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Alto Comissário da ONU pede união contra “crimes de proporções históricas” na Síria

10-06-2016Aleppo-1
Escombros em Aleppo, na Síria. Foto: Tom Westcott/IRIN

Escombros em Aleppo, na Síria. Foto: Tom Westcott/IRIN

Crimes de proporções históricas. Assim o Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Zeid Ra´ad Al Hussein, classificou os bombardeios na cidade síria de Aleppo, ao pedir que os membros do Conselho de Direitos Humanos da ONU se unam para acabar com o derramamento de sangue.

“A antiga cidade de Aleppo, um lugar de beleza e civilização milenares, é hoje um abatedouro – um lugar macabro de dor e medo, onde corpos de crianças pequenas estão soterrados por entulho nas ruas e mulheres grávidas são deliberadamente alvo de bombardeios”, relatou o Alto Comissário a uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra. Os 47 integrantes do Conselho se preparam para adotar uma resolução sobre o assunto.

“A incapacidade coletiva da comunidade internacional em proteger os civis e deter o derramamento de sangue deve assombrar cada um de nós”, enfatizou o oficial, lembrando que os custos serão pagos pelas crianças e gerações futuras.

Ao classificar a guerra civil como “um conflito alimentado por cínicos interesses regionais e internacionais”, Hussein informou que mais de 300 mil pessoas já foram mortas e centenas de outras ficaram feridas ou traumatizados, além dos milhares de casos de rapto, execução sumária ou detenção arbitrária e do êxodo de mais da metade da população síria.

Ele lembrou que hospitais, escolas, mercados e reservatórios de água têm sido deliberada e repetidamente atacados e milhões de pessoas não estão recebendo ajuda humanitária. O escritório do Alto Comissário já documentou violações às leis humanitárias internacionais por todos os envolvidos no conflito em Aleppo e os ataques que mataram civis constituem crime de guerra. Hussein completou que estes ataques contra civis constituem ainda crime contra a humanidade.

Apesar do conflito da Síria ser responsabilidade do Conselho de Segurança, o Alto Comissário pediu que a Assembleia Geral também se posicione sobre o assunto. Ele pediu que os integrantes do Conselho de Direitos Humanos deixem de lado discordâncias políticas e se concentrem apenas no sofrimento dos homens, mulheres e crianças. “Nenhuma vantagem hipotética na arte do jogo global pode compensar esta dor e horror”, alertou.

Ele pediu que o Conselho de Segurança deixe as rivalidades de lado e haja em uníssono, em acordo com a segurança e paz internacional, lembrando que a influência deve ser usada para avançar numa solução política para o conflito. “O envio de armas e equipamentos aos envolvidos no conflito deve cessar”.

O Alto Comissário pediu urgência no relato da situação da Síria à Corte Criminal Internacional, dizendo que todas as partes no conflito “devem saber que serão consideradas responsáveis pelos crimes internacionais cometidos – todos, sem proteção seletiva ou discriminação”.

Ao pedir imediato, prolongado e abrangente cessar-fogo para permitir a chegada de ajuda humanitária ao país, Hussein pediu que o Conselho “fale com uma voz apenas” pela proteção dos civis no que ele classificou como a mais marcante crise humanitária da nossa era.

A sessão especial do Conselho foi chamada algumas horas depois que o Secretário-Geral Ban Ki-moon e o enviado especial Staffan de Mistura relataram na Assembleia Geral os “horrores cometidos no confronto na Síria” e pedirem aos estados-membro que “cooperem para o cumprimento da responsabilidade coletiva de proteger”.


ONU Brasil



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