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Eca… Píton de 4 metros é vista vomitando impala inteira na África do Sul

Eca… Píton de 4 metros é vista vomitando impala inteira na África do Sul

Nós aqui do Mega Curioso já postamos diversas matérias sobre cobras (com o olho maior que a barriga!) que devoraram todo tipo de animal — como outras cobras, antílopes e crocodilos —, e a verdade é que as refeições não são muito agradáveis de se ver. E não é que encontramos outra cena indigesta envolvendo serpentes e Suas comidinhas!

Dessa vez, se trata de uma píton-africana com nada menos que quatro metros de comprimento que foi flagrada vomitando uma jovem impala inteirinha. O réptil foi encontrado em uma fazenda situada na província de Limpopo, na África do Sul, e Arthur Roden, um especialista em capturar esse tipo de animal, foi chamado para lidar com a situação. Você pode conferir a cena a seguir:

Devolvendo a comida

De acordo com Stephanie Pappas, do portal Live Science, Roden foi chamado pelo proprietário da fazenda, um homem que se dedica a criar impalas para caça. O pessoal da fazenda estava removendo o mato de uma área quando se deparou com a cobra fazendo sua refeição — e foi aí que o caçador de serpentes foi acionado. Aliás, tudo indica que essa não foi a primeira impala devorada por uma píton-africana no local!

Segundo Stephanie, a píton provavelmente regurgitou a impala por ter sido perturbada durante sua refeição. Conforme explicou, as serpentes se tornam Bastante vulneráveis quando estão se alimentando, então, ao se deparar com a presença de Roden (humanos = perigo!), a cobra vomitou sua presa para se tornar mais leve e, assim, poder escapar com mais facilidade.

Devoradoras

A serpente do vídeo é uma píton da espécie Python sebae, e é o maior tipo de cobra que pode ser encontrado na África. Esses répteis podem chegar a medir até 8 metros de comprimento e, como você deve saber, matam suas presas por constrição. Além disso, esses animais engolem suas vítimas inteiras — e isso é possível graças às suas mandíbulas superflexíveis.

Olha a P. sebae aí!

Conforme explicou Stephanie, a parte inferior da mandíbula das pítons são divididas em duas partes que ficam conectadas por meio de ligamentos que, por sua vez, permitem que elas se movam de forma independente e se abram bastante. A mandíbula também fica ligada à parte traseira do crânio da serpente por meio de três juntas — que conferem uma maior amplitude de movimento.

O crânio mesmo é bastante simples, e apenas os ossos que protegem o cérebro são mais resistentes — e a razão disso é a de evitar que a passagem de eventuais chifres, cascos e ossos danifiquem o órgão. Ademais, as serpentes possuem outras adaptações que permitem que elas engulam “refeições” tão volumosas, como dentes curvados, que funcionam como espécies de ganchos que ajudam a empurrar as presas “para dentro”, e pele bastante flexível na região da boca.

Melhor deixar esses animais quietos!

Por sorte, as pítons raramente atacam humanos, embora incidentes envolvendo esses animais aconteçam de vez em quando. Um bastante trágico foi registrado no Canadá em 2013, quando uma dessas cobras que era mantida como animal de estimação (por quê?) em um apartamento escapou de seu terrário e matou duas crianças que estavam dormindo no imóvel. Mas, casos assim são incrivelmente incomuns, e o normal é que essas serpentes caiam vítimas de suas refeições — ou dos humanos mesmo. 


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