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A MINHA ALMA NO CALVÁRIO.


As cordas e grilhões me atrapalham
As cores da minhas falhas me assustam
Não da pra fazer de conta nessa luta
A batalha é épica e a dor tão imensa
Quais cais de uma grito que sufoca
Nas folhas dessa face que tanto inspira
As almas tiranas de todos os conflitos
A essência perfumada de todos os gritos
Eu prisioneiro de olhos e algemas do coração
Quem me arranca desse lodo tão silencioso?
Do palco desse mundo vil e asqueroso
Das garras dos abrolhos que Adão plantou
As montanhas são feridas por arados
Os mares por aços de velas de naufragios
Eu por meus pecados sou triturado
Como verme, na pupa, crisalida, um estagio
Quais rochas estendidas num cenario
De estrondo universais, a lamina do Calvário.
relâmpagos e noite que esconde a tarde
Lá no centro eterno da minha redenção
De guerra mortal, vi o cordeiro mais manso
Num pranto quieto, da cruz meu descanso
Olhei vi o vinagre e o sangue derramado
Os grilhões da alma, por Cristo quebrados
Clavio J. Jacinto.


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