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Cortar juros não é caminho para crescimento, afirma presidente do Insper

Cortar juros não é caminho para crescimento, afirma presidente do Insper

Marcos Lisboa, presidente do Insper – Givaldo Barbosa / Agência O Globo

RIO – A redução da Taxa de Juros não será suficiente para fazer o país crescer, na avaliação do economista Marcos Lisboa, presidente do Insper. Para o especialista, há uma expectativa exagerada em relação ao afrouxamento da política monetária – uma tendência que ganha força entre analistas desde que a inflação começou a desacelerar, podendo encerrar 2016 abaixo do teto da meta estabelecida pelo governo.

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— Põe-se um peso demasiado em temas macroeconômicos, como juros e câmbio, que eles não têm na realidade. A capacidade de juros e câmbio influenciarem a economia é bastante baixa. Não são instrumentos de crescimento. A taxa de juros é um instrumento para ajustar a economia no curto prazo, para evitar pressões inflacionárias que, uma vez iniciada, são difíceis de trazer de volta — afirmou o economista, durante seminário na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.

A taxa básica de juros está em 13,75% ao ano. Segundo Lisboa, reduzir a Selic pode fazer a atividade crescer, mas não são suficientes para levar a um crescimento sustentável. O caminho para tirar o país da crise de forma sustentável, defende o economista, é investir na melhora do ambiente de negócios. As medidas anunciadas na semana passada pelo governo vão no caminho certo, mas não trarão benefícios no curto prazo.

— Pacote para agenda micro é uma contradição em termos. É um debate de ir aperfeiçoando o ambiente regulatório. Não tem um pacote que resolva. Imaginar que vai ter um conjunto qualquer de medidas que vai ter impacto imediato vai gerar apenas frustração — afirmou.

Para Fernando Holanda Barbosa, professor da FGV, a redução da taxa de juros é uma necessidade para fazer o Brasil crescer e garantir a retomada do emprego. Ele defende um corte de 3 pontos percentuais da Selic até junho, o que significaria redução de 1 ponto percentual, em média, a cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) daqui para frente:

— O Ilan (Goldfajn, presidente do Banco Central) em poucos meses ganhou credibilidade. Espero que ele não siga a tradição americana (de mexer nos juros com muita cautela). Estamos numa situação de uma crise terrível e que precisamos agir de maneira rápida. Estamos 13,75% e temos 300 pontos para detonar. Teríamos que detonar 300 pontos até junho. Precisamos fazer uma política antirrecessiva

De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, os analistas do mercado financeiro esperam que a taxa Selic encerre o ano em 10,5% ao ano, ou seja, 3,25 pontos percentuais abaixo da atual.

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