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O que saber sobre as principais hepatites virais, da A à C

Se você somar todas as hepatites virais, o Brasil registrou 40 198 novos casos em 2017. Mas a questão é que cada tipo dessa doença tem suas particularidades – e nada como o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais para explicá-las melhor. Até porque entender as características desses vírus ajuda demais a preveni-los e mesmo tratá-los.

Acha que o problema não é dos maiores? Pois, segundo a Organização Mundial da Saúde, 1 750 000 mortes no planeta foram provocadas por complicações das diferentes hepatites. Muitos desses óbitos decorreram de cirrose ou câncer de fígado – sim, esses vírus podem ocasionar tumores.

Vamos conhecer então as principais versões dessa infecção hepática?

Hepatite A

Ela está crescendo no Brasil recentemente. Segundo dados do Ministério da Saúde, 2 086 brasileiros foram diagnosticados com a doença em 2017, ante 1 206 no ano anterior.

O vírus dessa doença é transmitido por alimentos ou água contaminados – daí a importância de verificar a procedência de certos produtos e do saneamento básico. Ele também se dissemina em relações sexuais, em que resquícios de fezes (não raro indetectáveis ao olho nu) entram em contato com a boca.

A boa nova: na maioria dos casos, o próprio corpo se livra da hepatite A após um ou dois meses. Alguns episódios se prolongam por seis meses.

Não há tratamento específico para o vírus, porém existe uma vacina, administrada gratuitamente a crianças menores de 5 anos e a indivíduos com alguma doença no fígado. A hepatite B e a C estão incluídas entre essas enfermidades.

Os sintomas incluem febre, mal-estar, náusea, vômito, dor abdominal e olhos amarelados. Em situações raríssimas, o vírus causa uma hepatite fulminante, em que os danos ao fígado são severos, súbitos e podem levar à morte.

Vale ressaltar que, por outro lado, vários indivíduos com hepatite A não manifestam sinais da enfermidade. Ainda assim, podem espalhar o vírus enquanto o organismo não se livra dele.

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Hepatite B

Há uma leve tendência de queda no número de casos dessa doença no Brasil. Se, em 2016, 14 702 episódios foram registrados no Brasil, no ano seguinte isso caiu para 13 482.

Uma das diferenças para a hepatite A é que a B se torna crônica em alguns pacientes – embora a maioria das pessoas consiga se livrar desse agente infeccioso após alguns meses de sintomas parecidos com os reportados na hepatite A. Nessas situações, o vírus não é debelado pelo sistema imune.

E, aí, não há tratamento curativo. Nesse cenário, o indivíduo deve tomar medicamentos e seguir os conselhos do médico para evitar que a enfermidade vá destruindo o fígado aos poucos. Em certos casos, o transplante de fígado é necessário.

Ainda bem que, desde a década de 1990, há uma vacina segura e altamente eficaz contra a hepatite B. Ela já está no calendário infantil de imunizações. Se você não tomou o imunizante, é importante fazer um exame de sangue para verificar a eventual presença do vírus. Se der negativo, vá atrás de um posto de saúde e tome suas doses – via de regra, são quatro para os bebês e três para os adultos.

Atualmente, a hepatite B é transmitida principalmente por relações sexuais desprotegidas, uma vez que seu vírus passa pelas secreções vaginais ou penianas. Mas ela também pode se espalhar se o sangue de alguém infectado entrar em contato com o de outro sujeito.

Isso ocorre, por exemplo, entre quem compartilha seringas. Ou mesmo se vai em uma manicure onde os equipamentos não são esterilizados.

Outro foco de atenção são as gestantes portadoras do vírus. Isso porque ele consegue invadir o corpo do bebê no parto. Hoje, a testagem contra hepatite B é obrigatória entre as grávidas. Se o exame acusar a presença da moléstia, os médicos podem administrar drogas que evitam a infecção no momento do nascimento.

E um recado: a hepatite B abre as portas para a hepatite D. Sim, parece estranho, mas o vírus D, menos comum em terras brasileiras, só consegue infectar alguém que carrega a versão B no corpo. O problema é que essa coinfecção é consideravelmente mais grave.

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Hepatite C

De 2000 a 2016, 70% das mortes por hepatites virais no Brasil decorrem do tipo C da doença. Algumas pessoas entram em contato com esse vírus e conseguem se livrar dele naturalmente, mas é relativamente comum que ele drible nossas células de defesa e firme residência no corpo.

Aí, ele provoca estragos silenciosamente com o passar dos anos. Se nada for feito, o fígado pode sofrer com um quadro de cirrose ou mesmo com o câncer.

A má notícia: não há vacina. E a boa: os tratamentos atuais garantem uma chance de cura de mais de 90%. Eles estão disponíveis no Sistema Único de Saúde para todos os portadores do vírus.

O problema, na verdade, é detectar os brasileiros que carregam esse inimigo no corpo. Estima-se que, atualmente, menos de 20% deles saibam que têm hepatite C. E não adianta ter remédios de última geração se eles ficam nas prateleiras.

Hoje, toda pessoa com 40 anos ou mais deveria se submeter ao exame de sangue que detecta a presença da doença. Isso porque, principalmente antes dos anos 1990, havia uma preocupação menor com o compartilhamento de seringas e outros materiais que punham o sangue infectado em contato com pessoas saudáveis.

Muitos casos de hepatite C foram atribuídos a transfusões de sangue contaminado com o vírus, por exemplo. Mas, hoje, isso não ocorre mais devido a políticas de testagem do líquido vermelho doado.

Os casos novos de hepatite C estão associados ao contato com materiais cortantes contaminados, como seringas usadas para consumo de drogas, alicates de manicure e por aí vai. Embora não seja comum, o vírus por trás dessa encrenca pode ser transmitido pelo sexo.

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Fontes: Sociedade Brasileira de Hepatologia; Ministério da Saude; e Raymundo Paraná, hepatologista da Universidade Federal da Bahia.

Por: saude.abril.com.br



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