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Atletas refugiados são recebidos com festa em seu retorno ao Quênia

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O atleta olímpico Yiech Pur Biel (à direita) é abraçado por um parente em sua chegada a Nairóbi, no Quênia. Ele foi um dos cinco atletas sul-sudaneses que fez história ao competir na primeira Equipe Olímpica de Atletas Refugiados nos Jogos Rio 2016. ACNUR/Tony Karumba

O atleta olímpico Yiech Pur Biel (à direita) é abraçado por um parente em sua chegada a Nairóbi, no Quênia. Ele foi um dos cinco Atletas sul-sudaneses que fez história ao competir na primeira Equipe Olímpica de Atletas Refugiados nos Jogos Rio 2016. ACNUR/Tony Karumba

Cinco atletas sul-sudaneses, que passaram a última quinzena fazendo história ao integrar a inédita Equipe Olímpica de Atletas Refugiados, retornaram ao Quênia na última terça-feira (23) e foram recepcionados por seus amigos, familiares e um conjunto de bateristas burundianos.

A festança pelo regresso ocorreu já no aeroporto internacional de Nairóbi e surpreendeu os cinco corredores, que saíram em disparada para abraçar parentes, amigos e membros da equipe da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

“É maravilhoso rever minha família e ter a oportunidade de celebrar com eles tudo que acabamos de realizar”, disse Yiech Pur Biel, de 21 anos, que competiu nos 800 metros do atletismo.

“A experiência como um todo foi fantástica. Mas, para mim, o momento mais marcante foi conhecer campeões e competir com campeões. Além disso, tivemos a oportunidade de mostrar ao mundo que os refugiados estão fazendo algo muito positivo, e as pessoas saberão quem nós somos”, disse.

“Na verdade, quando conhecemos pessoas de todas as partes do mundo, vemos que somos todos iguais, ainda que estejamos vivendo em situações distintas”.

Anjelina Nadai Lohalith, de 21 anos, correu 1.500 metros e admitiu ter ficado nervosa ao entrar no Maracanã na cerimônia de abertura.

“Quando me posicionei na linha de partida pela primeira vez, antes da largada, eu estava apavorada”, disse ela. “Mas todos foram tão amigáveis, tão encorajadores. Para mim, conhecer pessoas do mundo inteiro foi a melhor parte de ter ido para o Rio”.

Lohalith deixou o Sudão do Sul há mais de 15 anos e não viu sua família desde então. Segundo ela, a experiência no Rio fez com que percebesse ser capaz de alcançar qualquer objetivo. “Agora meu foco é apenas encontrar uma forma de ver a minha família novamente”, disse.

Os atletas sul-sudaneses integraram uma equipe composta por dez atletas refugiados de quatro diferentes países, que competiram juntos como a Equipe Olímpica de Atletas Refugiados.

Os cinco atletas retornarão ao centro de treinamento em uma cidade ao norte de Nairóbi, onde continuarão assistidos por Tegla Leroupe, uma medalhista olímpica queniana. Todos disseram que querem seguir treinando e competindo.

“Treinar e trabalhar com seriedade pode nos levar longe”, disse Rose Nathike Lokonyen, de 23 anos, que correu os 800 metros no Rio. Ao lado dela, Lohalith sorriu e acrescentou: “E isso foi só o começo”.


ONU Brasil



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