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A singular Santiago


Disseram-me que os chilenos eram simpáticos quando contei que ia a Santiago. O garçom revirou os olhos na cara dura quando minha mãe não entendeu o preço da coca-cola desistiu de comprá-la, no mercado municipal. Peguei ranço. Ainda mais com a tal da Paila Marina. Eu até achei que gostasse de frutos do mar. Talvez devesse repensar.

Ao conhecer o pátio Bellavista, tive vontade de recorta-lo e colocá-lo em São Paulo. Temos pátios com comidas também, como na Rua Augusta, mas não se compara ao da Capital chilena, que vai de McDonald's comum a locais bacanudos com decoração alternativa.



Costumo dizer que minhas cidades favoritas são aquelas com rios atravessando, mas no caso daqui, o rio não passava de um córrego com lama, não sei se pela época do ano, seca, sei lá. Mas não tirou o charme de Santiago, os grafites nas margens deixavam a marca de uma metrópole (nem se comparam ao nosso Pixo, eu sei), e a facilidade em se locomover lembrava uma cidade interiorana que não da América Latina. É, o Chile, ou pelo menos a capital, parece ser o mais europeizado da nossa região.


Em dois dias, o que mais me surpreendeu foi: as válvulas da descarga e da pia no banheiro, em alguns lugares, são no pé!


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