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Projeto tem banco de vagas para profissionais trans

Projeto tem banco de vagas para profissionais trans

SÃO PAULO – Criado em 2014, o projeto Transempregos nasceu com o objetivo de encontrar vagas de trabalho para pessoas transgêneros. No início, o site recebeu Pelo Menos 200 currículos, mas quase nenhuma oferta de empregos.

Quando surgiam, eram vagas para camareira de motel ou balconista. Três anos depois, o projeto já conseguiu empregar pelo menos 150 pessoas e hoje recebe oferta de empregos em escritórios de advocacia, grandes empresas de tecnologia e de varejo. Só este ano, cinco vagas já foram oferecidas.

— Desde 2015, passamos a integrar o fórum de grandes empresas que se comprometem a não discriminar as pessoas pela questão de gênero. Nos últimos dois anos, comecei a fazer palestras nestas companhias e a explicar as dificuldades de um pessoa transgênero. Se ainda não estamos no estágio ideal, pelo menos a discussão sobre a diversidade na sociedade já avançou e está chegando às empresas — diz Marcia Rocha, advogada e responsável pelo projeto.

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Atualmente no banco de dados do Transemprego há pelo menos 850 currículos e, todos os dias, chegam entre quatro e cinco novos. Pelo menos 40% dos candidatos têm curso superior. São advogados, engenheiros profissionais de tecnologia da informação. Marcia Rocha observa que mesmo empresas que não participam do fórum têm feito ofertas de empregos a trans. Já surgiram vagas em pequenos negócios, como lanchonetes procurando chapeiros, por exemplo.

— Muitas pessoas formadas, depois que se assumem trans, não conseguem emprego. Jovens que estão na faculdade também enfrentam a mesma barreira — observa Rocha, que também é trans.


Advogada Marcia Rocha – Divulgação / Agência O Globo

Marcia conta que as empresas, apesar do maior interesse, ainda enfrentam dificuldades internas para contratar funcionários trans. Entre as barreiras, há por exemplo, o preconceito dos colegas. Existem também questões práticas, como qual banheiro usar e por qual nome ela ou ele devem ser chamados. E existe também uma questão externa, que é a reação dos clientes a um funcionário trans que vai lidar com o público.

— O departamento de uma empresa me consultou que se poderia contratar a pessoa trans na cota de vagas de deficientes — conta Marcia, para mostrar o desconhecimento que ainda existe sobre a questão.

Ela explica que o funcionário deve ser chamado pelo nome do gênero que se identifica. E que, em muitos casos, se há clientes que não querem ser atendidos por funcionários trans, existem aqueles que dão a preferência a ele.

— Ainda é difícil, mas fico feliz em ver atualmente que um funcionário trans já está inserido no plano de carreira de uma multinacional no Brasil. No passado, muita gente acabava caindo na prostituição — conclui Marcia.

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