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Seriam realmente necessárias as versões americanas de filmes de terror?

Versões americanas de filmes de terror sempre estiveram por aí. Mas será que há necessidade?

Por ter bastante contato com filmes de terror, fui facilmente exposto aos remakes americanos de várias obras de terror asiáticas - um dos primeiros que eu lembro foi O Grito (2004). Na época, eu achei o filme excelente, mas não sabia que existia uma versão japonesa do mesmo.

Tive uma surpresa agradável quando descobri a obra original. O núcleo e a visão eram bem parecidos, pois o diretor das duas versões foi o mesmo. As diferenças eram mais visuais diante cada cultura - como cenários, superstições, folclore, etc.

Mas tudo isso desabou quando vi as sequências das duas versões. A demanda de cada cultura ficou bem mais exposta - enquanto a versão japonesa é mais sutil e sagaz, a versão americana é mais gráfica e até exagerada em algumas coisas. E como já comentei aqui no site, sou muito mais fã da sutileza.

Outro filme que fica bem claro a demanda de cada cultura é Água Negra (2002) e sua versão americana, Água Negra (2005). O que mais me incomodou na versão ocidental foi a quantidade de informação fornecida para a audiência (também conhecido como exposition, em inglês).

"Tem como você desenhar o que você quer, senhor fantasma?"
A personagem principal precisava explicar TUDO verbalmente, dando a entender que a audiência ocidental (na mente dos produtores) precisa de explicações objetivas para tudo, e que não conseguiria ligar os pontos apresentados durante todo o filme. Deixar a audiência pensar pra quê, né?

Particularmente, eu não gosto das versões americanas nesse gênero, mas considero necessárias para trazer conhecimento das várias obras ao redor do mundo que, se não fosse por elas, permaneceriam obscuras.

Deixe nos comentários o remake de terror que você menos gosta!

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Esse era pra ser um post sobre versões americanas em geral, não só de terror. Porém, ao começar a escrever, percebi que tinha muito o que falar sobre esse gênero em específico. (Mas de novo terror? Pois é...)

Você pode conferir o texto sobre versões americanas aqui.


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