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Fidelidade - Jorge de Sena

Diz-me Devagar Coisa nenhuma, assim

como só a presença com que me perdoas
esta Fidelidade ao meu destino.
Quanto assim não digas é por mim
que o dizes. E os destinos vivem-se
E quem lá entra? E quem lá pode estar
mais que o momento de estar só consigo?

Diz-me asim devagar coisa nenhuma:
o que à morte se diria, se ela ouvisse,
ou se diria aos mortos, se voltassem.

Jorge Cândido de Sena (n. em Lisboa a 2 de novembro de 1919; m. em Santa Bárbara, Califórnia a 4 de junho de 1978) 

Extraído de Poemas de Amor, Antologia de poesia portuguesa, Organização e prefácio de Inês Pedrosa, Publicações Dom Quixote


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