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O fim da Manor

A Manor anunciou esta tarde que encerrará as suas atividades no final do mês, após terem falhado as negociações para a chegada de um novo investidor. Apesar de todos os esforços por parte da FRP Advisory, a empresa que foi contratada em dezembro para ajudar na situação de pré-falência que a equipa declarou, e de noticias de diversas conversações entre potenciais investidores, Stephen Fitzpartick achou que nenhum deles cumpria os seus critérios e decidiu que a melhor solução seria o fecho de portas, efetivo a partir do dia 1 de fevereiro. Assim, o pelotão da formula 1 fica reduzido a vinte carros em 2017.

Sem uma estrutura operacional e financeira sustentável para manter o grupo, decidimos abandonar a categoria. Todos os 212 funcionários serão pagos na terça-feira, dia 31 de janeiro, e depois serão libertados [das suas obrigações]”, afirmou Geoff Rowley, administrador da FRP Advisory, através de um comunicado oficial. 

Nos últimos meses, a equipa trabalhou incansavelmente para trazer novos investimentos e garantir o futuro na Fórmula 1. Infelizmente, não conseguimos fazê-lo dentro do tempo disponível e não restou outra alternativa se não sair da Fórmula 1. Desde a nomeação no início do mês, a FRP Advisory nos ajudou bastante, mas não foi possível conseguir tais investimentos”, contou a Manor, também num comunicado oficial.

Rowley prestou sua solidariedade e mostrou-se triste com a situação da equipa. ”É lamentável que a Manor esteja saindo da Fórmula 1. É um grande nome do automobilismo britânico que está abandonando a categoria.

Assim sendo, é o fim da linha de uma equipa que começou em 2010 como Virgin, e que conseguiu três pontos ao longo da sua história: dois deles em 2014, no GP do Mónaco, com Jules Bianchi ao volante, e o mais recente no GP da Áustria de 2016, com Pascal Wehrlein. Apesar dos vários nomes que teve (Virgin, Marussia e Manor) houve sempre um nome no meio disto tudo: John Booth. Em conjunto com Graeme Lowdon, foram eles que colocaram a equipa a funcionar, atraídos pela promessa não cumprida de Max Mosley de que iriam cortar nas despesas, obrigando-as a ter motores Cosworth e um orçamento que não ultrapassaria os 35 milhões de dólares. Considerando que hoje em dia, para sobreviver, bastam cem milhões de dólares, sem as benesses que a FOM dá às equipas que ficam nos dez primeiros lugares, era uma empresa que não seria viável a prazo.

Demorou, mas foi: ao fim de sete temporadas, as quatro equipas que entraram na Formula 1 com essa promessa desapareceram. A USF1 nunca chegou a acontecer, a Campos virou Hispania e desapareceu em 2012, a "Lotus malaia", do Tony Fernandes, andou à briga pelo nome, ficou com a Caterham e desapareceu em 2014, porque as despesas estavam incomportáveis e ele decidiu fechar a torneira, e agora a Manor, que com Stephen Fitzpatrick, resolveu tomar o mesmo rumo.

Claro, a Manor continua, mas é a Manor Motorsport, e correm na Endurance. Booth e Lowdon estão a correr na LMP2, com um chassis da Oreca, mas tem intenções de subir em 2018 para a LMP1, provavelmente com um chassis ou da Ginetta ou da SMP.

E é assim a Formula 1 que Bernie Ecclestone quis fazer e deixou como legado: um "Club Piranha" que adora ver a concorrência arder, desde que não sejam eles. Vamos a ver se com os novos donos, as coisas serão ou não diferentes.


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