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Haiti: ONU pede resposta ‘robusta’ para enfrentar cenário pós-furacão Matthew

10-12-2016Jeremie

Citando os grandes impactos que a passagem do furacão Matthew causou ao Haiti, o conselheiro especial da ONU, David Nabarro, afirmou na terça-feira (18) que são imprescindíveis ações imediatas para responder as grandes necessidades, altas frustrações e liberar o acesso às áreas mais atingidas no país.

Segundo Nabarro, embora ainda haja muitas Pessoas sem alimentos, sem água e sem cuidados médicos, especialmente na parte sul ocidental da ilha caribenha, muitas ações já estão em curso, com muitas pessoas trabalhando duro e reajustando suas vidas em meio à tragédia.

“Civis estão ajudando a recolher os alimentos, tanto quanto eles podem, e fazendo todo o possível para ter cuidado com a água que bebem, pois sabem que as águas dos rios podem dar origem ao cólera”, disse Nabarro, que ao longo dos últimos dois meses tem ajudado no projeto de nova abordagem da ONU para combater a doença.

Nabarro também observou o trabalho positivo que está sendo feito por autoridades haitianas, prefeitos, funcionários encarregados de diferentes departamentos, bem como pelo Departamento de Proteção Civil em Porto Príncipe, capital do Haiti.

“Há realmente um grande desafio logístico, pois as estradas estão fortemente danificadas e há um limite para o que se pode fazer com helicópteros”, destacou.

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Ele lembrou que há pessoas bastante frustradas em muitas partes do país. “Qualquer pessoa que é afetada por este tipo de tragédia em massa fica frustrada. Elas também estão, em alguns casos, com medo de doenças e da fome. Há uma combinação de frustração e medo”, disse ele, acrescentando que, ao mesmo tempo, “obter alívio para um número tão grande de pessoas em tais circunstâncias é muito difícil”.

“Ao mesmo tempo em que nos deparamos com a enorme vontade de ajudar dos socorristas, vemos muita frustração por parte das pessoas comuns, pois elas não estão recebendo o que precisam”, acrescentou.

Em Les Cayes e Jérémie, duas áreas bastante afetadas pelo desastre, Nabarro contou que conversou com profissionais de saúde, pessoas em abrigos e civis que tentam obter alimentos e outras formas de assistência, e a mensagem básica é: “Por favor, ajudem-nos. Nós precisamos de comida e precisamos de ajuda de uma forma mais oportuna”.

De acordo com o conselheiro, a resposta deve ser realizada em meio à segurança e à comunicação adequada com o público, de modo a reduzir as ameaça de saques que estão tornando a distribuição “muito difícil”.

“O cólera está aqui. Ela persegue todo mundo. No entanto, a doença é tratável, com taxas sólidas de recuperação, desde que as pessoas cheguem aos centros de tratamento”, disse.

Fundo para sistema coordenado de resposta ao cólera no Haiti

A ONU lançou um novo fundo fiduciário para dar suporte a um sistema coordenado de resposta à epidemia de cólera no Haiti, bem como para fortalecer o estabelecimento dos sistemas de água, saneamento e de saúde no país.

O fundo será responsável por direcionar os recursos aportados pelos doadores às atividades de maior prioridade, com foco na intensificação da resposta de emergência para lidar com a transmissão do cólera, bem como garantir o acesso rápido a cuidados e tratamentos eficazes.

Paralelamente, os recursos também serão direcionados à construção de sistemas de água, saneamento e de saúde e a melhor prevenção em longo prazo contra o cólera e outras doenças transmitidas pela água.

Estados-membros, organismos regionais, organizações intergovernamentais, pessoas e empresas podem fazer doações ao fundo.

Em Nova York, o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, informou aos Estados-membros que a primeira etapa da nova abordagem das Nações Unidas de eliminação do cólera no Haiti envolve a escalada dos esforços de tratamento e eliminação da doença; e a segunda tem como objetivo desenvolver parâmetros para que os países deem assistência material aos haitianos mais afetados pela enfermidade após o surto de 2010.

Enquanto o financiamento precoce é urgentemente necessário para apoiar a implementação da nova abordagem, o fundo fiduciário apoiará igualmente outras intervenções, incluindo respondendo ao aumento do risco de cólera provocado pela devastação causada pelo furacão Matthew.

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pelo furacão.

A ONU estima que, devido à tempestade de categoria 4 que atingiu o país, pelo menos 1 mil pessoas morreram; pelo menos 438 ficaram feridas; 128 estão desaparecidas; há 1,4 milhão de civis em necessidade urgente; e pelo menos 750 mil vão precisar de assistência humanitária imediata nos próximos três meses.

Além disso, desde o surto de cólera no país em 2010, um número estimado de 780 mil pessoas foram afetadas e mais de 9 mil pessoas morreram.

Missão da ONU no Haiti trabalha com autoridades locais

Um alto funcionário da Missão das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) informou que um progresso significativo está sendo feito para limpar as estradas do país, a fim de facilitar a circulação da ajuda humanitária.

De acordo com o vice-representante da MINUSTAH, Mourad Wahba, devido aos esforços dos engenheiros da missão e das autoridades locais, as estradas foram limpas e agora há acesso a partir de Porto Príncipe, onde está o aeroporto do país e onde a maior parte da ajuda é descarregada.

Ele informou ainda que a MINUSTAH aumentou significativamente a sua capacidade de engenharia em Les Cayes e Jeremie, e também está fornecendo segurança para os comboios humanitários.

“Como é possível imaginar, as populações que estão em algumas rotas que não têm sido alcançadas estão com raiva; elas estão à procura de comida, e nós precisamos garantir que esse alívio chegue o quanto antes”, frisou.

Ele observou ainda que a missão está apoiando delegacias de polícia e distribuindo sistemas de purificação de água para limitar a propagação de doenças.

Além disso, Wahba disse que o OCHA está coordenando o trabalho de várias agências das Nações Unidas no país, e informou que as organizações não governamentais estão usando as cidades Le Cayes e Jeremie como as bases para chegar às áreas duramente atingidas.

OMS envia equipes de saúde ao Haiti para conter surto de doenças

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que está enviando equipes à ilha caribenha para responder à situação de saúde no país e impedir eventuais epidemias.

De acordo com um comunicado emitido pela OMS e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – a representação da OMS nas Américas –, especialistas em saúde, logística e desastres foram mobilizados para apoiar os esforços do governo contra o surto de cólera.

Segundo a agência de saúde da ONU, a maioria dos hospitais do Haiti sofreu grandes danos e pelo menos 100 unidades de saúde não estão mais funcionando.

ONU também apoia atingidos em Cuba

O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) está trabalhando com o governo cubano para fornecer alimentos para 180 mil pessoas em áreas mais atingidas no leste da ilha.

“Estimamos que vamos precisar de 4 milhões de dólares para ajudar 180 mil pessoas durante os próximos seis meses, e minha chamada agora é para a comunidade de doadores, para nos ajudar a mobilizar fundos para ajudar as pessoas mais vulneráveis afetadas pelo furacão em Cuba”, disse Laura Melo, representante do PMA em Cuba.

Laura acrescentou que a agência está trabalhando em estreita colaboração com as autoridades nacionais para fornecer ajuda.

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ONU Brasil



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