Get Even More Visitors To Your Blog, Upgrade To A Business Listing >>

Paris: Visitando a cidade luz

Primeiro dia

Paris, a capital da França com mais de 2 milhões de habitantes, é o sonho de quase toda mulher romântica.

Havíamos saído do hotel em Barcelona as 3:30 da madruga para pega o voo pra Paris, então chegamos em Paris as 9 horas como zumbis.

Pegamos o metrô até o hotel que ficava bem próximo da estação. Os trens são bem antigos, mas muito bem conservados e tão cheios quanto os nossos.

O hotel era simples mas muito aconchegante, chamava Timhotel Italie Butte aux Cailles, tinha um café da manhã gostosinho. Só achei meio bizarro o fato de dentro do quarto ter duas portinhas: uma dava em um quartinho só com vaso sanitário e pia e a outra em um com chuveiro e outra pia, sei lá né?!

Como não tínhamos dormido direito, Fomos tirar um cochilinho e acordamos na hora do almoço. Usamos o tripadvisor para achar um restaurante ali perto e optamos pelo Chez Gladines. Foi uma surpresa imensa. Do lado de fora não parecia grande coisa, mas a comida era simplesmente incrível, imensa e com um preço excelente. Pedimos uma salada monstro e madret pato a roquefort. Só de lembrar dá água na boca.

Depois do almoço fomos conhece-la. Tem gente que acha clichê e turístico demais, mas sinceramente, foi uma das melhores sensações que já tive. Estar lá, é tão incrível que não tenho palavras pra descrever como me senti.

Constuída em 1889 para comemorar o centenário da revolução francesa, a torre possui 324 metros de altura e 1665 degraus, destes subimos 709 até o segundo andar. Por que esta tortura? Havíamos esquecido de comprar os tickets online, e quando chegamos lá a fila estava gigantesca, gastaríamos fácil umas 2 horas para subir de elevador, agora de escada não só não tinha uma alma viva na fila como era 5 euros mais barato por pessoa. Resolvemos encarar. Foi divertido, mas se não quiser gastar seu pulmão lembre de comprar antecipadamente. No segundo andar, pegamos o elevador até o topo. Não preciso nem comentar sobre a vista, dá pra imaginar né?! Agora o que não imaginávamos era o frio. Vish! Só de lembrar dá arrepio. Embaixo estava cerca de 8 graus, lá em cima devia estar muitos graus negativos. Não conseguíamos nem mesmo sair pra área aberta e ficar mais de 1 minuto. Se não me engano, pagamos 15 euros por pessoa.

Em seguida, fomos fazer o passeio de barco pelo Rio Sena. Existem várias companhias que oferecem estes passeios. Umas mais caras , alguns barcos bonitos  outras oferecem vários serviços como almoço e jantar. Como já havíamos almoçado fizemos apenas o passeio na Vedette que propõe um passeio simples de 1 hora, por 16 euros por adulto. Os melhores assentos são os da parte superior e em área descoberta, a visão é mais ampla. Dá para apreciar  o cenário e fotografar à vontade. Tinha um guia no barco que falava apenas francês, mas  tinha também um fone que traduzia simultaneamente tudo em inglês ou espanhol . Os barcos percorrem em ritmo tranquilo. Passam por locais famosos de Paris, como a Catedral de Notre-Dame.

Em terra firme, fomos andando em direção ao Arco do Triunfo. Após a maior vitória de Napoleão, em 1805, foi prometido a seus soldados: "Vocês voltarão sob arcos triunfais". Com 50 metros de altura, o arco conta com relevos, escudos e esculturas que retratam cenas militares, na nossa visita a obra estava sendo restaurada, ainda assim achamos belíssima. Em 1921 foi enterrado sob o arco o corpo de um soldado desconhecido, para reverenciar os mortos na Primeira Guerra Mundial. A chama é acesa todas as noites por um grupo de veteranos da guerra.

Seguimos pela alameda mais célebre e disputada de Paris desde 1667: A Champs-Elysées. Com suas calçadas largas e um grande número de pessoas circulando pelas lojas , os diversos cafés convidam os pedestres a tomarem lugar nas mesas dispostas nas calçadas. Por ser a boulevard mais charmosa de Paris, os preços são um pouco salgados, afinal de contas precisa ornar com as sofisticadas lojas de grife como Guggi, Cartier, Louis Vuitton, Guerlain e por aí vai, prova disso é que achamos uma Nespresso na avenida e por curiosidade fomos ver o preço. Míseros 7 euros, é como se pagássemos na época 22 reais por um expresso. Choquei!

Começou a escurecer, e a fome apertar. Encontramos na Champs-Elysées um Pomme de Pain, é um restaurante bem parecido com o Subway aqui no Brasil, um famoso bom e barato, enchemos a barriga e continuamos nosso caminho.

Ao final da avenida, está o Grand Palais com seus belos jardins, seu teto de vidro é todo decorado e simplesmente maravilhoso.

Caminhamos até a Place de La Concorde, uma das mais belas e históricas da Europa, além de estar bem no centro de Paris. Curiosamente antes era um pantâno e em 1763, a pedido de uma rei que queria um lugar adequado para erguer uma estatua equestre de si mesmo (quase não se amava né?!), o pântano foi transformado numa praça. Em 1793 a praça foi cenário de um triste acontecimento, mais de 1300 pessoas foram enforcadas por causa da revolução francesa. Algumas décadas depois, a praça recebeu o obelisco de Luxor, de 3200 anos, vindo direto do Egito, sendo um presente do rei egípcio. Agora pensa, o trabalho que não deve ter dado levar o Obelisco do Egito até Paris! Na praça tem ainda duas fontes, várias estatuas que representam as cidades francesas.

Voltamos andando até a torre, para vê-la acesa. Simplesmente incrível. Já estávamos morrendo de cansaço e voltamos para o hotel para dormir.

Segundo dia

Primeira parada do segundo dia em Paris, foi o museu do Louvre. É um dos maiores e mais famosos museus do mundo. Dentro das suas principais atrações estão a pintura de Mona Lisa de Leonardo da Vinci e as esculturas Vitória de Samotrácia e Vênus de Milo. Além de remeter aos tempos medievais pois foi construído em 1190 para ser a fortaleza do rei Felipe. Estas são as obras mais disputadas e é muito muito difícil conseguir tirar uma fotos sem 54385734 cabeças juntas.

O Museu do Louvre possui 5 níveis e 3 alas principais: Richelieu, Sunny e Denon. Pegamos um mapinha gratuito no balcão de informações, e alugamos também um aparelho de áudio que funcionava como guia para as principais obras de arte. É possível ficar horas andando pelo Louvre, vai depender da disponibilidade e interesse por arte de cada um.

Depois de andar pelo museu (tenho certeza que não vimos nem 30% dele.) almoçamos uma batata recheada, num restaurante bem gostoso mas que infelizmente esqueci de marcar o nome. Fomos então caminhar pelo Quartier Latin, um bairro boêmio de Paris cercado de mistura cultural. Em seguida fomos colocar um cadeado na Pont des Arts, segundo a lenda, o cadeado na ponte ajudaria a eternizar o amor dos namorados. Havíamos esquecido de levar um cadeado daqui, fomos lembrar lá, em Paris, apenas quando chegamos na ponte. Claro que tinha várias lojas de cadeado em volta da ponte,  tinha cadeado gravado, em formato de coração, de todos os modelos imagináveis.  Todos, é claro, custavam mais de 20 euros. Meu marido super mão de vaca, teve a brilhante ideia de pegar um dos cadeados que colocávamos na mala, que tinha aproximadamente 5 cm. Depois que prendemos na ponte, nunca mais encontramos novamente. Bem romântico, rsrs, mas tudo bem, alguns anos depois os cadeados foram tirados da ponte por estarem prejudicando a estrutura.

Fomos ainda conhecer a Catedral de Notre Dame, construída em 1160, considerada uma obra-prima gótica levou 170 anos para ser concluída e é riquíssima em detalhes . Conhecemos também o Centre Pompidou ,um centro cultural com mostras de arte moderna, segundo um senhorzinho francês que ficou conversando com a gente é um dos lugares mais visitados do mundo.

Terceiro Dia

Pensamos muito se devíamos ou não, usar um dos dias na Europa para visitar a Disney europeia. No final fomos, o ingresso era tão barato e achamos que um dia de folga dos  museus e história seria bacana.

O complexo está localizado em Marne-la-Vallé, um distrito que fica cerca de 40 km a leste de Paris. Fomos de RER , um trem suburbano, que deixa na frente do parque e leva cerca de 30 minutos de Paris. 

O complexo possui 2 parques, vários restaurantes, hotéis e ruas temáticas. Não é tão grande como de Orlando então imaginei que pegaríamos filas gigantescas .No entanto, como estava um frio descomunal nesse dia,  tudo bem que quem nasceu e cresceu num país tropical não tem parâmetro pra definir o que é “frio” , mas era daqueles de doer os ossos, por isso o parque não estava cheio então podíamos ir várias vezes no brinquedo que quiséssemos.

Almoçamos num MC Donalds na vila fora do parque, era a opção mais barata, e ainda de quebra levamos uns lanchinhos na mochila pra comer a tarde (muito gordinhos). No final do dia, depois de estarmos saturados de adrenalina, assistimos a parada de personagens e efeitos no castelo. Foi a primeira vez que fomos num parque da Disney, então pra variar, chorei de emoção. Fazer o quê?! Nasci assim, meio bobinha.

Depois de encarar o trem de volta, paramos num supermercado e compramos frios e vinho pra comer no hotel.

último dia

Na programação, havíamos planejado ir visitar Versalles mas de última hora decidimos ficar em Paris mesmo. Começamos o dia nos Jardin du Luxembourg que foi um dos lugares mais agradáveis que visitamos em Paris. Com 25 hectares de gramados e terraços simétricos, o jardim abriga o Palais Du Luxembourg, que é a sede do Senado Francês. O parque está cheio de pessoas se exercitando, turistas e parisienses juntos aproveitando a beleza das belas tulipas.

Em seguida, pegamos o metrô até a estação Concorde e fomos conhecer o bairro Montmartre e a incrível Sacré-Coeur, possível de ver de quase qualquer lugar de Paris . E das escadarias que levam até a Basílica é possível ver quase toda a Paris. Saindo da estação a primeira impressão é de que você chegou a um bairro de comércio popular. São lojinhas e vendedores por todos os lados. Aproveitamos e compramos alguns  souvenirs, pois é lá que se encontram os melhores preços (comprei um casaco também, coisa de gente consumista).  A arquitetura da Sacré-Coeur, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, abriga muitos tesouros, além de ser lindíssima.

Depois de descer a escadaria, paramos no melhor crepe que já comemos na vida o Breizh Café. Nunca pensei que crepe pudesse ser tão gostoso.

Continuamos passeando pelas ruas de comércio e nos deparamos com chocolateiras deliciosas e comércios semelhante a 25 de março. Interessante ver esse lado de Paris, um pouco menos glamoroso.

Ainda no bairro de Montmartre, fomos até a Boulevard de Clichy, onde fica o famoso Moulin Rouge. Nessa avenida também estão diversas lojas mais sensuais e sex shops. Ficamos só do lado de fora mesmo. Depois fomos jantar num restaurante delicioso, o Le Volcan que achamos por acaso.

Nossa impressão ? Realmente amamos Paris, faltou apenas mais dias e euros para ficar perfeito. Isso porquê, pelo que dizem, Paris é um dos lugares menos interessantes da França. Queremos muito voltar e conhecer as outras cidades.



This post first appeared on Por Aí - Site De Fugindodarotina, please read the originial post: here

Share the post

Paris: Visitando a cidade luz

×

Subscribe to Por Aí - Site De Fugindodarotina

Get updates delivered right to your inbox!

Thank you for your subscription

×