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Sevilha

15-02-17 - Chegamos em Sevilha no anoitecer. O hotel era um desbunde:
Plaza de España
Meliá Lebreros. Não é um hotel na área central e fica numa área revitalizada de Sevilha, próximo ao estádio do Sevilha - Estadio Ramón Sánchez-Pizjuá (um dos clubes de futebol da cidade, o outro é o Betis). 
Na frente dele tem El Corte Ingles e um outro shopping. O mulherio consumista pirou. Não foi o meu caso porque eu não curto compras. Ainda mais com dinheiro contado... 
Bom, depois de darmos umas voltas nas cercanias do hotel, visitarmos um dos shoppings e entrarmos na Lefties fomos descansar. 
Os quartos do hotel eram muito bons, o elevador super tecnológico, tudo lindo, limpo e silencioso. O café da manhã é maravilhoso. Só para dar uma ideia, até champagne disponível tinha.

16-02-17 - De manhã saímos com o tour local. A impressão que fiquei da
cidade foi de deslumbramento. Ela é cheia de monumentos, prédios e lugares
Filme Star Wars II
pitorescos. 

Paramos na Plaza de España que foi construída em 1928 para a exposição Ibero-Americana de 1929. Ela é magnífica, tem que ficar um bom tempo para curtir os detalhes em Art Deco. 
Alguns lembrarão as cenas de Anakin Skywalker no corredor redondo, numa filmagem de Star Wars. 
Eu achei geniais os 48 bancos com desenhos em cerâmica retratando províncias espanholas. Claro que a que mais gostei foi a que tinha o desenho do meu muso Dom Quixote! 
Depois dali continuamos o tour passando pela imensa quantidade de prédios
♥♥♥
construídos naquela mesma época para cada país que expôs. Passamos por vários incluindo o prédio do Brasil. 
Hoje todos são usados como prédios públicos de entidades governamentais.
Paramos na frente da Torre del Oro, desembarcamos e entramos no tour de barco pelo rio Gualdaquivir (o mesmo de Córdoba, lembram?). 
Dizem que a Torre del Oro tem esse nome porque era usada para guardar o ouro que vinha da América nas embarcações que entravam do mar pela foz do rio. Outros afirmam que é por causa do reflexo dourado dela na água. 
O passeio de barco dura uma hora, passa por debaixo de várias pontes sendo possível admirar as fachadas do bairro de Triana, mega clássico da cidade. Pelo rio chegamos até no prédio da Torre de Sevilha que quase fez a cidade perder o título de Patrimônio Histórico da Humanidade da Unesco. 
Acontece que para ter esse título a cidade havia se comprometido a nunca criar nenhum prédio mais alto que a Giralda e nem fora dos padrões que descaracterizariam a cidade. Um banco é o dono do prédio que dividiu e divide opiniões na cidade. 
Depois do passeio fomos almoçar no bairro judeu. 
Em seguida fomos conhecer a Catedral de Sevilha, magnífica. 
Subimos os 30 e tanto lances de rampa para ir ao topo da Giralda mas valeu a
Sevilha vista da Giralda
pena. A vista é única e maravilhosa da cidade de Sevilha. 
Dentro da Catedral tem uma capa de chuva datada de 1500 e pouco, da posse de um dos reis de Espanha... adoro essas coisas. 
Saímos dali extasiados e caminhamos pelas ruas de Sevilha. A cidade é tomada de monumentos, de homenagens e de prédios maravilhosos. É deslumbrante. Dizem que no verão chega aos 50 graus de tão calor, então acertamos a época da visita.
Tomamos sorvete e passamos pela Arena de Toros, pela estátua de Mozart (que compôs o Barbeiro de Sevilha), pela estátua de Carmen, que teve uma opera criada por Bizet em sua homenagem, pela estátua da infanta Maria Mercedes, que amava touradas, em frente à plaza de toros. 
Depois passamos no Palazio de San Telmo de 1682 (hoje sede da Presidencia de la Junta de Andalucia) e na frente do Hotel Alfonso XIII (lindo!) pegamos um
Palácio San Telmo
táxi. Deu 5 EUR até o hotel.
...
Depois de descansarmos, saímos para o show de flamenco no Tablao El Palacio Andaluz. Bem diferente daquele que assisti em Madri no outro ano. Aquele bem intimista, com pequeno jantar. Esse com cara de que é para turista, com jantar incluso, vinho e coisa e tal, mas num ritmo de atendimento frenético. Cada qual com seu propósito. Valeu a pena.
Ao acabar o show-jantar, fomos de volta ao hotel porque cedinho no dia seguinte partiríamos a Granada.
...
Eu acho que não foi suficiente. Sevilha requer no mínimo uns quatro dias. O ideal para se curtir devagar, caminhar e se perder. É muita história, muita coisa
Plaza de España
para ver. 
Uma coisa que me deixou perturbada é que na Andaluzia as touradas não só são permitidas como existe um mês em que elas ocorrem todos os dias várias vezes. Os touros sempre morrem. No final o dono do touro ganha por ele ser toureado e ganha vendendo a carne do animal para restaurantes especializados em carne de touro de tourada... enfim, tradições que podem ser quebradas um dia talvez, como já é na Catalunha onde foram proibidas e as arenas estão virando shoppings.
Coisas que só se aprende vivenciando. 
Por isso amo viajar!
Monumento às Navegações
Aqueduto da época muçulmana

Rio Guadalquivir

Torre del Oro

Rio Guadalquivir

Rio Guadalquivir

Rio Guadalquivir

Rio Guadalquivir - Torre de Sevilha

Sevilha vista da Giralda

Capa pluvial que Carlos V utilizou em sua coroação no dia 23 de outubro de 1520

Hotel Alfonso XIII

Plaza de España

Plaza de España

Plaza de España

Plaza de España

Plaza de España

Plaza de España

Plaza de España



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