivo: apenas três ralis, México, Córsega e Catalunha, no final do ano. Vai ser um regresso à sua marca de sempre, a Citroen, e claro, esse regresso foi muito saudado, quase como se fosse o regresso de um campeão. Que o é, claro.

Mas este regresso, na minha opinião, começou a cair num exagero do qual acho que começa a ser irrealista. Por vários motivos: primeiro, é parcial. Segundo, ele já começa a acusar o peso da idade, e ele não vêm aí para arrasar os Ogiers e os Neuvilles da vida. Ele está velho, e pelo que se viu no "shakedown", a velocidade já começa a pesar.

Neste regresso, lembro-me de Michael Schumacher. Recordo-me, recuando oito anos no tempo, sobre as expectativas (altas) que existiam sobre a presença do piloto alemão na Mercedes. Havia muitos que juravam a pés juntos que ele voltaria para arrasar, que iria vencer corridas e voltar a ser campeão... e até me lembro de um artigo que o Luis Fernando Ramos, o Ico, escreveu sobre Nico Rosberg, que dizia que estava perante o maior desafio da sua carreira automobilística, pois em caso de derrota, seria um Nick Heidfeld da vida.

A realidade foi diferente: Schumacher não venceu qualquer corrida, e só fez um pódio, em 2012, tinha ele 43 anos, o mais velho desde Jack Brabham, no GP da Grã-Bretanha de 1970. O filho de Keke Rosberg tinha ganho com sobras e teria muito mais luta com Lewis Hamilton. Tanto que, quando venceu em 2016, pendurou o capacete de imediato.

Agora com Loeb de volta, a quem é que isto poderá beneficiar? A Citroen, talvez. O seu C3 WRC não está suficientemente desenvolvido em relação à concorrência - Ford, Toyota e Hyundai - e os seus pilotos não são suficientemente velozes para ameaçar o campeonato. Sebastien Ogier está na Ford, Ott Tanak na Toyota e Thierry Neuville na Hyundai. A marca francesa têm Kris Meeke, já veterano mas... tem os seus dias. Tanto pode ganhar como pode se "espalhar" em estilo. E a idade também já pesa: Meeke vai a caminho dos 39 anos.

As alternativas também não são muitas: Craig Breen é consistente, mas no México cedeu o lugar a Loeb, e vai fazer o mesmo no ralis francês, desconhecendo se vai ser a mesma coisa em outubro. Mads Ostberg já prometeu muito, mas aos 30 anos de idade, parece estar ao nível de um Breen do que o seu compatriota Andreas Mikkelsen, que agora milita na Hyundai. E Sebastien Lefebvre foi "rebaixado" para os R5.

Loeb é um grande testador, isso é verdade. Foi com ele que modelos da marca como o C4 e o DS3 se tornaram grandes carros, bólidos vencedores fosse em asfalto ou terra. E os nove títulos seguidos não mentem, claro. Mas se ele era imbatível aos 30 anos, agora com 44 já tem de acusar o tempo. É verdade que rali não é pista, e poderemos ver pilotos a terem uma carreira bem extensa, correndo até aos 50 ou 55 anos. Mas algum dia, eles tem de calçar as pantufas e gozar os dias de gloria à lareira de casa.

Em suma: não esperem o décimo título de Loeb no WRC. Porque ele não quer, e porque já não têm força para isso. Quer apenas ajudar a marca, nada mais. 


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