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Adaptações americanas: a suposta necessidade de traduzir uma arte para o público

Hollywood faz versões de filmes estrangeiros o tempo todo. Será que isso é necessário?

Desde os primórdios do cinema, o remake tem sido usado para recontar, republicar ou popularizar novamente uma obra feita anteriormente - o primeiro remake foi feito em 1904, de um filme de 1903!

De um ponto de vista artístico, é compreensível que diretor queira mostrar a sua visão de uma certa história, mas todos sabemos que os remakes de hoje são tentativas de ganhar mais dinheiro em cima de uma propriedade intelectual pré-existente.

Mas há algo que me intriga mais que remakes: versões americanas de filmes estrangeiros.

O primeiro exemplo que comentarei é Oldboy (2003). A história somada com a execução fez desse filme uma obra exemplar cheia de suspense e drama, com cenas memoráveis, e sendo brutal sem precisar ser gráfico.

Já a versão americana tenta fazer dessa história um filme de ação. Se fosse só pelo trailer, muitos presumiriam (e com razão) que seria mais um filme de vingança em que o personagem principal faz uma chacina por onde passa, sem dificuldade nenhuma, e ficando como o herói no fim.

Isso, ao meu ver, foi resultado da tentativa de traduzir uma obra de arte (sem necessidade) para um público subestimado pelos produtores americanos. Eles se esforçam muito para adaptar histórias diferentes dos padrões americanos, entregando mais do mesmo para sua audiência que, por sua vez, não sabe o que existe de diferente.

E para ir contra o meu ponto anterior, citarei algo que pouca gente sabe: A Noviça Rebelde (1965), por exemplo, é uma adaptação de um filme alemão, A Família Trapp (1956).

A versão americana ganhou vários prêmios, incluindo Oscar de melhor filme, e também é mais conhecida mundialmente, ou seja, nem todo remake é ruim.

Uma adaptação recente controversa é a de Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2009), Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011).

Muitos discutem que a versão americana possui uma fotografia superior comparada à obra original (Fincher raramente falha nesse aspecto), mas o resto, como história, personagens, atores e execução acabaram ficando inferiores.

Apesar disso, remakes e adaptações trazem conhecimento aos filmes originais, o que eu acho que é um ponto bem positivo, já que essas obras ficariam sem exposição ao público geral sem eles. Mesmo assim, considero essa 'tradução' de arte um pouco desanimadora, já que nos faz enxergar essa mídia ampla que é o cinema de maneira singular.

Qual a adaptação americana que você mais gosta? Deixe nos comentários!

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Estranhou eu não citar nenhuma adaptação de terror? É porque eu fiz um post inteiro sobre esse tema.

Você pode conferir o texto sobre versões americanas de terror aqui.


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