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Amazon começa a vender eletroeletrônicos e ameaça redes brasileiras

Amazon começa a vender eletroeletrônicos e ameaça redes brasileiras

  – Arquivo

SÃO PAULO – A entrada da americana Amazon nas vendas de eletrônicos pela internet, a partir desta quarta-feira, deve diminuir as margens das varejistas brasileiras que atuam no e-commerce. Além de uma empresa a mais para dividir o faturamento dos negócios, as empresas podem ter ainda que concorrer com outro gigante global, a chinesa Alibaba. Analistas ouvidos pelo GLOBO dizem que, para as varejistas nacionais se manterem competitivas no mercado, terão que se renovar e investir em tecnologia.

— A estratégia dessas gigantes é semelhante. Onde a Amazon está ganhando mercado, logo em seguida a Alibaba chega, e começa a operar. As empresas brasileiras terão que se reciclar para concorrer com essas gigantes, pois o mercado não deve crescer muito com a entrada desses novos players — diz Ulysses Reis, professor dos MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV).

De acordo com dados da Ebit, empresa especializada em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro, o e-commerce no país faturou R$ 21 bilhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento nominal de 7,5% ante o mesmo período de 2016, quando foram registrados R$ 19,6 bilhões. O número de pedidos aumentou 3,9%, de 48,5 milhões para 50,3 milhões, e o tíquete médio cresceu 3,5%, passando de R$ 403 para R$ 418. Para este ano, a expectativa é de um crescimento de 10% no faturamento, chegando a R$ 49 bilhões.

Antes mesmo de começar a vender, a chegada da Amazon já teve um efeito ruim para as varejistas locais com capital aberto. Em um mês, as ações da Magazine Luiza, uma das queridinhas do mercado, recuou 17%; os papéis da Via Varejo, do Grupo Pão de Açúcar, caíram 8%. As ações da B2W, dona da Lojas Americanas, encolheram 9% de 17 de setembro até ontem.

De acordo com o analista da Ativa Corretora, Phillip Soares, essas empresas devem perder mercado a partir de agora com a entrada da Amazon. “Tudo indica que o mercado não irá crescer com um novo concorrente, e a tendência é a divisão da receita. O marketplace é um segmento que vem crescendo muito dentro do comércio eletrônico e as empresas do setor têm estratégias para atuar nessa área”, disse ele em relatório.

Segundo Soares, a B2W, por exemplo, uma das líderes em marketplace no Brasil, trabalha com a expectativa de dobrar o volume vendido em sua plataforma neste ano, chegando a R$ 4,5 bilhões em receitas. No ano passado, faturou R$ 2,2 bilhões. Em 2018, a meta da empresa é comercializar R$ 9 bilhões.

— Esse é o volume negociado dentro do site, o faturamento da B2W corresponde a 16% do transacionado, que é a comissão de venda — explica Soares.

A Magazine Luiza que, atualmente detém 30% das suas vendas nos canais digitais (site e market place, onde vende produtos de terceiros), espera elevar a 50% do faturamento as vendas online. Por isso, deve reforçar seu marketplace.

Lançado no ano passado, a varejista já conta com 500 mil itens a venda e 250 parceiros (empresas que utilizam o canal para comercializar os seus produtos). Para continuar crescendo, a rede deve buscar startups que atuam nesse segmento. Em março, o Magazine Luiza adquiriu a Integra Commerce, de Minas Gerais, especializada na integração e gestão de lojistas e marketplaces.

Para Paulo Guasti, presidente da Ebit, a Amazon vai forçar as empresas do setor a reagirem, porque chega com propostas mais agressivas na conquista de lojistas parceiros e condições de compra para o consumidor também atraentes.

— É um grande player no Brasil querendo ganhar mercado. As empresas podem ter que reduzir um pouco a margem para conseguir competir, e a categoria em que a Amazon vai entrar, eletroeletrônicos, tem uma margem reduzida. Não se lucra muito, porque são produtos com um tíquete médio acima de R$ 1 mil. Quem vai ganhar é o consumidor — diz.

O presidente da Amazon no Brasil, Alex Szapiro, afirma que o marketplace de eletrônicos da companhia já estreia nesta quarta-feira com 110 mil produtos diferentes ofertados, entre os quais três fabricantes de smathphones cadastrados na plataforma.

— Haverá a oportunidade de parcelamento dos produtos em até 10 vezes sem juros, com parcela mínima de R$ 30. Essa operação será custeada pela Amazon. Além disso, a taxa de comissão de vendas (cobrada dos lojistas instalados em seu site) será de 10% (do valor do produto) neste primeiro momento — ressalta o executivo.

A taxa de comissão praticada no mercado brasileiro para participantes de marketplace é, em média, de 10% a 15%. Outro benefício que terão os parceiros da Amazon, segundo o executivo, é o não pagamento dessa taxa, caso o cliente devolva o produto comprado em até sete dias.

— São práticas que não acontecem no mercado brasileiro. A Amazon irá roubar mercado. Vai brigar para ganhar participação — diz Guasti, da Ebit.

A Amazon passa a partir desta quarta-feira a vender no Brasil itens como tablets, celulares, aparelhos de TV, equipamentos para áudio, câmeras, equipamentos de informática e periféricos, como cabos para computadores. A ideia, segundo Schapiro, é aumentar o catálogo de produtos já nos próximos meses. A empresa já começa com centenas de parceiros cadastrados na plataforma.

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