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Revitalização de Campo Experimental do Rio Urubu, da Embrapa, é inaugurada no AM

Revitalização De Campo Experimental Do Rio Urubu, Da Embrapa, é Inaugurada No AM
Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa participou do ato

Com investimentos de R$ 3,1 milhões, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revitalizou a infraestrutura física do Campo Experimental do Rio Urubu (Ceru), situado em Rio Preto da Eva, no Amazonas, e dedicado às pesquisas com as culturas do dendê e do caiaué. A inauguração das obras aconteceu nesta quinta-feira, 20 de outubro, em solenidade que contou com a presença dos empregados da Embrapa Amazônia Ocidental, Unidade responsável pelo Campo, da Embrapa Produtos e Mercados, e do diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da instituição, Ladislau Martin Neto, além de parceiros externos. 

O conjunto de obras – que compreende um alojamento para os empregados, um prédio para a administração e um galpão de apoio – garante não só conforto e segurança à equipe, como também novo ânimo para o desenvolvimento dos trabalhos realizados no local. 

Conforme o diretor de P&D da Embrapa, Ladislau Martin Neto, o Campo Experimental do Rio Urubu tem gerado resultados relevantes ao longo de várias décadas de pesquisa, como a cultivar BRS Manicoré, um híbrido interespecífico entre o dendê e caiaué resistente ao principal problema que afeta a cultura, o Amarelecimento Fatal. 

“É um investimento de mais de R$ 3 milhões, que a Empresa pôde fazer, e dá uma condição diferenciada de trabalho, até mesmo de permanência de nossos trabalhadores, com as instalações muito adequadas. Dentro da nova sistemática de gestão tem o portfólio de palma de óleo como uma agenda importante, procurando antecipar etapas e ter uma agenda de futuro com sucesso, superando os entraves para produção, gerando novas condições tanto no melhoramento genético como também no controle de doenças e pragas, de forma a melhorar o desempenho e consolidar essa cadeia tão importante que é a da dendeicultura”, disse Ladislau. 

Durante a abertura do evento, o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Ocidental e pesquisador da área do dendê, Ricardo Lopes, destacou a importância estratégica do Ceru, não só pela conservação do germoplasma de dendê e caiaué, como pelas sementes produzidas e as pesquisas realizadas no local. “Sabemos que a dendeicultura tem um potencial enorme, que ainda vai contribuir muito para o desenvolvimento do País. Então, queremos estar preparados para contribuir com esse desenvolvimento. Já produzimos aqui mais de 14 milhões de sementes. Sementes que atenderam não só o mercado local, mas que foram exportadas para o Equador, para a Colômbia, para vários países. Então, a qualidade do material produzido pela nossa Empresa não é reconhecido apenas no Brasil, mas também no exterior”, disse. 

Segundo o chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Luiz Marcelo Brum Rossi, as obras entregues proporcionam segurança, conforto e comodidade aos empregados, garantindo assim a melhoria no desempenho das atividades técnicas e de apoio atribuídas às equipes do Ceru. “Sempre pensamos no bem-estar dos empregados e o caso do Ceru é específico, pois os trabalhadores daqui passam a semana inteira”, disse. As melhorias entregues, conforme Rossi, juntam-se à obra realizada para garantir energia elétrica ao Campo. “O Ceru, desde que foi fundado trabalhava basicamente com geradores e em 2013, com aporte de recurso da Embrapa de R$ 1 milhão, conseguimos construir 14 km de rede de alta tensão e trazer energia da concessionária até aqui dentro”, destacou. 

Descrição das obras

O alojamento possui 30 apartamentos, semelhantes aos de um hotel, com banheiro privativo e ar condicionado, onde os funcionários ficam acomodados com conforto e segurança. No local foi construído um centro de convivência, com copa, área para televisão e sanitários, além de uma quadra de vôlei. Os quartos contam, ainda, com armadores de rede, uma solicitação dos funcionários durante a fase de elaboração do projeto executivo, e há também a disponibilidade de uma rede wi-fi para acesso a internet – uma das conquistas mais comemoradas pelos empregados. 

O prédio da administração possui salas para a supervisão do Campo e para os técnicos, refeitório para 40 pessoas, cozinha, despensa, sanitários, sala com computadores para inclusão digital, sala para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes/ambulatório, almoxarifado e auditório para 50 pessoas, além de espaço para estacionamento de veículos. 

O galpão de apoio conta com 537 m² para abrigar veículos, máquinas e implementos agrícolas, além de um depósito para insumos agrícolas, com 335 m². “Para dar suporte a essas diversas obras foi necessário efetivar melhoria de algumas infraestruturas, como a construção de um novo reservatório de água, com 15 mil litros, rede de distribuição de água e rede de reaproveitamento de água da chuva do galpão, além da instalação de mais um gerador de energia”, explicou o engenheiro da Embrapa Amazônia Ocidental, Alessandro Kremer. 

Fortalecimento da pesquisa

No Brasil, a Embrapa foi pioneira nas pesquisas e conduz os trabalhos de conservação e melhoramento genético do dendezeiro (Elaeis guineensis), de origem africana, e também do caiaué (Elaeis oleifera), palma de origem americana. A partir do estudo e conhecimento dessas espécies, a Empresa tem desenvolvido tecnologias que garantem o bom desempenho dos cultivos da palmeira no campo, com alta produtividade, resistência a pragas e doenças e melhor qualidade do óleo, além da sustentabilidade dos plantios, diminuição do custo de produção e alternativas viáveis para a agricultura familiar. 

Graças ao apoio das pesquisas realizadas no Campo Experimental do Rio Urubu, o Brasil avançou no conhecimento da palma de óleo, e hoje já conta com sistemas de produção, tecnologias para produção de sementes e zoneamento agroecológico da cultura. Também já foram lançadas oito cultivares, sendo sete do tipo tenera e um híbrido a partir do cruzamento entre o dendezeiro e o caiaué, a BRS Manicoré.

Conforme o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amazônia Ocidental, Celso Paulo de Azevedo, as obras, além de recuperarem a estrutura física de mais de 30 anos do Ceru, representam qualidade de vida no ambiente de trabalho, melhoria das condições ambientais gerais, promoção da segurança e integração social. “Nossa expectativa é que as melhorias físicas realizadas tenham um reflexo no desenvolvimento das atividades de cada trabalhador  daquele Campo, partindo-se do princípio básico que as pessoas são mais produtivas  quando mais satisfeitas e envolvidas com o próprio trabalho”, destacou. 

Produção de sementes

De 1992 a 2015 o Ceru produziu e comercializou cerca de 13 milhões de sementes germinadas, o suficiente para o plantio de aproximadamente 75 mil hectares. As sementes produzidas, tanto de cultivares tenera como do híbrido interespecífico, têm qualidade reconhecida pelas empresas nacionais e de fora do país, já tendo sido exportadas para vários países, principalmente da América do Sul. “Sem a produção de sementes da Embrapa os produtores estariam totalmente dependentes de sementes importadas e sem o germoplasma mantido no Ceru não existiria produção de sementes de cultivares melhoradas no País”, explicou Lopes.

Obras entregues no valor contratado

A chefe-adjunta de Administração da Unidade, Nádima Campelo, ressaltou, como mais uma conquista, o fato de as obras terem sido concluídas sem nenhum aditivo de preço. “Entregamos a obra no valor contratado, fruto de corretos e adequados projetos básicos e executivos, e de ações de acompanhamento e fiscalização altamente técnicos e competentes, fatos que valorizam e dão eficiência aos recursos limitados que dispomos para investimento na infraestrutura física da Unidade”, pontuou. 

Qualidade de vida

O novo alojamento é obra que traduz bem o significado do termo qualidade de vida no trabalho. É o que assegura o assistente Luiz Arruda Dias. Mesmo depois de 26 anos de Ceru, ele diz ser possível ter vida nova no trabalho. “Tudo está melhor com essa obra. Se você dorme bem, se alimenta bem e tem um lugar agradável para viver, você realiza suas atividades com mais satisfação e com melhores resultados”, disse. 

Além de qualidade de vida no local de trabalho, as melhorias no Ceru também refletem diretamente nas relações familiares dos empregados. “Como passamos a semana aqui, é bom ter um lugar confortável para ficar, pois nossas famílias sabem que estamos bem. Assim trabalhamos tranquilos para dar uma condição melhor para eles”, completou Dias.

O assistente Sebastião Alves Pereira, há 29 anos no Ceru, concorda com seu colega, e acrescenta: “estamos recebendo da empresa esse alojamento confortável, onde você tem suas coisas, fica à vontade. Faz com que a gente se sinta feliz e assim a gente vai trabalhar bem, sem problema nenhum. Quando você recebe um presente desses, tem que agradecer, zelar e trabalhar feliz”, disse. 

O centro de convivência construído na parte central do alojamento é espaço importante para os colegas de trabalho. Segundo Sebastião Pereira, é no local onde os amigos se reúnem para assistir TV, jogar sinuca, ver o futebol e conversar. “Esse espaço que fica na parte central do alojamento é bom para nos reunirmos, para bater um papo e fortalece a nossa união”, disse. 

Outra conquista importante é o acesso a internet diretamente nos alojamentos, o que facilita a comunicação entre os empregados e familiares. “Agora está melhor para a gente falar com a família ou até para resolver um problema com a internet nos alojamentos”, explicou Dias. 

O supervisor do Ceru, Bruno Araújo Cruz, também comemorou a entrega das obras. “Nitidamente percebemos melhoria significativa da satisfação e da qualidade de vida dos funcionários. Eles se sentem valorizados, com esse investimento importante para melhor atendê-los. Um recurso como a internet no próprio alojamento pode parecer simples, mas isso muda a vida dos colegas, porque eles conseguem estar em contato com a família com mais facilidade. Essa obra vem em boa hora não só para fortalecer a estrutura do Ceru, mas também para nos unir ainda mais”, disse. 

Dendê

Nativo da África Ocidental, o dendezeiro foi introduzido na América no século XVI. Seu fruto produz dois tipos de óleo: o de dendê, extraído do mesocarpo (polpa) do fruto; e o de palmiste, extraído do endosperma (amêndoa). É a mais produtiva oleaginosa, superando a soja em até dez vezes em produção de óleo/área plantada. O cultivo com técnicas agronômicas para alta produtividade desta cultura no Brasil foi iniciado na década de 1960, no Pará. O Instituto Agronômico do Norte (IAN), hoje Embrapa Amazônia Oriental, realizou estudo de aptidão de materiais melhorados por meio de cooperação com o Institut de Recherches pour les Huiles et Oléagineux (IRHO), da França, atual Centre de Coopération Internationale en Rechecher Agronomique pour le Développement (Cirad). 

Histórico

No início da década de 1980, a fim de atender a demanda tecnológica que daria suporte ao Programa Nacional de Óleos Vegetais para Fins Energéticos (PROÓLEO), a Embrapa estabeleceu o Programa Nacional de Pesquisa do Dendê e transformou o Centro Nacional de Pesquisa de Seringueira, localizado em Manaus, em Centro Nacional de Pesquisa de Seringueira e Dendê, hoje Embrapa Amazônia Ocidental. Nessa Unidade foi criado, em 1982, o Campo Experimental do Rio Urubu (Ceru), em Rio Preto da Eva (AM), onde, por meio de cooperação com o IRHO, foi estabelecido o Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de dendê e caiaué, hoje um dos mais importantes do mundo, com intuito principal de atender à demanda nacional de sementes germinadas de dendê, a qual, até meados da década de 90, era totalmente dependente de fornecedores estrangeiros. Atualmente, a Embrapa é a única empresa brasileira detentora de matrizes com programa de melhoramento genético a produzir sementes comerciais germinadas de dendezeiro.

Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa participou do ato

Com investimentos de R$ 3,1 milhões, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revitalizou a infraestrutura física do Campo Experimental do Rio Urubu (Ceru), situado em Rio Preto da Eva, no Amazonas, e dedicado às pesquisas com as culturas do dendê e do caiaué. A inauguração das obras aconteceu nesta quinta-feira, 20 de outubro, em solenidade que contou com a presença dos empregados da Embrapa Amazônia Ocidental, Unidade responsável pelo Campo, da Embrapa Produtos e Mercados, e do diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da instituição, Ladislau Martin Neto, além de parceiros externos. 

O conjunto de obras – que compreende um alojamento para os empregados, um prédio para a administração e um galpão de apoio – garante não só conforto e segurança à equipe, como também novo ânimo para o desenvolvimento dos trabalhos realizados no local. 

Conforme o diretor de P&D da Embrapa, Ladislau Martin Neto, o Campo Experimental do Rio Urubu tem gerado resultados relevantes ao longo de várias décadas de pesquisa, como a cultivar BRS Manicoré, um híbrido interespecífico entre o dendê e caiaué resistente ao principal problema que afeta a cultura, o Amarelecimento Fatal. 

“É um investimento de mais de R$ 3 milhões, que a Empresa pôde fazer, e dá uma condição diferenciada de trabalho, até mesmo de permanência de nossos trabalhadores, com as instalações muito adequadas. Dentro da nova sistemática de gestão tem o portfólio de palma de óleo como uma agenda importante, procurando antecipar etapas e ter uma agenda de futuro com sucesso, superando os entraves para produção, gerando novas condições tanto no melhoramento genético como também no controle de doenças e pragas, de forma a melhorar o desempenho e consolidar essa cadeia tão importante que é a da dendeicultura”, disse Ladislau. 

Durante a abertura do evento, o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Ocidental e pesquisador da área do dendê, Ricardo Lopes, destacou a importância estratégica do Ceru, não só pela conservação do germoplasma de dendê e caiaué, como pelas sementes produzidas e as pesquisas realizadas no local. “Sabemos que a dendeicultura tem um potencial enorme, que ainda vai contribuir muito para o desenvolvimento do País. Então, queremos estar preparados para contribuir com esse desenvolvimento. Já produzimos aqui mais de 14 milhões de sementes. Sementes que atenderam não só o mercado local, mas que foram exportadas para o Equador, para a Colômbia, para vários países. Então, a qualidade do material produzido pela nossa Empresa não é reconhecido apenas no Brasil, mas também no exterior”, disse. 

Segundo o chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Luiz Marcelo Brum Rossi, as obras entregues proporcionam segurança, conforto e comodidade aos empregados, garantindo assim a melhoria no desempenho das atividades técnicas e de apoio atribuídas às equipes do Ceru. “Sempre pensamos no bem-estar dos empregados e o caso do Ceru é específico, pois os trabalhadores daqui passam a semana inteira”, disse. As melhorias entregues, conforme Rossi, juntam-se à obra realizada para garantir energia elétrica ao Campo. “O Ceru, desde que foi fundado trabalhava basicamente com geradores e em 2013, com aporte de recurso da Embrapa de R$ 1 milhão, conseguimos construir 14 km de rede de alta tensão e trazer energia da concessionária até aqui dentro”, destacou. 

Descrição das obras

O alojamento possui 30 apartamentos, semelhantes aos de um hotel, com banheiro privativo e ar condicionado, onde os funcionários ficam acomodados com conforto e segurança. No local foi construído um centro de convivência, com copa, área para televisão e sanitários, além de uma quadra de vôlei. Os quartos contam, ainda, com armadores de rede, uma solicitação dos funcionários durante a fase de elaboração do projeto executivo, e há também a disponibilidade de uma rede wi-fi para acesso a internet – uma das conquistas mais comemoradas pelos empregados. 

O prédio da administração possui salas para a supervisão do Campo e para os técnicos, refeitório para 40 pessoas, cozinha, despensa, sanitários, sala com computadores para inclusão digital, sala para Comissão Interna de Prevenção de Acidentes/ambulatório, almoxarifado e auditório para 50 pessoas, além de espaço para estacionamento de veículos. 

O galpão de apoio conta com 537 m² para abrigar veículos, máquinas e implementos agrícolas, além de um depósito para insumos agrícolas, com 335 m². “Para dar suporte a essas diversas obras foi necessário efetivar melhoria de algumas infraestruturas, como a construção de um novo reservatório de água, com 15 mil litros, rede de distribuição de água e rede de reaproveitamento de água da chuva do galpão, além da instalação de mais um gerador de energia”, explicou o engenheiro da Embrapa Amazônia Ocidental, Alessandro Kremer. 

Fortalecimento da pesquisa

No Brasil, a Embrapa foi pioneira nas pesquisas e conduz os trabalhos de conservação e melhoramento genético do dendezeiro (Elaeis guineensis), de origem africana, e também do caiaué (Elaeis oleifera), palma de origem americana. A partir do estudo e conhecimento dessas espécies, a Empresa tem desenvolvido tecnologias que garantem o bom desempenho dos cultivos da palmeira no campo, com alta produtividade, resistência a pragas e doenças e melhor qualidade do óleo, além da sustentabilidade dos plantios, diminuição do custo de produção e alternativas viáveis para a agricultura familiar. 

Graças ao apoio das pesquisas realizadas no Campo Experimental do Rio Urubu, o Brasil avançou no conhecimento da palma de óleo, e hoje já conta com sistemas de produção, tecnologias para produção de sementes e zoneamento agroecológico da cultura. Também já foram lançadas oito cultivares, sendo sete do tipo tenera e um híbrido a partir do cruzamento entre o dendezeiro e o caiaué, a BRS Manicoré.

Conforme o chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amazônia Ocidental, Celso Paulo de Azevedo, as obras, além de recuperarem a estrutura física de mais de 30 anos do Ceru, representam qualidade de vida no ambiente de trabalho, melhoria das condições ambientais gerais, promoção da segurança e integração social. “Nossa expectativa é que as melhorias físicas realizadas tenham um reflexo no desenvolvimento das atividades de cada trabalhador  daquele Campo, partindo-se do princípio básico que as pessoas são mais produtivas  quando mais satisfeitas e envolvidas com o próprio trabalho”, destacou. 

Produção de sementes

De 1992 a 2015 o Ceru produziu e comercializou cerca de 13 milhões de sementes germinadas, o suficiente para o plantio de aproximadamente 75 mil hectares. As sementes produzidas, tanto de cultivares tenera como do híbrido interespecífico, têm qualidade reconhecida pelas empresas nacionais e de fora do país, já tendo sido exportadas para vários países, principalmente da América do Sul. “Sem a produção de sementes da Embrapa os produtores estariam totalmente dependentes de sementes importadas e sem o germoplasma mantido no Ceru não existiria produção de sementes de cultivares melhoradas no País”, explicou Lopes.

Obras entregues no valor contratado

A chefe-adjunta de Administração da Unidade, Nádima Campelo, ressaltou, como mais uma conquista, o fato de as obras terem sido concluídas sem nenhum aditivo de preço. “Entregamos a obra no valor contratado, fruto de corretos e adequados projetos básicos e executivos, e de ações de acompanhamento e fiscalização altamente técnicos e competentes, fatos que valorizam e dão eficiência aos recursos limitados que dispomos para investimento na infraestrutura física da Unidade”, pontuou. 

Qualidade de vida

O novo alojamento é obra que traduz bem o significado do termo qualidade de vida no trabalho. É o que assegura o assistente Luiz Arruda Dias. Mesmo depois de 26 anos de Ceru, ele diz ser possível ter vida nova no trabalho. “Tudo está melhor com essa obra. Se você dorme bem, se alimenta bem e tem um lugar agradável para viver, você realiza suas atividades com mais satisfação e com melhores resultados”, disse. 

Além de qualidade de vida no local de trabalho, as melhorias no Ceru também refletem diretamente nas relações familiares dos empregados. “Como passamos a semana aqui, é bom ter um lugar confortável para ficar, pois nossas famílias sabem que estamos bem. Assim trabalhamos tranquilos para dar uma condição melhor para eles”, completou Dias.

O assistente Sebastião Alves Pereira, há 29 anos no Ceru, concorda com seu colega, e acrescenta: “estamos recebendo da empresa esse alojamento confortável, onde você tem suas coisas, fica à vontade. Faz com que a gente se sinta feliz e assim a gente vai trabalhar bem, sem problema nenhum. Quando você recebe um presente desses, tem que agradecer, zelar e trabalhar feliz”, disse. 

O centro de convivência construído na parte central do alojamento é espaço importante para os colegas de trabalho. Segundo Sebastião Pereira, é no local onde os amigos se reúnem para assistir TV, jogar sinuca, ver o futebol e conversar. “Esse espaço que fica na parte central do alojamento é bom para nos reunirmos, para bater um papo e fortalece a nossa união”, disse. 

Outra conquista importante é o acesso a internet diretamente nos alojamentos, o que facilita a comunicação entre os empregados e familiares. “Agora está melhor para a gente falar com a família ou até para resolver um problema com a internet nos alojamentos”, explicou Dias. 

O supervisor do Ceru, Bruno Araújo Cruz, também comemorou a entrega das obras. “Nitidamente percebemos melhoria significativa da satisfação e da qualidade de vida dos funcionários. Eles se sentem valorizados, com esse investimento importante para melhor atendê-los. Um recurso como a internet no próprio alojamento pode parecer simples, mas isso muda a vida dos colegas, porque eles conseguem estar em contato com a família com mais facilidade. Essa obra vem em boa hora não só para fortalecer a estrutura do Ceru, mas também para nos unir ainda mais”, disse. 

Dendê

Nativo da África Ocidental, o dendezeiro foi introduzido na América no século XVI. Seu fruto produz dois tipos de óleo: o de dendê, extraído do mesocarpo (polpa) do fruto; e o de palmiste, extraído do endosperma (amêndoa). É a mais produtiva oleaginosa, superando a soja em até dez vezes em produção de óleo/área plantada. O cultivo com técnicas agronômicas para alta produtividade desta cultura no Brasil foi iniciado na década de 1960, no Pará. O Instituto Agronômico do Norte (IAN), hoje Embrapa Amazônia Oriental, realizou estudo de aptidão de materiais melhorados por meio de cooperação com o Institut de Recherches pour les Huiles et Oléagineux (IRHO), da França, atual Centre de Coopération Internationale en Rechecher Agronomique pour le Développement (Cirad). 

Histórico

No início da década de 1980, a fim de atender a demanda tecnológica que daria suporte ao Programa Nacional de Óleos Vegetais para Fins Energéticos (PROÓLEO), a Embrapa estabeleceu o Programa Nacional de Pesquisa do Dendê e transformou o Centro Nacional de Pesquisa de Seringueira, localizado em Manaus, em Centro Nacional de Pesquisa de Seringueira e Dendê, hoje Embrapa Amazônia Ocidental. Nessa Unidade foi criado, em 1982, o Campo Experimental do Rio Urubu (Ceru), em Rio Preto da Eva (AM), onde, por meio de cooperação com o IRHO, foi estabelecido o Banco Ativo de Germoplasma (BAG) de dendê e caiaué, hoje um dos mais importantes do mundo, com intuito principal de atender à demanda nacional de sementes germinadas de dendê, a qual, até meados da década de 90, era totalmente dependente de fornecedores estrangeiros. Atualmente, a Embrapa é a única empresa brasileira detentora de matrizes com programa de melhoramento genético a produzir sementes comerciais germinadas de dendezeiro.

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