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“O SEGREDO DE DINÁ”

“Ora. Diná, filha de Lia, que esta dera a Jacó, saiu para ver as filhas da terra”. (Gn 34.1)

Diná, a única filha de Jacó, poucas vezes foi mencionada nos relatos bíblicos. E a única vez em que é mencionada, mostra Diná quebrando Paradigmas: “ela saiu para ver as filhas da terra”. O texto começa colocando Diná numa situação bastante difícil de responsabilidade sobre o que lhe aconteceu. O poderoso Siquém, o homem mais honrado na cidade, dentre os filhos de Hamor, viu Diná, achou-a atraente, e a “Violentou”.

Mas, Siquém se apaixonou, e desejando casar-se com ela pediu ao Seu Pai Hamor , como era de costume na época, que a pedisse em casamento a Jacó. Diná ficou na casa de Siquém conforme entende-se no v.26. Hamor havia vindo falar com Jacó, mas acabou falando com seus filhos. Ele lhes trouxe uma proposta muito generosa, esperando com isto apagar a desonra, feita à irmã deles por seu filho, e formar uma aliança que seria proveitosa para ambos os lados. Siquém havia ido junto com seu pai, e estava tão apaixonado por Diná, que ofereceu dar o que pedissem como dote para concedê-la como sua esposa.

Esta história até parece com o conto de Romeu e Julieta. Mas, há uma realidade entre ficção e realidade. História é algo relevante com a veracidade comprovada, seja por documentos da época. Ficção é fruto da imaginação. A história tem seus heróis que, comprovadamente, foram importantes na sua construção. Ficção é criar heróis imaginários, que jamais fizeram parte da história, só por uma brincadeira. Entretanto, Ouve uma proposta de Deus nesta história: se o povo de Deus não podia se misturar com os cananeus idólatras, através de uma jovem pura, estes deixariam seus ídolos e passariam a servir o Verdadeiro Deus através de uma Aliança.

A proposta dos filhos de Jacó foi que Hamor e Siquém se submetessem à operação da circuncisão. Eles aceitaram e foram à porta da cidade, e convenceram todos os homens a se circuncidarem também. Todos se entregaram ao Deus de Jacó. Mas, o furor possuiu o coração de Simeão e Levi que entraram na cidade de surpresa e mataram todos os homens que ali moravam, além de Siquém e seu pai Hamor. Isso foi possível porque todos eles estavam enfraquecidos pela operação a que se haviam submetido. Foi um ataque bárbaro, um massacre traiçoeiro de pessoas amigas, sem qualquer justificativa do ponto de vista humano. Simeão e Levi foram sanguinários. Parece uma história de ficção, mas foi realidade. No entanto, quando se tenta estabelecer uma “Fronteira” entre a realidade e a ficção, percebe-se que ela é muito mais simbólica do que se imagina.

(ENEM) O Super- Homem ganha poderes pelos efeitos dos raios solares, mas tem uma fraqueza: o minério criptonita. O Homem-Aranha adquire habilidades depois da picada de um aracnídio. O Quarteto Fantástico nasce dos efeitos de uma tempestade cósmica. Um a um, os elementos da natureza tornam-se importantes para o nascimento de vários super-heróis. Porém, mais do que super poderosos, esses heróis de Histórias em Quadrinhos (HQ) também “escondem um segredo”. Na realidade e não na ficção, todos os Super-Heróis não precisam de super poderes. Eles precisam aprender que a Justiça pertence ao SENHOR. Não é de se admirar que neste capítulo da Bíblia o Senhor Deus não é citado, pois Deus não pactua com homens que buscam justiça com as próprias mãos. “Diz o SENHOR: “Eu Me Vingarei, Eu Acertarei contas com eles”. (Rm 12.19)

O segredo de Diná está estampado em seu rosto pela vergonha. Escondida talvez em um traje de super mulher maravilha, sua vida ficou alagada pela lama e destruição. Ela acabou sendo a maior vítima desta tragédia. Foi violentada, foi usada pelos seus irmãos para justificarem suas condutas podres, e, roubaram-lhes o sonho de ser casada, constituir uma família. Não ficou pedra sobre pedra na vida desta jovem. Assim, também é o dia a dia dos super- heróis e heroínas, cidadãos que levantam cedo, marmita na bolsa, horas de ônibus, um dia exaustivo de trabalho, e quando a marmita azeda, um dia inteiro sem comer. Quando voltam cansados, ônibus lotados, chegam em seus barracos improvisados feitos com restos de madeiras e lonas, e em condições insalubre, eles enfrentam ainda vários problemas com as fortes chuvas.

Quantas Dinás lamentam a perda dos poucos eletrodomésticos e móveis que tinham. E no barraco que foi totalmente destruído, lá está o pequeno filho morto embaixo dos escombros. Vida arrebentada, amassada, destroçadas, parece ter nascido condenada à violência e à humilhação como aquela pobre jovem no meio dos seus doze irmãos. A escritora Teresa Teth diz numa frase a dor deste heróis: “Viver é brincar de morrer a qualquer comento”. Seguir com a rotina na iminência de levar um tiro é torturante. “Indignação”. O povo é dominado pelo medo e pela implantação do terror. Respira e continua: diz Cleber. Violentada e Humilhada é a alma deste povo semelhantes em pensamentos e em ações: a luta pela sobrevivência.

Assim se narra uma história de super-heróis e heroínas através de uma sequência de acontecimentos(enredo), onde personagens se movimentam no tempo e no espaço. Costuma-se diferenciar as narrativas entre a “Fatual” e a “Ficcional”. Sendo que a primeira é referente a acontecimentos reais e a segunda, os acontecimentos inventados que não correspondem à realidade. Com certeza, a maioria dos estudantes já aprendeu História e Literatura nas escolas. Então, tenta estabelecer a “Fronteira” destas Histórias em Quadrinhos entre a realidade e a ficção onde cada ser humano “esconde um segredo”: “o direito pela vida”.

“MÔNICA DRUZIAN”



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