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Pacto Global da ONU mapeia desafios do setor privado para enfrentar corrupção no Brasil

Pacto Global da ONU mapeia desafios do setor privado para enfrentar corrupção no Brasil

André Oliveira, presidente do Pacto Global da ONU no Brasil, destacou importância do combate à corrupção. Foto: Pacto Global/Fellipe Abreu

“O problema do Brasil não é a construção civil, não são os trens, não é a carne. O problema do Brasil é a corrupção”. Foi assim que o presidente do Pacto Global da ONU no Brasil, André Oliveira, descreveu a atual crise por que passa o país. Para combater crimes no âmbito corporativo, a rede de empresas reuniu 60 representantes do setor privado, governo e academia na semana passada (21), em São Paulo, para um workshop sobre como coibir ações corruptas.

“Nossa ideia é identificar desafios cruciais, buscar soluções e compartilhá-las e capacitar principalmente as pequenas e médias empresas, que por conta de suas estruturas menores acabam tendo mais dificuldade nessa área”, afirmou Oliveira durante o evento.

O encontro foi a primeira atividade da Projeto de Ação Coletiva, iniciativa conjunta dos brações nacionais do Pacto Global no Brasil, Nigéria, Quênia e Japão. O objetivo da iniciativa é criar espaços de diálogo e aprendizado. O programa vai até junho de 2018.

“Nesse primeiro workshop, a ideia é fazer um grande mapeamento sobre os desafios” enfrentados pelas empresas, explicou Reynaldo Goto, coordenador do Grupo de Trabalho Anticorrupção da Rede Brasil do Pacto Global e diretor de Compliance da Siemens.

A corrupção é uma via
de mão dupla, e para
todo o corruptor
há um corrompido.

Para a secretária de Transparência e Prevenção da Corrupção do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, Claudia Taya, programas de enfrentamento à corrupção devem ser abrangentes, incluindo medidas tanto para o setor privado, quanto para o setor público. “A corrupção é uma via de mão dupla, e para todo o corruptor, há um corrompido”, afirmou.

Roberto Livianu, do Instituto Não Aceito Corrupção, apontou em que a corrupção não vai ser resolvida por obra do acaso e que é necessário que haja ação no campo político. “Não dá para saber quanto custa a corrupção, pois a maior parte dos casos não é denunciada, seja porque há medo ou porque não convém. O que sabemos (atualmente) é a ponta do iceberg”, alertou.

Segundo Paula Oda, do Instituto Ethos, o esforço coletivo e generalizado é visto um fator de mudança de políticas públicas e de comportamento. Contudo, transformações que se traduzam em novas leis e medidas anticorrupção devem contemplar especificidades de cada setor.

Também presente no evento, Agatha Camargo, representante da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE) e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USBP), frisou que “a falência do ponto de vista moral que acontece na sociedade brasileira também acontece nas organizações”.

A especialista expressou preocupação com o que chamou de “mutismo moral”. Em grandes empresas, o número de denúncias ainda é muito baixo, lembrou. “A gente está encabeçando uma mudança cultural que pode, do ponto de vista da sustentação, ser muito frágil, e isso pode ser ‘para inglês ver’”, acrescentou Agatha sobre os recentes desdobramentos no combate à corrupção no Brasil.


ONU Brasil



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