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Ansiedade de separação do bebê: como ela afeta o sono

Você tem um bebê com mais de 6 meses em casa? Então prepare-se: você pode estar prestes a descobrir o que é a ansiedade de separação do bebê (se é que já não descobriu!). Sabia que ela pode interferir bastante no padrão de sono do seu filho? Que mesmo um bebê que já dorme bem pode passar a ter noites bem conturbadas? Tudo explicadinho no post de hoje (com dicas para você tranquilizar Seu Filho nessa fase).

ansiedade de separação do bebê

Imagem: 123RF

Por Michele Melão

A ansiedade de separação do bebê é algo que acontece com todos os bebês e, em praticamente 100% dos casos, é um processo do filho em relação à mãe. Ela pode acontecer em menor ou maior grau, mas, em algum momento, entre o 6º e o 18º mês de vida, seu bebê passará por isso. Fique tranquila: apesar de ser um momento difícil, essa fase é normal e faz parte do desenvolvimento da criança.

Normalmente a ansiedade de separação do bebê aparece quando há uma mudança na vida da criança – como, por exemplo, o início do berçário, a volta da mãe ao trabalho ou quando uma babá assume os principais cuidados com o bebê.

Mas ela também pode aparecer do nada, sem uma justificativa aparente. Um dia a criança está muito bem, e no outro a mãe não pode sair de perto, porque a criança entra em desespero. Não aceita outras pessoas, não quer fazer as sonecas, resiste demais a entrar no sono noturno. Esse é o motivo da angústia de separação ser um dos principais fatores associados às regressões de sono do sexto e do oitavo mês de vida.

No comecinho de vida a criança não consegue reconhecer os adultos. Portanto, para ela, é tranquilo que receba o colinho de pessoas diferentes. Especialmente nos primeiros três meses, nos quais a criança está vivenciando a fase de adaptação fora do útero, o colo de qualquer pessoa representa segurança e acalma o bebê.

A partir do 6º mês a criança será capaz de reconhecer as pessoas, e os laços com a mãe ficam mais fortes. Pensando no lado bom, seu filho está criando laços mais fortes com a principal cuidadora, geralmente a mamãe.

Outro marco de desenvolvimento da criança nessa fase é a percepção da permanência do objeto. Até os 6 meses, se algo ou alguém desaparecer da frente da criança, a mente dela também apaga, é como se não existisse mais. Depois a criança percebe que, mesmo que não estiver na frente dela, as coisas continuam existindo.

É normal que, no auge da angústia de separação do bebê, ele passe a acordar diversas vezes de madrugada, chamando desesperadamente pela mãe, ou mesmo que ela lute demais para entrar no sono. É uma fase desgastante para os pais, porque geralmente essa luta vem acompanhada de briga, grito e choro. A hora de dormir, que é um momento de separação, vira a hora da batalha.

Apesar de ser importante para o desenvolvimento da criança, é difícil pensar nisso quando você está cansado, em guerra para a criança relaxar e dormir.

Veja também: Angústia de separação ou grude de mãe?

E o que fazer para que a ansiedade de separação do bebê não atrapalhe o sono?

– Tenha uma rotina de sono relaxante. Se você ainda não faz um ritual de sono repetido, consistente e agradável, essa é a hora de começar! A rotina repetida tranquilizará o bebê. Essa previsibilidade dará muito mais segurança para a criança relaxar e dormir.

– Cuidado com o seu temperamento! A criança já está em uma fase complicada e muitas vezes, sem nem mesmo perceber, os pais deixam esse momento ainda mais difícil. Se você está preocupada, se “armando” para enfrentar uma guerra, isso só vai reforçar para seu filho a ideia de que a hora de dormir é realmente aterrorizante. Mantenha as coisas mais leves. Se você tiver uma postura de calma e confiança, isso será passado para a criança.

– Não saia de perto sem a criança ver! Mesmo que seu filho durma sozinho, esse não é um momento para sair de fininho. Não espere que a criança se distraia para sumir da frente dela. Isso só reforçará a ideia de que, se o bebê se distrair, você literalmente irá desaparecer. Então a dica aqui é sempre falar como você pretende agir. Isso vale para o sono e para outros momentos do dia. Fale tchau quando for sair, explique que você vai voltar. Quando seu filho chorar de madrugada, vá até ele e conforte. Ele se sentirá seguro e as crises começarão a diminuir.

– Conforte sempre seu filho, mas não crie maus hábitos que ele não tem! Conseguimos ver aqui na nossa consultoria de sono que, muitas vezes, os maus hábitos são criados durante a angústia de separação. Crianças que não precisavam mais de colo para adormecer passam a ser atendidos da forma errada e obviamente adquirem um hábito difícil de quebrar. Não é hora de compartilhar cama ou dormir no quarto do seu filho se estas não são opções para você praticar depois. Acolher o bebê é necessário, mas continue com as boas práticas de sono. É possível fazer as duas coisas juntas.

– Faça alguns exercícios com seu filho: pratique brincadeiras de se esconder, se afaste um pouco da criança e continue falando com ela, tente que ela fique com outras pessoas alguns minutos por dia.

Veja também: Um livro para seu filho gostar de dormir no quarto dele!

O mais importante é entender que de fato a angústia de separação mexe com o sono do bebê. Ela é perfeitamente normal e com o tempo a tendência é que vá desaparecendo, quando a criança compreende que o afastamento da mãe não é uma despedida definitiva. Tenha bastante paciência, e mantenha a calma!

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