Get Even More Visitors To Your Blog, Upgrade To A Business Listing >>

Anulação do impeachment: e agora?

O Partido da Causa Operária e os Comitês de Luta Contra o Golpe e pela Anulação do Impeachment espalhados por todos o País realizaram no último dia 11 de outubro, em Brasília, o segundo “Ato Nacional Contra o Golpe e pela Anulação do Impeachment”. O evento foi marcado pela grande presença de participantes que acorreram à capital federal, oriundos de vários estados do país, contando com a presença de cerca de 1.500 ativistas e populares, superando em organização e números o também vitorioso primeiro ato, realizado no dia 21 de junho.
O ato contou com várias atividades durante o seu desenrolar, tendo o seu ponto culminante nas intervenções dos parlamentares e outros convidados e, logicamente, a marcha realizada até o Supremo Tribunal Federal, quando os manifestantes foram saudados e apoiados por trabalhadores dos órgãos públicos da Esplanada, numa demonstração clara e inequívoca do grande apoio que a luta contra o golpe vem tendo entre toda a população.
O que precisa ser dito de forma clara é que a luta que o PCO e os Comitês desenvolvem em todo o País, mobilizando milhares de ativistas e coletando assinaturas no abaixo-assinado para exigir do STF a anulação do impeachment, é a única e verdadeira ação política a nível nacional que está dirigida contra o golpe de estado. A fracassada palavra de ordem de “Diretas Já” não só não decolou, como não entusiasmou e não mobilizou praticamente ninguém, por expressar uma tentativa sem futuro de se chegar a um acordo com setores golpistas do Congresso Nacional que teria de aprovar a realização de novas eleições antecipadas, quando aprovaram o impeachment em um processo comprado e, se calam diante da clara ameaça de chefes do Exército de dar um golpe militar e sepultar até mesmo a realização de eleições minimamente democráticas em 2018.
A campanha levada adiante pelo ativismo combativo da luta contra o golpe vem ganhando adesões em todo o País a cada dia, reforçando a necessidade de fazer com que o movimento se converta numa gigantesca mobilização de amplitude e repercussão nacional para anular o impeachment e derrotar os planos golpistas vindo dos quartéis.
Soma-se a este crescimento da consciência nacional – particularmente entre os setores de vanguarda dos trabalhadores e da juventude – sobre a compreensão do caráter fraudulento do impeachment, as recentes revelações do operador financeiro do PMDB, o doleiro Lúcio Funaro, que em depoimento revelou o que grande parte do País já sabia: os parlamentares que votaram pelo afastamento da presidenta eleita Dilma Rousseff foram comprados pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), parlamentar mafioso, à época presidente da Câmara Federal, à serviço dos poderosos grupos “donos do golpe”, e que atuou como condutor de todo o processo que culminou com a deposição do governo eleito.
Portanto, diante das incontestáveis evidências que vieram à tona nos últimos dias – e outras que ainda certamente virão – não há outra alternativa aos onze ministros da Suprema Corte do País em declarar nulo o ato ilegal e ilegítimo que afastou a presidenta legitimamente eleita.
Sabemos, no entanto, que o STF é parte do golpe, fez e faz parte do golpe e nem por um só momento devemos acreditar na possibilidade de que a reacionária e conservadora instituição jurídica irá se movimentar por vontade propria no sentido de anular o impeachment. A única perspectiva possível de se alcançar uma vitória na luta contra o golpe é a utilização dos fatos recentes para ampliar a luta através da intensificação da mobilização nacional.
Está colocado, no plano imediato, a ampliação e o fortalecimento dos comitês em todo o país, mobilizando todo o ativismo combativo que desperta para a luta contra os golpistas. Trabalhar também na perspectiva de realização do terceiro ato, desta vez ainda maior, para impulsionar um grande movimento nacional de luta, que envolva os mais amplos setores sociais de trabalhadores, da juventude, dos negros, das mulheres, dos sem-terra, enfim, da grande massa que sofre em seu cotidiano com os ataques dos golpistas às suas condições de vida e de suas organizações de luta. Fonte: Causa Operária.


This post first appeared on Desabafo Brasil, please read the originial post: here

Share the post

Anulação do impeachment: e agora?

×

Subscribe to Desabafo Brasil

Get updates delivered right to your inbox!

Thank you for your subscription

×