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Wágner - Um paredão botafoguense

Por Victor de Andrade
Fotos: arquivo Botafogo

Wágner foi goleiro do Botafogo entre 1993 e 2002, sendo titular em boa parte destes anos

O Botafogo teve grandes goleiros defendendo suas metas em sua história. Podemos falar do grande Manga e até de Jefferson, este mais recentemente. Mas as grandes conquistas do Botafogo na década de 90 sempre teve uma figura carimbada entre os arqueiros: Wágner, que está completando 50 anos neste 20 de janeiro de 2019.

Nascido em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Sebastão Wágner de Souza e Silva começou a carreira no Bonsucesso, onde se profissionalizou em 1989. No ano seguinte foi para o Bangu, começou a se destacar e acabou sendo contratado pelo Botafogo ainda no ano de 1993.

Seu começo no Fogão já foi marcante. Apesar de terceiro goleiro do elenco que começou muito mal o segundo semestre daquele ano (a equipe ficou vários jogos sem vencer no Brasileirão), o Botafogo foi se recuperando e ainda conquistou a Copa Conmebol, o primeiro título internacional de expressão do clube. Era um prenúncio de que Wágner iria ser um grande vencedor com a camisa do Glorioso.

Em 1994, travou uma disputa intensa com Carlão pela titularidade no gol da Estrela Solitária. Foi ganhando sou espaço aos poucos e a cada dia que passava foi se tornando cada vez mais dono da camisa 1 do Fogão. E isto acabou se concretizando e ele se tornaria uma das grandes figuras de uma das maiores conquistas do clube no ano seguinte.

Em 1995, o Botafogo montou um bom time. Nomes como os de Gonçalves, Wilson Gottardo, Leandro Ávila, Sérgio Manoel, Beto, Túlio Maravilha e Donizete Pantera, o goleiro Wágner foi campeão brasileiro pelo clube, com destaque para a grande atuação na final contra o Santos, no Pacaembu, onde ele evitou em várias oportunidades o segundo gol santista, que tiraria o título do Glorioso.

Ele conquistou diversos títulos com a camisa do Fogão

Nos anos seguintes, vieram mais títulos. Em 1996, a equipe conquistou o Troféu Teresa Herrera, usando a camisa do La Coruña  (conheça esta história aqui), derrotando a Juventus na decisão, em 1997 foi campeão carioca em uma final contra o Vasco da Gama, com direito a dança da bundinha e Dimba comendo grama, e em 1998 veio o título do Torneio Rio-São Paulo. Tudo isto com Wágner sendo o camisa 1 do Alvinegro.

No final dos anos 90 e começo dos anos 2000, vieram dois assuntos que começaram a traça o destino de Wágner. O primeiro era que houve um boato de que ele teria um problema de visão, o que atrapalharia em jogos noturnos. A informação foi desmentida, com ele fazendo vários exames para comprovar que sua visão estava boa. A segunda é que mesmo com grandes conquistas, Wágner é o goleiro que mais tomou gols de falta na carreira: 73, ao todo.

Wágner saiu do Botafogo em 2002 e ainda defendeu Santo André, America do Rio e Madureira, onde encerrou a carreira em 2004. Depois, tentou ser treinadorm dirigindo Boavista e São Cristóvão, além de preparador de goleiros, onde chegou a passar pelo Botafogo. Atualmente, o injustiçado goleiro é dono de um bar e restaurante de frutos do mar no mercado de peixes de Niterói.


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