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2016

Tags: clube


Olá amigos.

Inicialmente, quero desejar um feliz ano novo para todos os alvinegros, os amigos (sócios) do blog e todos aqueles que nos visitam.

Passando pelo facebook hoje, me deparei com com esta entrevista do Vice Presidente de Finanças do Clube, Bernardo Santoro, à Rádio Botafogo, concedida em 30 de novembro último. O texto é longo, muito longo mas o ratifico e aconselho a leitura até o fim - asseguro que esta leitura vale a pena. Muitas revelações, declarações que não devem estar fugindo da realidade e, claro, um grande medo do que pode vir neste futuro. Apenas deixando claro que o texto não é do BE (do nosso blog) mas sim do jornalista abaixo referenciado.


Entrevista com Bernardo Santoro,
atual VP de Finanças do Botafogo de Futebol e Regatas.

Em 30/11/2015 para a radiobotafogo.com.br
(A rádio que abre o clube de forma apartidária!)

Por: Eduardo Pinto

A FALÊNCIA DO CLUBE

Com relação ao artigo publicado no ano de 2014 num site conhecido por botafoguenses, no qual citava sobre a falência do clube, explicou que mantém sua postura e afirmou que ratifica o texto. Contudo, fez questão de explicar que se o clube fosse transformado numa massa falida, e usássemos a marca Botafogo para se transformar em um clube novo, isto na teoria, poderíamos em 4 ou 5 anos nos reerguer em grau de competitividade com qualquer outro grande clube, e citou exemplos da Fiorentina e do Napoli. Isto seria um caminho mais curto para viabilizar o clube a médio e longo prazo. Porém, optou-se por manter o clube, nos atuais padrões, o que levará muitos anos para poder sanar toda a sua saúde financeira e econômica. As premissas para qualquer das duas opções acima citadas seria entrar no Profut e no Ato Trabalhista, o que já foi feito. Ratificou que a falência era uma das opções para o BFR voltar a ser grande, e que continua achando ser o melhor caminho.

O TIME - ATLETAS

Com relação ao time: Disse que não é ruim, mas de acordo e dentro das possibilidades do clube. Que em 2015 o BFR, sob o ponto de vista esportivo, foi de excelência, citando a taça guanabara, campeonato brasileiro, campeonatos de vôlei, basquete e pólo aquático.

A PERSPECTIVA FINANCEIRA PARA O FUTURO

Sob a perspectiva financeira, continuamos muito mal. É enorme a dificuldade econômica do clube pois temos contabilizados, ano base 2014, 850 milhões em dívidas . A atual gestão, ao assumir em 27/11/2014, apenas teve acesso a alguma verba em janeiro de 2015. Que inclusive teve empregados do clube lhe pedindo dinheiro para comprar leite para as crianças devido a falta de pagamento na época. Na data da entrevista, Bernardo afirmou que toda a folha salarial está em dia. Mas, que apesar disto, o clube esteve muito perto de fechar suas portas, e ainda sofre muito com suas dificuldades financeiras.

O EX PRESIDENTE - SUAS TRAPALHADAS

Sobre o ex mandatário, afirmou que o mesmo pegou o clube viável, e poderia, sem nenhum problema, pensar e agir como a atual gestão, ou seja, num projeto a longo prazo, na vida e longevidade do clube.. Disse que o ex presidente é um mau caráter, um traidor da confiança e que o denunciou (se referindo ao mesmo como “vagabundo”) desde o início. Relatou que o Assunção nunca falou em planejamento a longo prazo, governança corporativa, equacionamento de dívida, sacrifício etc.. Relatou que o Maurício Assunção foi montando um time, e tentou fazer um super time para conquistar as Américas, no caso trazendo o ídolo Seedorf.. O entrevistado disse que na atual conjuntara não se pode pensar e nem contratar qualquer grande craque em virtude da saúde econômica e financeira do Botafogo.

ATO TRABALHISTA - PROFUT - SITUAÇÃO FINANCEIRA EM GERAL

O Ato Trabalhista, narrou Bernardo Santoro, é essencial e consome, mais ou menos, 40 % do que o clube recebe da Globo (algo em torno de R$ 1,2 milhões). Mas que, se não fosse o Ato Trabalhista, a falência seria a única opção. Sobre o Profut, Bernardo Santoro descreveu que os primeiros 24 meses tem um desconto muito interessante (parcela normal dentro das condições do Botafogo), mas que no 25º mês o valor das mensalidades cresce muito, assim como no 60º mês que se torna uma completa loucura. Garantiu que o Profut vai funcionar bem pelos próximos 24 meses, mas teme a partir do 25º mês em diante, e principalmente a partir do 60º mês. Explicou, por aproximação que nossas dívidas estão em torno de 300 milhões a fiscal, 200 milhões a trabalhista e 250 milhões a civil. Sobre esta última, o clube ainda não teve que se posicionar, mas já há planejamento definido para ser posto em prática. - “A nossa situação é realmente crítica!”, disse Bernardo Santoro, por mais de uma vez. Nosso VP de Finanças narrou que o Botafogo que resolveram tocar, o da dificuldade e do resgate em longuíssimo prazo, não comporta ídolos, SOB O PONTO DE VISTA FINANCEIRO. Sobre nossas sedes afirmou que não vê possibilidades de serem perdidas (vendidas penhoradas etc..) Em 2015 tivemos vários momentos próximos a um cataclisma econômico e financeiro, provocados em sua maioria por “grandes atletas” botafoguenses ao tentarem furar a fila do Ato Trabalhista e penhorarem as contas do clube. Citando como exemplos o Túlio Guerreiro e Juninho. Se tivessem vencido em suas pretensões e quebrado o Ato, a única solução seria a dissolução do clube. Se o Ato acabar, em tese, o BFR fali. Ressaltou que o Ato deu certo, e que no ano de 2015 o BFR pagou mais de 15 milhões em dívidas trabalhistas. A quebra do Ato traz como consequência a penhora do clube e torna inviável financeiramente o Botafogo. E isto é muito grave.

AINDA A SITUAÇÃO FINANCEIRA - A PERDA DE SEDES

A perda de alguma sede, Mourisco Mar, Sacopã, General Severiano, são muito pouco prováveis, em virtudes até de legislação, tombamento e destinação das mesmas. Frisou que o problema é macro, e não a perda de sedes, ou seja, a vida e saúde financeira do clube num todo. Sobre a interdição do Nilton Santos, a Prefeitura do Município do Rio de Janeiro, já ressarciu parte, pequena, dos prejuízos. O clube continua em negociações e conversas com a Prefeitura, uma parceira do clube, com a fundamental e elogiosa participação do Secretário Municipal de Administração Marcelo Queiroz.

COMO O EX MANDATÁRIO PERDEU DINHEIRO COM O ENGENHÃO E O PLANEJAMENTO FUTURO

Relembrou que quando o Nilton Santos era chamado, na antiga gestão de “Stadium Rio”, outra infelicidade criada pelo ex presidente, foi criada uma visão de que o Botafogo era mero gestor. Mas, se o BFR tinha a gestão, a posse, a tutela, o estádio era e é dele, enquanto durar o contrato de concessão, e se quiserem usar ou jogarem lá terão de pagar! Sobre o mesmo tema, citou mais uma infelicidade do Maurício Assunção: como tratou o estádio na época em que era o único no Rio. Se o clube tinha o monopólio, e sob o ponto de vista econômico, o preço deveria ter sido jogado no alto, maximizando os lucros, e quando parecessem concorrentes poderia haver uma margem a ser diminuída. Ao contrário do que foi dito, o ex mandatário, colocou os preços muito baixos, cobrando aluguéis ridículos. Citou que sob todos os pontos de vistas o Maurício Assunção é lamentável! Sobre o estádio, ponderou que estudam um meio de se elaborar um aprofundado estudo econômico, no estádio e no seu entorno para se verificar a carência comercial de modo a ser implantado dentro do estádio tais indicativos apresentados no estudo para maximizar as receitas e fomentar o match day dentro do Nilton Santos. Em 2016 será feito o estudo de modo a prover a frequência no Nilton Santos pela sua torcida antes, durante e depois dos jogos. Pretende ocupar melhor os espaços vazios dentro das arquibancadas (política de ocupação) Relatou que a cerveja nos estádios foi uma conquista do Botafogo, que partiu e foi uma briga originária de dentro do clube, e que pretendem trazer muita verbas com tal implementação. O orçamento de 2016 será feito em cima de tudo que foi trabalho no ano de 2015, e não será prejudicado pela reprovação das contas de 2014 que foi último ano de gestão do ex presidente. A auditoria interna já foi feita com profissionais contratados exclusivamente para isto e muito coisa foi esclarecida podendo sanar várias dúvidas. O orçamento para 2016 e o balanço de 2015 serão bem realista e serão apresentados na reunião do Conselho Deliberativo.

O SÓCIO TORCEDOR (ST), A TORCIDA DO BOTAFOGO E OUTRAS NOVIDADES

Sobre Sócio Torcedor (doravante ST), concorda ser essencial ter um programa forte para poder ajudar a reerguer o futebol, acredita que o atual programa é bom, podendo ser melhorado. Disse que a torcida do Botafogo é muito sofrida e que os 12.529 ST são verdadeiros heróis apaixonados e tem toda sua estima e admiração. Crê que o direito a voto possa implementar aumentar o programa, mas não é a solução salvadora ou mágica. O VP de Finanças é favorável ao ST ter direito a votar, porém isto não é a solução para tudo. Alegou que a vice-presidência de marketing está desenvolvendo o Botafogo Digital, um projeto que é importantíssimo e inédito, no qual serão mapeados os torcedores botafoguenses, e isto auxiliará e muito ao programa de ST. O BFR tem que se adaptar aos torcedores e não o contrário, disse nosso vice-presidente. Imagina fazer um ST tipo carrinho de comparas, onde cada qual de acordo com suas necessidades e possibilidades aderirá ao programa, estando assim se adaptando a vontade de cada um. A isto chamou de plano de segmentação. Lembrou mais uma vez que no momento o clube não tem condições de oferecer grandes craques para atrair sócios. Nossos craques se chamam dívidas trabalhistas, fiscais e civis, e esses craques não fazem gol. Acredita que o direito ao voto e a segmentação do ST aumentarão o número fazendo o BFR passar para outro patamar, e isto será feito ano que vem após a reforma estatutária. Fez questão de frisar: -“EU não culpo em hipótese nenhuma a torcida do Botafogo por um suposto baixo comparecimento no programa de sócio torcedor!” Bernardo explicou que as mudanças do clube vêm de dentro para fora, e que o que se pode fazer é aumentar o colégio eleitoral, com mais sócios proprietários e dando direito ao sócio torcedor VOTAR. Reiterou que a atual gestão vem fazendo por merecer credibilidade. EM PRIMEIRA MÃO: Até o final de janeiro será lançado um projeto definitivo que vai nos fazer um dos clubes de maior credibilidade do país. Sobre os mesmo de sempre no poder, Bernardo foi taxativo em dizer que nunca participou de nenhuma outra gestão. Encerrou conclamando toda a torcida a aderir ao programa de sócio torcedor ou a ser sócio proprietário, a se unir, a ajudar a reerguer o clube. -“O Botafogo só vai ser forte e vencedor se todos ajudarem e se unirem!”

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