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RECADOS DOS ESPÍRITOS (Revista Espírita - Allan Kardec) - Por Célia Bacchini







Em tempos complexos para a doutrina espírita, fizemos um apanhado em blocos de textos enviado pelos imortais na Revista Espírita, e no Livro dos Espíritos, crendo que temos que retornar ao trabalho de Allan Kardec e refazer a nossa base, Kardec foi a lição número 1 que os imortais nos deram, se não houve progresso, certamente não passamos na nossa primeira missão que era entender o que os espíritos queriam cientificamente, claramente, e não fanaticamente como nos impõe algumas religiões, devemos ler, estudar e aprender tudo, e sempre decidir com a razão, porém sempre consultando nosso coração, o que nos livrará de erros sobre erros, ou de ser um cego guiando cego, estude o Espiritismo, leia a Revista Espírita, em o Livro dos Espíritos temos um norte bem direcionado, vos apresento um trabalho de pesquisa, texto, da espírita Célia Bacchini de Piracicaba feito em blocos de fácil acesso e entendimento, para vossas reflexões.





David Chinaglia - Editor do blog




Mas por que permite Deus que assim seja? Deus não tem que nos prestar contas.




À medida que progridem, suas ideias se desenvolvem e a memória se apura. Familiarizam-se previamente com a sua nova situação e seu regresso ao convívio dos outros Espíritos já nada tem que lhes cause admiração. Encontram-se novamente em seu meio normal e, passado o primeiro momento de perturbação, se reintegram quase imediatamente.

Essa é a situação geral dos Espíritos no estado que chamamos de erraticidade. Mas o que fazem nesse estado? Como passam o tempo? Isto é de um interesse capital para nós. São eles mesmos que vão responder, como foram eles que deram as explicações que acabamos de transmitir, de vez que nada disto é fruto de nossa imaginação. Não se trata de um sistema saído de nosso cérebro. Julgamos pelo que vemos e ouvimos. Posta de lado qualquer opinião relativamente ao Espiritismo, hão de convir que esta teoria sobre a vida de além-túmulo nada contém de irracional. Ela apresenta uma sequência e um encadeamento perfeitamente lógicos, que fariam honra a qualquer filósofo.







Dissemos que ao entrar em sua nova vida o Espírito precisa de algum tempo para se reconhecer; que ali tudo lhe é estranho e desconhecido. Perguntarão como pode ser assim se ele já teve outras existências corpóreas. Essas existências foram separadas por intervalos durante os quais ele habitou o mundo dos Espíritos. Então esse mundo não lhe deve ser desconhecido, desde que não o vê pela primeira vez.



Várias causas contribuem para que essas percepções, embora já experimentadas, lhe pareçam novas. Como dissemos, a morte é sempre seguida por um instante de perturbação, mas que pode ser de curta duração. Nesse estado suas ideias são sempre vagas e confusas; a vida corpórea se confunde, até certo ponto, com a vida espírita e ele ainda não pode separá-las em seu pensamento. Dissipada a primeira impressão, as ideias pouco a pouco se aclaram e a ele volta, mas gradativamente, a lembrança do passado, pois essa memória jamais irrompe bruscamente. Só quando ele se encontra inteiramente desmaterializado é que o passado se desdobra à sua frente, como um espectro saindo de um nevoeiro. Só então ele se recorda de todos os atos de sua última existência, depois das existências anteriores e de suas várias passagens pelo mundo dos Espíritos. Compreende-se, pois, que durante um certo tempo esse mundo lhe pareça novo, até que ele se tenha reconhecido completamente e recuperado de maneira precisa a lembrança das sensações ali experimentadas.








Há sensações que têm por fonte o próprio estado dos nossos órgãos. Ora, as necessidades inerentes ao corpo não se podem verificar desde que não exista mais corpo. Assim, pois, o Espírito não experimenta fadiga, nem necessidade de repouso ou de alimentação, porque não tem nenhuma perda a reparar. Ele não é acometido por nenhuma de nossas enfermidades. As necessidades do corpo determinam necessidades sociais, que para eles não existem. Assim não mais existem as preocupações dos negócios, as discórdias, as mil e umas tribulações do mundo e os tormentos a que nos entregamos para suprirmos as nossas necessidades ou as superfluidades da vida. Eles têm pena do esforço que fazemos por causa de futilidades.
Eles têm todas as paixões e todos os desejos que tinham em vida (referimo-nos aos Espíritos inferiores) e seu castigo é o de não poder satisfazê-los. Isto é para eles uma tortura que julgam eterna, porque sua própria inferioridade não lhes permite ver o término, o que é também para eles um castigo.


Célia Bachini, é divulgadora, pesquisadora da Doutrina Espírita segundo a codificação de Allan Kardec, passa a ser nova colaboradora deste blog, em sua página do Facebook(Célia Bachini), o seu trabalho é voltado a textos e comentários da obra de Kardec e outros secundários, é da cidade de Piracicaba, onde contribue na Sociedade Espírita Casa do Caminho e doa a nós hoje estes textos baseados em Kardec numa linguagem atual e reflexiva.







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