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Os lacres na abertura das olimpíadas

Entre Anas -

Primeiramente, sem o mimimi de, finalmente, um dia em que senti orgulho do Brasil. Segundamente, fora Temer. Terceiramente, chega de advérbios. Vamos ao fato: a Abertura da olimpíada foi lacradora! Não só pela beleza e novidades nas etapas, mas por detalhes que trouxeram à tona, ao mundo inteiro, pautas de extrema importância, que sambaram na cara da sociedade tradicional, mente fechada, nada colorida. Esqueça galinha pintadinha ou Fuleco, a abertura foi emocionante. Se você não assistiu, perdeu. Vamos, então, aos lacres na abertura das olimpíadas?

 Karol Conká e MC Soffia 

Quando fiquei sabendo que essas duas estariam na abertura, sabia que ia ser chuva de lacre! E cantando juntas sobre empoderamento feminimo e empoderamento negro? Meu coração não aguenta. Embaladas por capoeira e break dance, com uma letra falando sobre como somos vencedoras e para respeitarem nossa luta, esse, para mim, foi um dos, se não O, momento mais emblemática da abertura. E que figurino, não é mesmo?

Também vale citar Elza Soares dando voz ao Canto de Ossanha, canção que deu visibilidade às religiões de origem africana, perseguidas durante muito tempo no Brasil.

 Anitta no meio de Caetano Veloso e Gilberto Gil 

Sorry os intelectuais que usam coisas de crochê à la Tropicália, eu amei colocarem uma mulher, funkeira, no meio de dois cantores de MPB. Porque, sim, a Anitta representa (e muito!) o Brasil, doa a quem doer. Foi um tapa na cara de quem inferioriza as diferentes manifestações que temos por aqui ou acha que a Anitta não se compara aos dois. Bleh!

 Ludmilla quebrando Tom Jobim 

A mesma lógica se aplica depois da Gisele ter desfilado ao som de Tom Jobim. A questão não é a Gisele, rainha das passarelas e do universo, mas, sim, depois da Bossa Nova, um estilo de música elitista e misógino, Ludmilla aparecer cantando o Rap da Felicidade. Obrigada, organizadores! Foi a força da cultura negra e da periferia que fez o Maracanã balançar.

 Lea T trazendo a delegação Brasileira 

Opa, opa, opa! Uma modelo transexual com um papel de muito destaque na abertura da Olimpíada. Que representativo, que incrível! Ela apareceu 4 segundos na transmissão da Globo, tanto que eu quase nem percebi? Sim, mas estava lá. Em uma entrevista a GloboNews, a modelo afirmou que não fez história, quem faz história é a trans que está na faculdade tentando estudar ou a outra que apanha e mesmo assim acorda para seguir em frente e ajudar a família, sendo o que ela anseia mesmo com o mundo indo contra. Eu me arrepiei, e vocês?

 Yane Marques como porta-bandeira 

Manda mais mulher dominando a abertura que está pouco! Escolhida em uma enquete popular, a pernambucana foi a segunda mulher na história a levar a bandeira brasileira no desfile. Yane colocou o Brasil no mapa do Pentatlo e a força das mulheres, do esporte feminismo, em destaque.

Lacres extras: Glória Maria chamando portugueses de invasores, Temer sendo vaiado, Pira olimpíca na Candelária, delegação de refugiados e por aí vai…

Qual foi o seu momento preferido da abertura? Me conta nos comentários!

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