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O que poderemos esperar para o CNR de 2018?

No próximo fim de semana, começa em Fafe mais uma edição do Campeonato nacional de ralis. E a edição de 2018 promete ser das mais interessantes dos últimos anos, com regressos e um pelotão bem cheio de máquinas velozes, capazes de proporcionar uma enorme competitividade nas classificativas nacionais.

Quem já viu a lista de inscritos para o Serras de Fafe, poderá ver algo improvável num passado recente: 20 carros da classe R5, mais um S2000, farão parte do rali que vai ser disputado num local que é considerado como "a catedral dos ralis". E ainda por cima, no pelotão deste ano, celebra-se uma enorme quantidade de regressos ao volante, bem como a participação de uma equipa "oficiosa", a Hyundai Portugal.

Em suma, parece que o campeonato nacional de ralis está a caminho de ter um dos melhores pelotões de sempre, em termos de quantidade e qualidade dos pilotos e máquinas. Regressos de nomes consagrados nos ralis e mais carros na classe R5 certamente vão enriquecer esta temporada de 2018... pelo menos, neste fim de semana.


OS REGRESSOS


Comecemos pelos regressos. Em 2018, veremos o retorno de alguns pilotos, o principal dos quais será Armindo Araújo. O retorno do piloto de Santo Tirso, de 41 anos, ao volante, após quatro anos de ausência, foi para andar no Hyundai i20 R5 preparado pela ARC Sports, e com a assistencia da Hyundai Portugal. Ao lado de Carlos Vieira, o atual campeão nacional, Araújo vai ver se consegue lutar por um quinto título nacional, depois de ter andado alguns anos no WRC, primeiro sendo bi-campeão de Produção, e depois, andando na equipa oficial da Mini, numa aventura que não acabou muito bem.

Quem também volta às classificativas é José Carlos Macedo. Piloto da Renault nos anos 90, com máquinas como o Clio e o Megane de duas rodas motrizes, o piloto de Famalicão vai andar em Fafe a bordo de um Fiesta R5 que pertence a João Barros. É provável que seja apenas um regresso "para matar saudades", mas saúda-se o regresso de um piloto com o seu palmarés.

Quem também andará por aqui, pelo menos em Fafe, é Ricardo Moura. Cada vez mais concentrado nos Açores, o piloto do Fiesta R5 esteve no ano passado no Algarve, e este ano vem a Fafe para participar, pelo menos, nas duas primeiras provas do ano, pois a seguir será o Rali dos Açores. E ele já avisou que, caso os resultados sejam satisfatórios, é provável que faça o resto do campeonato.


OS QUE ANDAM SEMPRE POR AQUI


Já falamos por alto de Carlos Vieira, o campeão nacional. Largando o DS3 R5, trocado pelo Hyundai i20 R5, Vieira, veloz nos ralis de asfalto, terá uma concorrência muito forte, desde o seu novo companheiro de equipa, Armindo Araújo, até José Pedro Fontes, passando por Miguel Barbosa, Pedro Meireles, João Barros... e até Ricardo Teodósio.

Fontes vai voltar em 2018, oito meses depois do seu acidente no Rali de Portugal, onde fraturou a bacia e abdicou do campeonato nacional de ralis. Agora regressado, Fontes só vai ter Inês Ponte quando estiver mais recuperada. Até lá, em Fafe, irá ter  como seu navegador. Quanto a máquinas, ele andará com o DS3 R5 até maio, quando no Rali de Portugal, ele contar ter o C3 R5, que neste momento está a ser desenvolvido nas oficinas da Citroen em França.

Para já a perspectiva que temos é que, com alguma certeza podemos vir a tê-lo para o Rali de Portugal. O carro está a acabar a fase de desenvolvimento, será homologado brevemente, e só depois desse processo passar é que podemos ter datas mais precisas. Mas será sempre no final de Abril ou início de Maio que teremos o carro”, disse.

Quanto a Miguel Barbosa, ele vai tentar a sua sorte pela terceira temporada, no seu Skoda Fabia R5. Tem sido consistente, mas ainda falta o necessário para apanhar pilotos como Fontes ou Meireles, e ser um nítido candidato ao título. A consistência é o seu forte, mas falta vencer um rali no CNR para ser considerado como candidato.

"Este projeto foi delineado a três anos. Nos últimos anos ficámos sempre em terceiro. Temos vindo a evoluir. Sabemos que esta vai muito provavelmente ser a temporada mais competitiva dos últimos 10 anos, o que para nós é também uma enorme motivação. Estamos conscientes das dificuldades que temos pela frente e do ano competitivo que nos espera", disse.

Já Pedro Meireles, campeão em 2015, tem um Skoda Fabia R5 presente, mas ele estará um pouco periclitante em termos de campeonato. Não dá garantias de que poderá ir além do Rali de Portugal, dependendo dos resultados para continuar. A mesma coisa acontece com João Barros, embora ele também lute contra uma máquina que começa a acusar o peso dos anos, como é o seu Ford Fiesta R5. Contudo, ele poderá fazer todo o campeonato - ou o máximo de rondas possível. E Manuel Castro, que andará a temporada com uma versão atualizada do Hyundai i20 R5.

Quem poderá ter uma palavra a dizer é Ricardo Teodósio. No ano passado, o carismático piloto algarvio andou bem... com um Mitsubishi Lancer Evo IX de Grupo N, e este ano, trocou-o para um Skoda Fabia R5, e ele também pretende fazer um projeto a ano inteiro. Ele já prometeu que pretende ganhar a primeira especial do ano, ele que venceu a última especial de 2017... e se ele se adaptar bem ao carro de quatro rodas motrizes, poderá ser um nome a ter em conta para o nacional.

Esta é uma equipa em que sempre quisemos correr, e que sempre nos quis com eles. Num projeto como o nosso, é a equipa que nos dá todas as garantias para podermos atingir os nossos objetivos. Este é um projeto a dois anos, em que o segundo ano, é aquele que assumidamente aponta ao título nacional. As impressões do carro foram as melhores”, afirmou, na antevisão do campeonato.


O CALENDÁRIO


O calendário de 2018 vai ter uma grande novidade: vai ter dois grandes blocos, o de terra e o de asfalto. A primeira parte do campeonato, até ao Rali de Portugal, será dedicada aos pisos de terra. O primeiro rali em asfalto acontecerá em junho, com o Vidreiro, na zona da Marinha Grande, e depois prosseguirá até à última prova do campeonato, no Algarve, em novembro. Pelo meio, terão provas como a Madeira e a grande novidade, o Rali de Amarante, marcado para o mês de setembro, e será em asfalto.

Esta divisão em duas partes corresponde a uma velha aspiração dos pilotos do qual a FPAK acedeu este ano, e isso poderá provavelmente apimentar as coisas. Resta saber até que ponto isto poderá influenciar a luta pelo campeonato por parte dos pilotos. Há bons pilotos de asfalto (Vieira, por exemplo) e pilotos que se dão muito bem em terra, como Ricardo Moura, logo, o equilíbrio poderá ser a norma neste campeonato. Mas apenas no final é que se verá até que ponto esta divisão foi decisiva para o campeonato que irá começar.


TODA ESTA QUANTIDADE E QUALIDADE VALE A PENA?


Quem vai ver todos estes carros em Fafe espera que toda esta gente apareça nos restantes ralis do campeonato. Contudo, quem conhece este meio sabe que não é bem assim. Se poderemos deixar de lado os estrangeiros como Alexander Villanueva, a outros, isto não passa de um "one-off". Pilotos como Elias Barros e Paulo Meireles apenas farão apenas este ou mais alguns ralis, e outros, como os açorianos Ricardo Moura e Ruben Rodrigues, que irão provavelmente fazer os dois primeiros ralis da temporada, pois logo a seguir, no inicio de março, será o Rali dos Açores, que conta para o Europeu de ralis.

No final, só poderemos ter a certeza de que pilotos como Carlos Vieira, Armindo Araújo e Manuel Castro, nos seus Hyundais, José Pedro Fontes, no seu Citroen, Miguel Barbosa, Pedro Meireles e Ricardo Teodósio, nos seus Skodas Fábia, João Barros, no seu Ford, e não muito mais. E ainda não se sabe nada sobre se outros pilotos, como Miguel Campos, que não participa em Fafe, irão aparecer nas classificativas nacionais em 2018. Em suma, se comemoramos a vastidão de carros em Fafe, arriscamos a ver menos de metade destes R5 na última prova do ano, no Algarve.

Contudo, a possibilidade de vermos oito ou dez R5 nacionais é muito, comparado com o que era há três ou quatro anos. Há muitos mais carros, é certo, os custos embarateceram, há maior viabilidade de projetos nos ralis, resta saber qual é o retorno. Mas uma coisa é certa: para Fafe, pelo menos, o cartaz é bem recheado, e o público vai vibrar com a quantidade de carros e qualidade dos seus pilotos.


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