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Vida de cachorro

Hoje resolvi escrever sobre as diferenças na rotina por aqui, só que de uma perspectiva mais peluda. Antes que pensem que esse é um post sobre depilação, vamos esclarecer que estou falando dos meus cachorros, Chuck e Luke. A mudança pra Eles foi igualmente difícil e trouxe bastante coisas novas pra eles se adaptarem, o clima, os estímulos, a rotina, o espaço e por aí vai. Acho que a única coisa que não mudou foi a ração deles, que é o mesmo tipo e marcar aí e aqui, de resto, tudo mudou.


Se pra gente já é difícil, mesmo tendo tempo pra se preparar pra toda a mudança, pra eles aconteceu sem aviso nenhum e mudou completamente a dinâmica da rotina deles por meses. Antes de virmos pra cá fomos vendendo aos poucos os móveis e, uns dias antes da viagem, tudo que não vendeu e não viria pra cá foi doado, então de um dia pro outro eles estavam morando num apartamento com dois humanos (eu e meu marido), dois colchonetes e malas. Passamos os últimos dias no Brasil acampando dentro do apartamento e, pra eles, isso já era super estressante. Toda vez que tínhamos que sair de casa e deixar eles no apartamento vazio, eles ficavam extremamente ansiosos e estressados, provavelmente por não entenderem o que estava acontecendo e se íamos voltar ou não. Depois disso veio o episódio do vôo com os dois que, como já contei em outro post, não foi nada agradável e deixou eles estressados por dias.

Nos primeiros 3 meses moramos em um apartamento corporativo, estilo flat, de um dormitório, mobiliado, em um prédio com centenas de apartamentos. Só no corredor do nosso andar eram 16! A localização era bem no meio da agitação, perto da Times Square e da parte turística, que seria ótimo se estivemos aqui de turismo, mas não era o caso. Mesmo dentro do apartamento conseguíamos ouvir sirenes de carros de polícia, bombeiro, ambulância, pessoas conversando (gritando), buzinas de carro, etc. Perdi a conta de quantas vezes acordei de madrugada com algum desses barulhos e, se era irritante pra mim, imagina pros cachorros, que têm uma audição bem mais sensível que a nossa. Fora o barulho, toda vez que ia levar eles pra dar uma volta, as ruas estavam lotadas de pessoas, andando com pressa, com obras pra todo o lado, barulho de britadeira, escavadeira...barulho, barulho, barulho. Por causa de todas essas mudanças, eles acabaram ficando cada vez mais ansiosos e sensíveis aos barulhos, dificultando na hora de sair na rua ou quando tínhamos que deixar eles sozinhos. 

Quando mudamos pro apartamento definitivo conseguimos, finalmente, começar a ajudar eles a entenderem que aqui seria nossa casa e que estavam seguros. O bairro aqui é mil vezes mais tranquilo, mal ouço barulho vindo de fora e, por sorte, conseguimos um apartamento no primeiro andar, com um quintal pra eles (e os churrascos do meu marido), então aos poucos, eles começam a relaxar e baixar a ansiedade toda da mudança. Demorou só 5 meses pra isso e, mesmo assim, ainda continuo trabalhado a ansiedade dos dois pra voltar ao normal! A parte boa da mudança pra eles? As visitas de esquilos no quintal (os dois ficam na porta de vidro assistindo) e peanut butter!  




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