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Educação Humana: Eu sei o que Temer?


O medo é o contraponto da esperança. O medo paralisa. O medo, sozinho, não é bom nem mau. Depende de como o aproveitamos. Uma das causas mais importantes do medo é o desconhecido. Outra, é perder algo que amamos. São Tomás dizia que o medo nasce do amor. Tememos perder algo que amamos: a vida, a saúde, um ente querido, a fortuna, a posição, o estado. Outro motivo de medo é o de sofrer um mal que reputamos grave. 

É preciso saber avaliar melhor do que temos medo porque alguns desses bens que se teme perder podem ter muito pouco valor. Os bens podem ser divididos em dois grandes grupos: os efêmeros, passageiros, transitórios e os eternos. Estes últimos são os verdadeiros bens, São Josemaría Escrivá dizia que as Coisas que passam nascem com o selo da caducidade. 

Não podemos colocar a esperança nas coisas passageiras porque elas não podem nos satisfazer
planamente. Mesmo que não sejam más, não se pode colocar nelas a nossa esperança. Às vezes, há algo que achamos que era para sempre e passa. O erro está em só colocar a esperança neste tipo de coisa. Não vai nos satisfazer de forma absoluta pois fomos criados por Deus para os bens eternos. Temos que aprender a temer de forma correta pois facilmente nos enganamos. Bom senso para desconfiar de nós mesmos. Às vezes nos deixamos enganar com brilhos. O demônio está sempre nos apresentando espelhinhos faiscantes para trocar por ouro. 

Eu sei o que Temer?

Existe um medo bom, que é aquele que regula o exagero, nos faz parar para pensar. Entre estes deve estar o medo de pecar, medo de perder o maior dom que é a liberdade de não ser viciado, levado pelos hormônios. O temor de pecar, de ofender a Deus também é uma manifestação do amor.

Devemos nos perguntar: Eu sei temer? Sei dar o valor relativo às coisas da terra? Sei ter medo de perder as coisas que permanecem? O que me faz temer quando penso em um ser querido? O verdadeiro mal, o mal absoluto é pecar, que é o que nos traz infelicidade. 

No entanto, o cristão não pode ser alienado. O santo, e todos temos que ser santos, tem que viver as virtudes heroicamente. Só as coisas de Deus são imperecíveis. Saber identificar as pegadas de Deus nas coisas do dia a dia. Viver desta forma para não perder a trilha marcada por Deus, este é o único medo que devemos ter. Mas é preciso olhar para fora, sair de nós mesmos e lembrar que a vida aqui deve ser boa e exige renúncias como sair do comodismo. Renúncia não necessita de cara de sofrimento. “Se alguém quiser Me seguir ...”. Este é o caminho. Acostumar-se a ver Deus em todas as coisas pois Ele nos acompanha. Lembrar-se que onde está o nosso tesouro aí está o nosso coração.

O temor de Deus segue três estágios: respeito pela grandeza de Deus, êxtase por sua grandeza, adoração. É o primeiro. Não sentir vergonha disto, submeter-se, prostrar-se. Isto não nos faz menores. Depois, o temor servil, que é imperfeito, mas já é um princípio de sabedoria. E depois o temor filial, que vem do amor, temor de perder o Bem.

Pedir à Nossa Senhora que nos ensine a temer de maneira correta. Lembrar que quando o Anjo apareceu Nossa Senhora deve ter se assustado, e ele disse coisas extraordinárias. Depois Ela vai ao templo e lhe fazem uma profecia assustadora e Ela teve que viver com isto e o fez com serenidade. 

Para nós todos o temor de Deus passa pelo amor. É a confiança que Deus nos consola muito mais do que poderíamos esperar. Esperança não é estado de ânimo, não é tração mais ou menos marcante de personalidade e, diferentemente do Amor, não é paixão. A esperança está relacionada com a fortaleza. Ao identificar o bem pela esperança, com a fortaleza a pessoa se põe em campo em direção a ele. Identificar a Deus como o bem superior. Fomentar o desejo do bem, fomentar a esperança. A esperança não tem o fundamento em nós e nem nas coisas e sim em Deus. Aí, não se perde a esperança. As coisas darão certo, terão um bom final porque Deus é bom.

A esperança não é querer que Deus venha resolver os nossos problemas. Mesmo porque depende do que consideramos problema e também o que achamos que é resolvê-lo... Fazer as coisas como se tudo dependesse de nós e colocar tudo aos pés de Deus. Esperança não é esperar um milagre. O sofrimento não é incompatível com a esperança. A verdadeira esperança é ativa, operante. Esperança não é, portanto, deixar as coisas para lá e achar que tudo vai dar certo.

O que coloco como fim para minha vida? O que me leva a fazer as coisas? Se a meta está em coisas terrenas nossas esperanças vão fracassar. Se colocamos nas coisas de Deus nossa esperança será recompensada pois “para aqueles que amam a Deus tudo concorre para o bem”. 

Também não podemos desperdiçar as graças que Deus nos envia. Não podemos ser maus condutores desta graça. Às vezes não podemos fazer nada, mas Deus sempre pode e portanto não perder a esperança. Achar que não há mais nada a fazer é errado também, assim como achar que podemos viver de qualquer jeito e pela misericórdia de Deus tudo dará certo.

Fé e esperança apesar de nós mesmos, de nossos pecados. Fé e esperança principalmente nos momentos de privação e de dificuldade. “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Lembrar destas palavras de São Paulo. Alcançaremos o céu como recompensa de nossos esforços, viver eternamente com Deus.

Que Nossa Senhora, Mãe da Santa Esperança nos faça ser como uma destas almas que São José Maria “viu”, cuja esperança acende uma luz que incendeia o amor.


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