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Mulher trabalhadora que Amamenta

A estratégia de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta consiste em criar nas empresas públicas e privadas uma cultura de respeito e apoio à amamentação como forma de promover a saúde da mulher trabalhadora e de seu bebê, trazendo benefícios diretos para a empresa e para o país.

Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em 2008 revelou que 34% das mães brasileiras que trabalhavam fora de casa naquele ano e que tinham bebê menor de um ano não amamentavam mais a criança, enquanto que entre as mães que não trabalhavam fora de casa esse índice era de 19%. Os dados mostram que as condições de trabalho da mulher e o nível de sensibilidade da empresa implicam diretamente no tempo em que o bebê é amamentado e, consequentemente, na saúde da criança.
Oficinas de capacitação
O Ministério da Saúde vem realizando oficinas de capacitação de tutores nos estados e municípios que tenham interesse em adotar a ação de Apoio à Mulher Trabalhadora para Manter a Amamentação para levá-las às instituições tanto públicas quanto privadas. A oficina tem carga horária de 16 horas e é realizada com orientação, apoio e sob supervisão de técnicos da Coordenação-Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno.
As capacitações consistem em formar profissionais de saúde e de outras áreas sensíveis ao tema do aleitamento materno com vínculo com as secretarias estaduais e/ou municipais de saúde para sensibilizarem gratuitamente gestores e patrões sobre as variadas formas de se apoiar a amamentação no ambiente profissional. Esses profissionais são capacitados para apoiar, orientar e supervisionar a implementação de salas de apoio à amamentação nas empresas; a adesão ao programa Empresa Cidadã com a ampliação da  licença maternidade para seis meses; possibilitar o acesso a creches no local de trabalho ou conveniadas; o cumprimento das leis que protegem a amamentação entre outras ações.
Como levar a oficina para seu município/empresa?
O Estado ou Município que tiver interesse em realizar oficina da ação de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta deve entrar primeiramente em contato com a Coordenação-Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde por meio do endereço de e-mail:  [email protected] [email protected]
O Ministério da Saúde, por sua vez, auxiliará o estado/município a realizar a primeira oficina formando multiplicadores da estratégia no território. Ficará sob responsabilidade do Estado/Município coordenar as demais oficinas com o apoio didático do MS e da Sociedade Brasileira de Pediatria local.
O Estado/Município deverá comunicar o Ministério da Saúde sobre as capacitações que serão realizadas. A referência para a ação no município é a Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
Todo o monitoramento da oficina MTA é feito através do Sistema de Monitoramento da Miulher Trabalhadora (http://www.mta.saudedacrianca.net/)

Salas de Apoio à Amamentação
As salas de apoio à amamentação são espaços dentro da empresa em que a mulher, com conforto, privacidade e segurança, pode esvaziar as mamas, armazenando seu leite em frascos previamente esterilizados para, em outro momento, oferecê-lo ao seu filho. Esse leite é mantido em um freezer a uma temperatura controlada até o fim do dia, com uma etiqueta identificando o vidro com o nome da mãe, a data e a hora da coleta. No fim do expediente, a mulher pode levar seu leite para casa para que seja oferecido ao seu filho na sua ausência, e também se desejar, doá-lo para um Banco de Leite Humano.
Geralmente o término da licença maternidade implica em separação da dupla mãe/bebê por um determinado número de horas por dia, fazendo com que esse processo de volta ao trabalho se torne muitas vezes doloroso para a mulher, sobretudo para as que amamentam. Nesse sentido, a sala de apoio é um incentivo para que a mulher trabalhadora siga amamentando seu filho, sentindo-se ao mesmo tempo mais tranqüila e disposta para realizar suas tarefas profissionais.
As empresas que aderem a essa iniciativa tendem a ter menos problemas com a ausência de funcionárias para tratar de problemas de saúde dos filhos, pois como o leite materno possui anticorpos que previnem doenças, as crianças amamentadas no peito adoecem menos. Funcionários e sociedade também passam a ter uma imagem mais positiva da instituição, que por sua vez, ganha em reputação.
A sala não exige uma estrutura complexa. Por isso, sua implementação e manutenção são de baixo custo. Além disso, todos são beneficiados: mães, bebês e empresas.

Regulamentação
Em 2010, o Ministério da Saúde junto a ANVISA regulamentou a implementação das salas de apoio à amamentação nas empresas por meio da Nota Técnica Conjunta nº 01/2010.


Fonte: Ministério da Saúde



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