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Todo o Dinheiro do Mundo (All the Money in the World - 2018)



            Meu Deus! A tinta que este filme fez correr ainda sem sequer ter sido lançado... Na linha das acusações de assédio sexual que envolviam Kevin Spacey, o ator acabou por ser substituído por Christopher Plummer. E tudo isto sem alterar a data de lançamento,  pois o realizador Ridley Scott pensava que tinha um grande produto para arrecadar umas estatuetas douradas (e, de facto, Plummer teve direito a uma nomeação como melhor ator secundário). Mas se, por ventura, a merecia, é outra história completamente diferente.
            Em 1973, John Paul Getty III foi raptado nas ruas de Roma, com os raptores a exigirem um avultado resgate ao avô do rapaz, J. Paul Getty, o homem mais rico de mundo, que não está muito inclinado em fazê-lo. 
Entendo a ideia da Academia em querer mandar uma mensagem positiva por Scott ter substituído Spacey como J. Paul Getty mas sinceramente Plummer não faz uma atuação digna de nomeação. Não digo que tenha um mau desempenho mas nunca o consideraria como uma das cinco melhores atuações do ano, principalmente num papel facilmente substituível.
Tirando isso, “Todo o Dinheiro do Mundo” não fascina. Para começar, é demasiado longo, são mais de duas horas de fita e sem qualquer necessidade. Não vou revelar a história mas a parte final é completamente desnecessária, aliás, nem faz parte do que aconteceu realmente. E não sou nada contra acrescentar coisas à história “original” logo que beneficiem o filme, o que não acontece no caso.
A história é interessante, mas não prende o suficiente. Getty é como um Tio Patinhas, que tem todo o dinheiro do mundo, mas é incrivelmente forreta, que nem com o rapto do seu neto favorito é capaz de abrir os cordões à bolsa para o salvar. Michelle Williams e Mark Wahlberg fazem um bom trabalho contudo, sinceramente, não é nada de espetacular. Quando me recordo que existiam ideias em fazer uma campanha para Williams ser nomeada para melhor atriz, quase que rio, ainda mais se a compararmos com a sua prestação em “Manchester By The Sea”! O que foi surpreendentemente interessante foi a relação criada entre o raptor e o raptado.
Uma coisa na qual o filme foi bem sucedido foi em nos transportar para aquela época. Todo o design de produção nos deva para os anos 70 de forma muito bem executada.
“Todo o Dinheiro do Mundo” bem que precisava de toda a polémica para chamar as pessoas já que, como filme, não é assim nada de especial.




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