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Fim de festa nas bolsas dos EUA? Há argumentos dos dois lados

Por Kailey Leinz.

Já dá para dizer que a fase de euforia nas Bolsas Dos Eua em 2018 terminou. Desapareceram quase US$ 3 trilhões em valor de mercado em seis pregões. A volatilidade disparou. E o melhor começo de ano em três décadas já era. E agora?

Comprar, vender ou manter as aplicações? As opções são simples, mas a decisão nunca é fácil. Será que o movimento de ganhos foi longe demais? Devo comprar na baixa? Os preços dos ativos são justos?

Ouvimos justificativas para otimismo e pessimismo em relação a diferentes temas do mercado.

Valores das ações

Argumento pessimista: As ações estão caras. Neste fim de semana, a ex-presidente do banco central Janet Yellen afirmou que as bolsas americanas estão “altas”, com razão entre preço e lucro próxima do teto do intervalo histórico. Componentes do S&P 500 são negociadas por quase 23 vezes os lucros, múltiplo que só se viu uma vez desde a bolha das ações de internet. Foi logo após a crise financeira, quando os lucros praticamente sumiram.

Usando esta estimativa, o múltiplo entre preço e lucro não parece tão esticado, chegando a
17,7. Quando a previsão para 2019 é aplicada, a razão entre preço e lucro cai para um nível saudável de 16 vezes.

Sentimento

Argumento pessimista: Os consumidores estão confiantes — talvez até demais. Um sopro de euforia chegou às bolsas durante um dos inícios de ano mais robustos que já se viu. O dinheiro entrou em velocidade sem precedentes. A parcela da população que espera alta do mercado acionário é a maior em registro. Isso costuma indicar que o pico está próximo. A última vez em que o otimismo chegou a este nível foi no início da década de 2000.

Argumento otimista: A confiança do consumidor na economia dos EUA está próxima do maior patamar em 17 anos, sugerindo que o motor da atividade econômica está funcionando a todo vapor. Isso deve se traduzir em aumento dos lucros das empresas e dar espaço para as ações subirem.

Economia

Argumento otimista: Sob praticamente qualquer ponto de vista, a maior economia do mundo (que inclusive atravessa seu terceiro período mais longo de expansão) dá sinais de que está pegando impulso. O desemprego está próximo dos menores níveis históricos, a atividade industrial está em alta e os consumidores estão gastando mais. E isso só no âmbito doméstico. O crescimento global está sincronizado de um modo que não se via há mais de uma década, o que tende a empurrar os mercados para cima.

Argumento pessimista: A potência da economia americana pode alimentar a inflação e obrigar o banco central (Federal Reserve) a elevar os juros de uma maneira que iniba o crescimento. A força consistente de importantes indicadores econômicos justificaria mais acréscimos nos juros pelo Fed. Com o aumento nos custos de captação para empresas e consumidores, a casa própria ficaria mais cara e seria mais difícil pagar as parcelas dos cartões de crédito. Isso pode frear a economia e desembocar em recessão – o catalisador mais provável para o fim dos ganhos no mercado acionário, segundo analistas.

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