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Você não é mais a mesma pessoa (e provavelmente ainda não se deu conta disso)

Nós passamos boa parte da nossa vida achando que sabemos quem somos, como somos, do que gostamos e do que não gostamos. Coisas fazem muito sentido, outras não. Nos atraímos por um tipo de pessoa e de temperamento.

Na maior parte do tempo, nós estamos envolvidas com nossa vida, nosso dia-a-dia, as tarefas e compromissos com os quais nós nos comprometemos. Isso faz com que nós estejamos sempre voltadas para fora e não para dentro de nós. Ora, para nós nos atentarmos para o que acontece dentro de nós, é preciso parar… e aquietar nosso pensamento… e eu não sei vocês, mas isso é o que eu menos faço!

Raramente.

E é pela falta destes momentos, reservados pura e simplesmente para silenciarmos nossa mente e *nos escutarmos* (como isso é importante!), que muitas vezes nós vamos nos surpreender com nossas próprias reações diante de algumas circunstâncias da nossa vida – e isso vai desde coisas pequenas e bobas, às mais cruciais e importantes. É engraçado como nós mesmas vamos nos surpreender ao constatarmos que tudo aquilo em que nos encaixávamos anteriormente, não nos serve mais! Se eu fosse usar uma metáfora, é como guardar uma roupa que gostamos muito, ou um sapato… por anos! E ao tentar vesti-los, depois de algum tempo, nós percebemos que não nos servem mais. Não conversam mais com quem somos, não combina mais, não faz mais sentido.

Este relato na verdade é bastante pessoal! Por que foi exatamente isso que aconteceu comigo. Eu não tinha me dado conta, meninas, do tanto que eu mudei nos últimos anos. Tentei me encaixar neste mesmo “sapato” ou peça de roupa de antes. Não rolou!!! E em um primeiro momento, em que nós não entendemos ainda exatamente o que está acontecendo, o que sentimos é um estranhamento, um desconforto. Não tá encaixando, mas por quê e se não é isso, então o que é?

No final de 2017, eu mudei de endereço, após vender a minha casa. Tudo ali tinha sido feito e criado com todo o amor e tinha toda a minha identidade e a da pessoa que morava comigo. E não se tratava de um lugar-comum: nós tínhamos uma cozinha provençal. Nós tínhamos um relógio de estação preso na parede do balcão americano, todo pintado de preto e com um galo em cima (um tanto quanto kitsch, mas que ficou ótimo naquele contexto que criamos). Nós tínhamos bastidores bordados decorando a parede da televisão. Nós tínhamos móveis rústicos e um aparador de madeira de demolição. E quando nós escolhemos o piso, não teve briga e nenhum tipo de discórdia, a única coisa que aconteceu fora do planejado foi que nós dois tropeçamos no desnível da entrada da loja. Fomos escolher um piso super escuro, mais ou menos com cor de canela, que naquele momento da minha vida e da dele, refletia exatamente o que nós gostávamos.

Moro com meus pais, desde então. Finalmente retomei minha vida e agora estou decorando o meu novo endereço (do zero, um papel em branco). Na hora de procurar referências na internet do que eu gostava, juntei tudo como era antigamente. O chão de laminado ou porcelanato que parece uma madeira. Paredes brancas. Cozinha provençal. Depois de algum tempo e muitas imagens colecionadas, nada daquilo realmente me convencia. É como se eu tivesse recortado em uma revista um ambiente pronto, mas que não se parecia comigo, não refletia verdadeiramente a minha personalidade e meu atual momento.

Mas se não era aquilo… então o que era?

Depois de muito procurar acabei encontrando uma imagem que me encantou, e acabei me encontrando. Não é mais o chão de madeira, é um piso clarinho, brilhante, acetinado, quase sem rejunte nenhum. As paredes não são brancas, são de algum outro tom neutro. As cores estão nos detalhes. Os armários da cozinha não são mais provençais, são retos, sem puxadores, neutros e atemporais. As cortinas são minimalistas, sem firulas. Alguns espelhos. Simplicidade, minimalismo – e não porque é moda (ou talvez seja), mas porque faz Sentido Pra Mim, agora, que a paleta de cores seja mais suave, que haja mais elegância e o que ambiente reflita esta suavidade, delicadeza e simplicidade que eu procuro cultivar na minha vida.

É muito bom, meninas, quando a gente se encontra. ♥

Mas não parou por aí!!! E eu não posso mostrar fotos de tudo isso, porque estamos montando o projeto da minha casa, ainda.

Quando a sua cabeça muda, tudo muda

Há um tempo atrás eu tinha um crush , que era um homem mais jovem do que eu, embora não pareça – e não é porque ele tenha cara de mais velho, mas porque eu tenho cara de mais nova (genética). E eu pensei, durante muito tempo, que me identificava mais com a jovialidade dos homens mais novos do que eu (eu vibrava isso e atraía isso), do que com a austeridade dos homens mais velhos.

Até que eu conheci uma roda de amigos de 50 anos: joviais, leves, maduros, sensíveis, responsáveis, inteligentes. Que maravilha!!! Novos horizontes se abriram!!! Dentro da minha cabeça um paradigma foi quebrado e eu me sinto muito mais em casa, perto da galera da tribo dos 40 e 50, do que perto da galera dos 30. É muito bom saber o que eu quero encontrar, para que eu saiba exatamente o lugar onde devo estar.

Há um tempo em que a gente chega aonde deve chegar e onde deve estar. E é neste lugar, o que nos pertence e com o qual nós nos identificamos, onde as melhores coisas acontecem. Eu estou feliz em ter encontrado a minha tribo. ♥

Mas calma que tem mais coisas!

Quando a roupa não te serve mais

Eu disse lá em cima que às vezes sentimos um estranhamento com certas situações em nossa vida, como sentimos quando um sapato ou roupa não nos serve mais. Era uma metáfora, mas desta vez não é. Porque às vezes é exatamente isso que acontece, você tira alguma coisa do armário e quando veste, não te serve mais. Seja porque não te serve mesmo, seja porque aquela peça de roupa não faz mais sentido, não conversa mais com a sua personalidade. Sabe como é que você vai saber quando isso acontecer? Você vai se sentir ridícula! (risos)

Moda é expressão. Pura e simplesmente um modo através do qual você se expressa para o mundo. Moda é linguagem. E é natural que você se identifique mais com um estilo do que com outros. É natural que haja coisas que façam sentido e outras não.

Foi o que tem acontecido nos últimos tempos comigo. Mas hoje, foi o auge. Eu tinha um compromisso rápido, simples. Vesti uma calça jeans de cintura alta com cinto e um top cropped, com decote. Fiquei cinco minutos com o top que marcava demais e eu não era de maneira nenhuma aquela pessoa do espelho! Tentei uma camiseta (uma tee), que dobrei um pouco como aprendi com as blogueirinhas, pra não empapuçar a camiseta dentro da calça que já marcava a região da barriga. NÃO. Tirei. Não é que eu ache que mulheres de quarenta anos não devam usar decotes e deixar uma parte da barriga de fora, mas eu não estava me sentindo bem naquelas roupas. Pois bem: coloquei um vestido preto de algodão, estilo evasê, super coringa. Vesti uma jaqueta jeans por cima, e quebrei o basicão com um lenço amarelinho e meu tênis de oncinha. Pronto, essa sou eu!!!

Mas em qual momento eu me tornei esta “nova” pessoa? Em que momento meus vestidos românticos deixaram de fazer sentido pra mim? Em que momento eu passei a preferir uma paleta de cores mais leve e simples? Eu não sei, meninas. Fui a uma reunião na semana passada: vesti uma calça jeans com lavagem clara e uma blusa de alcinha de crepe branca, com um scarpin preto. Fui a uma consulta médica: uma calça xadrez de alfaiataria com blusa de crepe preta. E é isso, essa sou eu agora.

Está tudo mais claro! Eu já sei quem eu sou, onde estou e o que faz sentido. A gente muda… a gente cresce, amadurece. Coisas as quais dávamos ênfase, deixam de ser importantes. Não tem muito o que explicar, aqui. Só dizer que provavelmente isso vai acontecer com todas nós e não vamos nos dar conta disso durante um bom tempo, até estranharmos aquela pessoa que sempre esteve ali, mas que, daquela vez e naquele momento, ela não se parece mais com a gente.

Mas esta notícia é boa, caras leitoras! Isso não é ruim: É sinal de amadurecimento, de auto pertencimento e de evolução: Celebre!

“Nada é permanente, exceto a mudança” Heráclito



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