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Apoio: você não vê, mas sente



Acordei inspirada em falar sobre Apoio. Aquele tipo de apoio que buscamos nas pessoas que queremos bem. Aquele apoio que um olhar resolve, um abraço, um beijo, ou simplesmente um "fico feliz por você" acabam dando uma força incrível. O suporte emocional que a gente pensa que nunca vai precisar. Mas acredite em mim, você vai sim.

Relacionamentos com apoio são invencíveis. Amigos que "estão ali por você", choram, mas também dão muita risada, não são pagos com dinheiro algum, e você sabe disso!

Esta semana acabei de me lembrando de um episódio pessoal, durante minha estadia (nada divertida) no CTI, há pouco mais de dois anos. Sempre que minha mãe ia até mim, no horário correto da visita, ela me dava a lista de pessoas que Estavam lá em baixo na recepção do hospital, querendo notícias minhas. Lembro ainda que, embora eu estivesse mucho loka por conta da minha amiga (na época) morfina, eu sabia que as pessoas perdiam seu tempo para estar ali, esperando por notícias minhas. Mas será que perdiam mesmo?

Lembro da minha mãe dizer que mau conseguia fazer suas orações, descansar direito entre as visitas (eram três por dia, eu acho), pois os telefones tocavam o tempo todo. Eram pessoas que se importavam comigo, com ela, conosco. Ali, alucinada de remédios, confesso que não entendia a magnitude da ação, não entendia o que elas estavam fazendo ali. Afinal de contas, elas não poderiam subir, entrar no CTI... Mas elas estavam ali. E estavam ali por mim. Você entende como isso é enorme?

Um grupo no Facebook fio criado e notas diárias do meu estado de saúde eram liberados à medida em que meus familiares me visitavam. Notícias bobas como "ela estava de bom humor", até coisas mais sérias como "a cirurgia foi um sucesso" foram centralizadas ali. E quem estava de fora, acabava por dentro do "boletim de saúde" no "Todos pela Gra".

Quando finalmente as coisas ficaram mais tranquilas, pude receber visitas, os amigos passaram a dividir o fardo de me acompanhar no hospital com meus familiares. Quando chegava uma visita, era hora do meu pai fugir para um lanchinho ou esticar as pernas. Ou minha mãe comer batata frita escondida de mim, porque o cheiro me dava enjoo. Ali os amigos passaram a fazer parte da rotina. 

Lembro de ver "Up! Nas alturas" algumas vezes pois passava repetidamente na TV e como a medicação me deixava muito lenta, acho que só consegui entender o filme na quinta vez que passou. Mas todo mundo que ia ali entendia... E todo mundo assistiu comigo todas as vezes que passava outra vez.


Um encontro com as meninas logo após eu poder sair de casa, ainda em recuperação, em 2013


Lembro da Sheilinha que foi junto da Cynthia e juntas fizeram uma oração linda. Lembro do Heberton que me deu um elefante de pelúcia e passou uma tarde comigo falando bobagem e me distraindo daquele mundo de bips, canos e fios ligados. Lembro da Júlia que fez um cartaz e publicou me dando forças pra continuar. Lembro da Luiza, que ficou comigo algumas vezes...

Anapaula que me disse, depois que saí do hospital, que ela sentiu no coração que eu tinha vida, e que tudo ficaria bem... Lembro da Poli, animada como sempre e super empolgada em encontrar depois que consegui sair de casa... Camilla, que também foi para a porta do hospital... Meus amigos de infância que juntos fizeram um grupo de oração, dos colegas da pós-graduação preocupados, dos vizinhos... 

Pessoas sem laços de sangue, apenas amor. Daqueles que a gente sente com o coração.

Recebi cartas, bilhetes, e-mails, mensagens em redes sociais, recados, um milhão de formas de demonstrar carinho. Era apoio, era amor.

Voltando aos dias atuais, nesta semana, algo mudou, e mudou de uma forma forte. Eu não sei explicar ainda o que aconteceu, mas eu entendi exatamente o que a palavra apoio significa. Uma única frase que ouvi mudou absolutamente tudo! Tu-do. E a chave só vira quando a gente encontra isso de verdade.

Eu sou realmente privilegiada de ter perto de mim grandes amigos e uma família incrível... E ainda é só o começo. Porque ainda só comecei a aprender o que é apoio de verdade... E por isso, sou muito grata.

E você, consegue perceber como tem sido apoiado ultimamente?


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