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“VALE DA LEPRA”

“Por esta causa me ponho de joelhos diante do PAI”. (Ef 3.14)

“Estando ele numa cidade, apareceu um homem cheio de lepra. Vendo Jesus lançou-se com o rosto por terra e lhe suplicou: SENHOR, se queres, podes limpar-me. Jesus estendeu a Mão, tocou-o e disse: EU QUERO; sê purificado! No mesmo instante desapareceu dele a lepra.” (Lc 5.12,13)  A lepra era uma enfermidade incurável. Toda a pessoa que tinha essa doença era separada da comunidade e enviada a outro lugar, conhecido como “Vale da Lepra”. As possibilidades da pessoa ser curada com essa doença eram mínimas. Os leprosos viviam numa situação horrível. De acordo com a Lei, uma pessoa leprosa era considerada imunda. A lepra era uma praga. A contaminação se faz por via respiratória, pelas secreções nasais ou contato. A palavra original traduzida por ignorância significa vaguear, como uma ovelha que se desgarra do rebanho. Refere-se ao pecado oriundo da fraqueza do caráter humano, não de uma rebelião mal- disfarçada ou de um mal premeditado. Associa-se a culpa à intenção, mas a associavam aos seus efeitos.  “As vestes do Leproso, em que está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos serão desgrenhados: cobrirá o bigode e clamará: Imundo! Imundo! Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora do arraial!” (Lv 13. 45,46)

Assim, o leproso era expulso de casa e da sociedade e proibido de entrar em qualquer cidade. Devia vestir roupas rasgadas, deixar o cabelo emaranhado e chamar “imundo, imundo”, se alguém se aproximasse. Aparentemente, estas convenções ainda estavam em vigor no tempo do SENHOR Jesus. Os dez leprosos que encontraram o SENHOR nos arredores de uma aldeia permaneceram a certa distância e gritavam para Ele: “Ao entrar numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que ficaram de longe e lhe gritaram, dizendo: Jesus, Mestre, compadece-te de nós!” (Lc 17.12,13) Porém, o leproso em Mc 1.40 veio direto até Jesus e Lhe implorou de joelhos que o purificasse. Atitudes e gestos, quer acompanhados por palavras, quer sem palavras, tinham considerável vigor e significado.  Ajoelhar-se era uma postura comum na oração. O próprio SENHOR ajoelhou-Se no Jardim Getsêmani . Salomão , ao representar a Nação de Israel em oração, ajoelhou-se na inauguração do Templo.  Embora em muitos casos na Bíblia se use a palavra “joelhos” no plural, podia dar-se que a pessoa, às vezes, apenas se ajoelhava em um joelho.  Mas, o leproso veio até o SENHOR e lhe implorou de “joelhos”. De fato, as orações podem ser silenciosas e inteiramente despidas de manifestações externas, quando alguém está empenhado numa tarefa designada ou se confronta com uma emergência. Diz-se aos cristãos que orem “com toda forma de oração e súplica. (Ef 6.18)

“Há um ditado escandinavo, escreveu Harry Emerson Fosdick, que muitos de nós bem poderíamos adotar como brado de guerra: “O vento norte fez os Vikings”. Onde é que fomos buscar a ideia de que uma vida agradável e segura, isenta de dificuldades, confortável e fácil, pode, por si só, tornar alguém feliz ou infeliz? Bem pelo contrário; as pessoas que vivem a se lamentar, continuam a lamentar-se mesmo quando são colocadas suavemente sobre uma almofada, enquanto que, no curso da História, o caráter e a felicidade se revelaram sempre em pessoas que se achavam em toda a espécie de circunstâncias, boas, más ou indiferentes, quando essas pessoas assumiam a responsabilidade por seus atos. Dez leprosos foram curados, mas, apenas um voltou para agradecer. A luta pela sobrevivência em condições rudes é que põe em ação o engenho do homem De certa forma, o que ocorre com a espécie humana, sucede com o indivíduo em particular. São as crises, as dificuldades, que estimulam à luta, ao romperem com o comodismo. Aquele leproso queria êxito. Ele não queria mais gritar por onde passava, que ele era somente um “Imundo”. Ás vezes, libertar-se de uma rotina desagradável mas estável requer um gesto de coragem. Lembre-se, pois, do que disse Disraeli: “A Vida é curta demais para ser pequena”.

Qual será o motivo pelo qual, ao considerar duas pessoas que passaram pelas mesmas dificuldades e derrotas, a uma chama-se de “experiente” enquanto que a outra classifica-se como “fracassada”? A diferença reside no fato de que a primeira fez uso dos fracassos de forma a aprender com cada um deles, ao passo que a segunda deixou-se sucumbir ante as derrotas e passou a fugir das situações que a derrotaram. No primeiro caso tem-se alguém que recebeu custosas mas preciosas lições dos erros cometidos. No segundo caso, um indivíduo que, em vez de lições, só extraiu medo e frustrações de seus insucessos. No entanto, dificilmente terá existido algum grande homem cuja vida não tenha sido marcada pelos insucessos. Tais homens subiram sobre os fracassos em lugar de se deixar soterrar por eles. Na verdade, o fracasso é algo perfeitamente comum na existência humana. A maneira de reagir a ele, no entanto, é que decidirá a caminhada rumo ao êxito. Aquele leproso estava no “Vale da Lepra”.  “Ele parou de morrer e começou a viver!”  A vida sem sentido, o trabalho inútil e sem finalidade, são verdadeiramente lepras insuportáveis.  Dostoievski, o genial escritor russo fez o seguinte comentário: “ Já me ocorreu uma vez, que, se se procurasse esmagar, castigar um homem da maneira mais implacável, se se quisesse fazer com que ante esse castigo o pior dos fascínoras tremesse, antecipadamente, bastaria dar ao seu trabalho um caráter de inteiro absurdo, de absoluta inutilidade”.

É preciso, antes de passar à auto- persuasão, proceder a um exame racional do problema em foco. Não há quem não deteste ser enganado. É mais do que evidente, que a propaganda, por mais hábil que seja, jamais poderá convencê-lo de um fato que se constatou ser falso. Disse um aluno do curso de Disciplina Mental Criativa :” conhecendo muito bem as reações humanas, os propagandistas profissionais evitam, a todo o custo, apregoar vantagens inexistentes, preferindo omitir qualquer defeito que porventura apresente o artigo e insistir em suas virtudes reais”. Não há vantagem alguma ou melhor, é mesmo tolice, querer convencer-se de que não há risco em situações em que eles existem.  Uma vez que a razão examinou a questão e convenceu-se, trata-se, então de convencer a área emocional, precipuamente inconsciente. É aí que entra a autopersuasão. Compreendido esse fato e analisadas as causas de seus temores, é possível livrar-se deles. É preciso lembrar que existem certos temores profundamente arraigados, as chamadas “fobias”, cujo tratamento nem sempre é tão simples. É preciso mostrar-lhe que há temores e temores. A primeira coisa a fazer é, pois, certificar-se da existência ou não de reais perigos em determinadas situações. É o que se chama de convicção intelectual. Esta, sozinha, não faz desaparecer o medo. Muitas mulheres sabem, perfeitamente, que baratas são inofensivas, mas, apesar disso, tem muito medo de baratas. Valha-se da inércia.

O Grande Dicionário Lisa da Língua Portuguesa define “inércia” como “Falta de ação; falta de movimento ou de atividade: preguiça, indolência; estado do que não pode mudar de situação; situação inalterável; torpor”. Parece, pois, péssima qualidade. Logo adiante, porém, temos a definição corrente em Física: “Propriedade que tem os corpos de persistirem no seu estado de movimento ou de repouso sem de per si o poderem alterar ou modificar, isto é, até que intervenha uma força que os faça sair do estado em que se encontram”. É a inércia que explica porque é preciso usar a primeira marcha, a mais forte, para pôr um automóvel em movimento, da mesma forma como explica a razão de ser tanto mais difícil brecá-lo quanto maior for sua velocidade. Isso se aplica muito bem à caminhada do leproso rimo à sua cura. Uma vez iniciado o movimento, a tendência é prosseguir. “AJOELHAR-SE”…atitude e postura de respeito. O leproso prostrou-se de joelho e pediu, se TU Quizeres…”expectativa + medo + ansiedade, que segundo o psiquiatra Harry Stack Sullivan, é a sensação de que “alguma coisa está para acontecer”. É um aviso de que alguma coisa está acontecendo conosco e de que precisamos reagir da melhor maneira possível, a fim de que a ansiedade não interfira no nosso equilíbrio emocional . A ansiedade gera depressão. Por isso, a importância de colocar-se de joelhos diante Daquele que tudo pode gera o primeiro impulso, como primeira marcha… “EU QUERO”, sê purificado, e no mesmo instante a lepra desapareceu!”

[email protected]: MÔNICA DRUZIAN”

Ref:

Aperfeiçoamento Pessoal e Relações Humanas. Zenon Lotufo Junior.



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