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“Nós somos limitados porque ainda existe o medo da repressão” – Gilmário Vemba

O primeiro humorista angolano a actuar no pavilhão Altice Arena, em Lisboa, ambiciona ver os 12 mil lugares ocupados no dia 1 de Dezembro. Ao concretizar o sonho de apresentador de TV, no 5 Para Meia-Noite da RTP (Portugal), o artista faz um balanço positivo dos 20 anos de carreira.

20 Anos de carreira, dos quais quatro a solo. Que balanço faz do seu percurso?

São 20 anos nesta estrada, 20 anos a fazer as pessoas rir, são 20 anos comprometidos com a comédia. É bom saber que conseguimos chegar até aqui. O balanço que faço é positivo já que nenhum de nós propriamente pensou, ou tinha planos para aquilo que somos hoje. Nenhum de nós sentou e tentou esquematizar isso, então acredito que de alguma forma encontrou-se a oportunidade e o talento que tínhamos no ponto certo. Produzimos muitas coisas, chegamos muito mais longe do que aquilo que as nossas origens, de alguma forma, nos permitiam sonhar. Conseguimos construir uma vida tendo a comédia como base.

E nos últimos quatro anos?

Na carreira a solo faço um balanço muito positivo. Muito mais do que o esperado. Eu sinceramente estava a me preparar mentalmente e fisicamente para estar muito mais tempo em palcos pequenos e com pequenos contratos mas, graças a Deus, Portugal acabou por ser uma porta e um palco muito grande para mim e que se refletiu noutros mercados também. Eu tinha apontado para cinco anos até isso começar a funcionar e estou aqui a viver dois anos de uma fase alta da minha carreira.

O sucesso foi planificado?

O sucesso foi desejado, mas não planificado. Havia um desejo, assim como acredito que exista em todos os outros artistas, o desejo de crescimento. E Portugal acaba por ser, em termo da língua portuguesa, um dos mercados mais estruturados do ponto de vista de lei e de economia.

Quais foram os desafios?

O maior desafio é sempre interno. É sempre conseguir ultrapassar as dúvidas da própria cabeça. O sair do grupo foi um barulho não muito agradável para mim e para aquilo que tencionava, o feedback não foi positivo, então foi preciso vencer tudo isso. Vencer todos os medos criados por nós e pelas pessoas que nos rodeiam. Imagina ir para uma carreira a solo e sentir que há 90% das pessoas a dizerem que não vais dar certo, chega-se a um ponto em que a pessoa começa também a duvidar disso. Mas graças a Deus a cada passo que dava havia a certeza de que podia ter sucesso.

Diz que ainda não tem o dinheiro que gostaria de ter. Com a rentabilidade financeira que acumulou nos últimos anos, daqui a quanto tempo é que prevê ter o dinheiro que gostaria de ter?

Estou a apontar isso para os meus 45 anos de idade, que é daqui a sete anos. Porque eu sou uma pessoa que vive bem. Mais do que adquirir dinheiro, o importante é adquirir conhecimento para gerir aquilo que temos de uma forma mais consciente e mais acertada para não estarmos numa situação pior daqui a alguns anos. Hoje estamos bem, amanhã não sabemos. Por isso, nesses sete anos vou ter que aprender muito mais sobre como trabalhar as minhas receitas do que propriamente ganhá-las.

Pensa investir num outro sector?

Uma das dicas que eu recebi sobre investimentos e finanças, é que é mais seguro Investir em algo que dominamos, então não tenho muita ideia em investir fora daquilo que são as minhas capacidades. Se calhar ia apontar para o mercado cultural, particularmente no mercado do humor. Neste momento invisto mais em mim, porque sou o único artista da minha empresa

Como investir em humor?

Neste momento temos um mercado humorístico que é pequeno, mas com investimento ele cresce. E o mercado angolano tem bons humoristas neste momento. Então, podemos começar a pegar no dinheiro e investir para conseguirmos estruturar espectáculos com melhores condições e melhores ofertas para o público com estes humoristas. E acho que é a partir daí que começamos a investir na comédia e a crescer, investir em produção de conteúdos humorísticos com maior qualidade, trocar ideias com as grandes produtoras e distribuidoras de conteúdos do País. E eu como agência quero-me estruturar o suficiente para ter os comediantes na minha agência. Expansão

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