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Variações étnicas e regionais na mortalidade hospitalar do COVID-19 no Brasil

Variações étnicas e regionais na Mortalidade Hospitalar do Covid-19 no Brasil 


Nossa análise apóia um esforço urgente por parte das autoridades brasileiras para considerar como a resposta nacional ao COVID-19 que possa proteger melhor os Pardos e negros brasileiros, bem como a população de estados mais pobres, de seu maior risco de morrer pelo COVID-19.

População de Alagoas de acordo com o IBGE


Total: 3.120,494
COR OU RAÇA:
Branca : 968.288
Preta :206.030
Parda :1.897.214

População de Alagoas de acordo com o IBGE
População de Alagoas de acordo com o IBGE


Variações étnicas e regionais na mortalidade hospitalar do COVID-19 no Brasil: um estudo observacional transversal

Via The Lancet Global Health : Variações étnicas e regionais na mortalidade hospitalar por COVID-19 no Brasil: um estudo observacional transversal . 

Sumário:

O Brasil ocupa a segunda posição no mundo em número total de casos e mortes por COVID-19. A compreensão das possíveis desigualdades socioeconômicas e étnicas da saúde é particularmente importante, dada a população diversificada e a frágil situação política e econômica. Nosso objetivo foi caracterizar a pandemia de COVID-19 no Brasil e avaliar variações na mortalidade de acordo com a região, etnia, comorbidades e sintomas. 

Métodos 

Realizamos um estudo observacional transversal da mortalidade hospitalar por COVID-19 usando dados do conjunto de dados SIVEP-Gripe ( Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe ) para caracterizar a pandemia de COVID-19 no Brasil. No estudo, incluímos pacientes hospitalizados que tiveram um teste positivo de RT-PCR para coronavírus com síndrome respiratória aguda grave 2 e que tinham informações sobre etnia no conjunto de dados. 

A etnia dos participantes foi classificada de acordo com as cinco categorias utilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística: Branco (Branco), Preto (Preto), Amarelo (Leste Asiático), Indígeno (Indígena) ou Pardo (etnia mista). Foram avaliadas variações regionais em pacientes com COVID-19 internados no hospital por estado e por duas regiões socioeconômicas agrupadas (norte e centro-sul). Utilizamos a análise de sobrevida por regressão de Cox de efeitos mistos para estimar os efeitos de etnia e comorbidade em nível individual no contexto da variação regional. 

Constatações 


Dos 99 557 pacientes no conjunto de dados SIVEP-Gripe, incluímos 11 321 pacientes em nosso estudo. 9278 (82,0%) desses pacientes eram da região centro-sul e 2043 (18,0%) eram da região norte. 

Comparado com brasileiros brancos, Pardo e negros brasileiros com COVID-19 que foram admitidos no hospital apresentaram risco significativamente maior de mortalidade (taxa de risco [HR] 1: 45, IC 95% 1 · 33–1 · 58 para brasileiros Pardo; 1 · 32, 1 · 15–1 · 52 para brasileiros negros). A etnia Pardo foi o segundo fator de risco mais importante (após a idade) para a morte. As comorbidades foram mais comuns em brasileiros internados na região norte do que no centro-sul, com proporções semelhantes entre os vários grupos étnicos. Os estados do norte tiveram HRs mais altos em comparação com os do centro-sul, exceto o Rio de Janeiro, que tinha um RH muito maior que o dos outros estados do centro-sul. 

Interpretação 

Encontramos evidências de dois efeitos distintos, mas associados: aumento da mortalidade na região norte (efeito regional) e nas populações Pardo e Negra (efeito etnia). Especulamos que o efeito regional seja impulsionado pelo aumento da carga de comorbidade em regiões com níveis mais baixos de desenvolvimento socioeconômico. 

O efeito da etnia pode estar relacionado a diferenças na suscetibilidade ao COVID-19 e no acesso aos cuidados de saúde (incluindo cuidados intensivos) entre as etnias. Nossa análise apóia um esforço urgente por parte das autoridades brasileiras para considerar como a resposta nacional ao COVID-19 que possa proteger melhor os Pardos e negros brasileiros, bem como a população de estados mais pobres, de seu maior risco de morrer pelo COVID-19.

FONTES:
https://www.thelancet.com/action/showPdf?pii=S2214-109X%2820%2930285-0
https://sidra.ibge.gov.br/tabela/2094
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