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Com agravamento de crise política, Planalto monta estratégia de agenda positiva


Presidente Michel Temer durante reunião-almoço com representantes do setor da indústria e de centrais sindicais – Jorge William / Agência O Globo

BRASÍLIA – O Palácio do Planalto montou uma estratégia para tentar evitar que a crise política, agravada pela apresentação de uma segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o Presidente Michel Temer, contamine a economia. A ideia é centralizar no presidente toda a comunicação das recentes melhorias nos indicadores econômicos. Anúncios positivos serão feitos no Planalto.

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Temer pediu a assessores que preparassem um compilado dos principais avanços econômicos do seu governo. O documento será usado em todos os eventos públicos para reforçar a ideia de que o país melhorou após a troca de governo. Batizado internamente de “Pare e Compare”, o documento confronta vários dados do governo da ex-presidente Dilma Rousseff com os números atuais.

No topo da lista está a inflação, que caiu de 9,28% nos 12 meses acumulados até abril de 2016 para 2,46% no período encerrado no mês passado. Os juros básicos caíram de 14,25% ao ano para 8,25% ao ano. A produção industrial passou de uma retração de 9,8% para uma alta de 0,8%. Temer tenta frisar que os avanços ocorreram em apenas 16 meses: um tempo muito curto para uma grande reversão.

A produção de automóveis, por exemplo, saiu de queda de 24,3% para alta de 25,5%. Já a safra de grãos saltou de 185 milhões de toneladas para 241 milhões de toneladas. Na mesma linha de exaltar o próprio sucesso, Temer deve citar ainda a melhora do saldo da balança comercial, a volta do emprego, o aumento do investimento estrangeiro direto, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a alta da Bovespa e o lucro de empresas estatais. Outro ponto que o presidente quer salientar é a queda do risco Brasil. Em janeiro do ano passado, quando a presidente Dilma ainda estava no poder, o índice era de 544 pontos. Atualmente está em 259 pontos. Ou seja, o país tem um risco 52,4% menor.

— O Presidente pediu um papel com números da economia. Na cerimônia no Planalto e ontem no café da manhã, ele já usou. Ficou bem claro e fácil de usar — disse uma fonte ao GLOBO.

Michel Temer avalia, segundo assessores próximos, que os números vieram bem melhores do que esperava. Um dos exemplos citados é o PIB do segundo trimestre, que superou as expectativas da equipe econômica.

Até mesmo medidas esperadas, como a sanção de leis, passarão a ser comunicadas pelo Planalto. A presidência não permitiu, por exemplo, que o Ministério do Planejamento informasse que a alteração da meta fiscal de 2017 e 2018 já foi assinada por Temer, o que ocorreu na quarta-feira. Como a mudança da meta foi considerada uma vitória para o governo, ela também entrou na lista de itens que o presidente quer mostrar ao mercado.

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