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Pensando no tempo (e sobre o tempo)…

Você já se pegou impaciente com alguma tarefa do dia, pensando que precisava terminar logo para começar as milhares de atividades que seu filho demanda? Também já fingiu que não ouviu seu filho chamando (pela milésima vez, e você sabendo que é para mostrar algo que você considera sem importância)? Já pensou em tudo isso e sentiu que precisava fazer diferente? Pois então não perca o novo post da nossa querida colunista Flávia Girardi! Certeza de que você vai se identificar!

Por Flávia Girardi

Fiquei lá, plantada, esperando a água do café (que não fervia nunca) ferver! Porque eu precisava arrumar a mochila, trocar a Alice, escovar os dentes e ajeitar o cabelo dela – e o meu!  E porque eu esperava, a água demorava ainda mais para ferver. Brava, eu desliguei o fogo, até que comecei a rir e pensar em mim mesma.

Calma… Paciência… Treino essas virtudes diariamente. Mas confesso que nem sempre me orgulho de as ter alcançado. Muitas vezes, lá estou eu, perdendo ambas (e me arrependendo terrivelmente depois!). A ânsia de finalizar um trabalho, uma janta, uma limpeza e eis a impaciência que vem e me faz perder uma risada… Que me faz deixar de atender a um chamado bem alto de “Maãeeeee, vem ver!” (pela décima vez). Algo que vai passar e não vou ter a chance de ver de novo.

Imagem: 123RF

A pressa que me faz gerar um ambiente de caos –  eu tentando por uma roupa, que ela não quer – fazer as coisas do meu jeito, quando há o jeito dela também de se fazer as coisas! E que, muitas vezes, por incrível que pareça, é até mesmo mais funcional que o meu!

Por que será que nós desaprendemos? Por que será que à medida que deixamos de ser criança, também deixamos de lado a beleza do agora? Por que tudo fica tão mais complicado?

Sim, nós temos o peso da responsabilidade. Nós vemos riscos, onde elas só veem possibilidades. Nós já caímos. E doeu. E temos de pensar no amanhã. Mas tudo bem se (só por alguns minutinhos) eu me sentar no chão. Se eu puder brincar. Se parar para ouvir – de novo – a mesma história… Ou a mesma pergunta.

Se fingir que não estou vendo aquela bagunça espalhada pela casa ou aquelas meias de cores diferentes.

Porque a maternidade nos põe a provas diárias. Se antes a gente agia e não pensava muito a respeito, hoje nossas ações têm reflexos imediatos. Elas moldam outro ser. Elas nos fazem refletir sobre nós mesmas. E acabamos abrindo “gavetas”, que estavam lá quietas, sem que quiséssemos revisitar. Mas isso também nos ensina tanta coisa.

Conviver com crianças é aprender algo novo (e surpreendente) a cada dia. Porque o mundo delas é simples. E há tanta beleza na simplicidade. Há tantas lições na simplicidade. É o errar e seguir em frente. É a vontade de aprender. É brincar com sapos e bonecas como seres iguais. É o sorriso sincero que te devolve todas as forças e que te faz ver que tudo que deu errado naquele dia, não tem mais tanta importância. É  olhar a pureza daquele pequeno ser e querer lutar por um mundo melhor, mais justo. É aproveitar cada milésimo de segundo do agora!

Porque vai passar… Porque eu vou (nós vamos)  nos recordar disso tudo… Que o tempo siga seu curso, mas que ele também tenha calma e venha sem pressa!

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