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Planning Freak

Agenda Con-Vit - Maria das Palavras

 

Olá eu sou a Maria e sou uma planning freak. Ainda  não larguei a agenda ao dia 18 e tenho-a preenchido com tudo e mais alguma coisa - inclusivamente post-its que são outro vício meu, quando não sei bem a que dia ocorrem eventos importantíssimos na minha vida (sim, pus um lembrete para em Março começar a pensar em ir ao cabeleireiro a ver se não chego ao estado ninho-de-rato-cor-de-burro-quando-foge como da última vez). Apesar de normalmente as agendas não me durarem tanto nas mãos (entretenho-me a preencher ao início e gradualmente vou largando) desta vez a coisa parece estar para durar e está a piorar um pouco a minha mania de planear e organizar tudo com antecedência. Uma pequena obsessão, que junto no pote de peculiaridades da Maria como "os comandos têm de estar alinhados uns com os outros e com o telemóvel".

Eu digo que tenho uma necessidade de controlo que advém da reação ao facto de saber conscientemente que as coisas verdadeiramente importantes escapam ao meu poder, a minha irmã resume isto numa palavra: Hitler.

 

Não quero deixar a impressão que vivo na ilusão de que posso, de facto, agendar o dia de amanhã. As circunstâncias da minha vida (nomeadamente algumas) fazem com que queira ao máximo reservar tempo para tudo, sem me esquecer de nada. Apontar e marcar dias dá-me a segurança de que o conseguirei fazer. Mas adapto, reajusto e volto atrás, com a a agilidade e rapidez que for preciso. Tanto ao marcar um dia para jantar com aqueles amigos, como nas coisas grandes da vida. Sei que aos 10, aos 15, aos 20, aos 25 tinha ideias distintas de quem seria hoje, aos 29. E sei que a vida de hoje, aos 29, não se parece com nenhuma das coisas que imaginava em qualquer dessas idades. Para melhor? Para pior? Só diferente. 


E não pude deixar de pensar nisto ao  ler este parágrafo de Joyland, de Stephen King. Eu sei disto tudo. E mesmo assim, continuarei a querer agendar a vida. Com espaço para todo o tipo de surpresas, entenda-se. Uma vez que de qualquer forma são inevitáveis. 

 

Quando se tem vinte e um anos, a vida é um mapa de estradas. Só quando chegamos aos vinte e cinco, mais ou menos, é que começamos a desconfiar que temos olhado para o mapa de cabeça para baixo e só depois de fazermos os quarenta é que temos a certeza absoluta. Quando chegamos aos sessenta, acreditem, estamos completamente perdidos. 

 

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