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Adiamento da Previdência deve prolongar incerteza do mercado

Adiamento da Previdência deve prolongar incerteza do mercado

Nesta terça, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse que não vai colocar a Reforma em votação na base do ”tudo ou nada”, ou seja, sem ter os votos suficientes para aprovação. Por sua vez, o presidente Michel Temer, ainda não desistiu de votar este ano e teme que o fracasso da reforma fortaleça a oposição nas eleições de 2018, segundo disseram à Bloomberg duas fontes em Brasília sob condição de anonimato.

“É difícil o mercado se acalmar porque há muita Incerteza. A cada momento sai uma notícia diferente sobre a reforma”, diz Lombardi, do Credit Agricole. A alta do dólar leva a moeda a caminhar para o maior fechamento desde 23 de junho, cerca de um mês depois do estouro do escândalo da delação da JBS, enquanto os juros futuros mais longos são pressionados.

Para Lombardi, a alta atual do dólar já é compatível com um cenário de não-aprovação da reforma, embora ele não descarte alguma valorização adicional da moeda. Erik Nelson, estrategista de câmbio da Wells Fargo Securities em Nova York, também vê como limitado o espaço para ganhos adicionais do dólar, uma vez que já houve grande saída de investimentos em portfolio nos últimos trimestres. Para ele, a pressão cambial é causada pela incerteza sobre a Previdência combinada com a alta dos juros dos títulos americanos.

Para Thiago Vidal, analista da consultoria Prospectiva em Brasília, seria melhor o governo adiar a reforma do que arriscar agora com chances escassas de vitória. No entanto, ele considera que o cenário para a Previdência também continuará difícil no próximo ano. 

Os deputados entram em recesso antes do Natal e só voltam à Câmara no começo de fevereiro, sendo que logo em seguida o Carnaval volta a interromper os trabalhos. Em abril, vence o prazo de desincompatibilização, quando ministros que serão candidatos em 2018 terão de deixar os cargos. Isso envolve mais da metade do gabinete e as negociações para substituição tomarão tempo, diz Vidal. “O governo teria de votar a reforma logo na volta do recesso, pois depois ficará ainda mais difícil.”

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Bloomberg Brasil



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