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Antero de Quental – Versos na tarde – 14/09/2016

Idílio
Antero de Quental¹

Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos dum fôlego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas:

Ou, vendo o mar, das ermas cumiadas,
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longe, no horizonte, amontoadas:

Quantas vezes, de súbito emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão, e empalideces…

O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das coisas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.

¹Antero Tarquínio de Quental
*Ponta Delgada,Portugal – 18 de abril de 1842 d.C
+Ponta Delgada,Portugal – 11 de setembro de 1891 d.C


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Antero de Quental – Versos na tarde – 14/09/2016

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