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Pesquisadora do Inpa mostra em Congresso de Biotecnologia obra inédita sobre pólen de plantas medicinais

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Notícias

O Atlas faz parte de um projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que foi desenvolvido para criação de um banco de pólen de plantas medicinais

 

Da redação da Ascom Inpa

 

São poucas as Plantas na Amazônia que têm um estudo adequado sobre a questão do poder medicinal”, disse a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), Ires Paula de Andrade Miranda, durante a apresentação da obra inédita “Atlas do Pólen de Plantas Medicinais”, na manhã desta quarta-feira (19), no Congresso de Biotecnologia Sustentável na Biodiversidade Amazônica, que acontece no Inpa.

 

 

De acordo com a pesquisadora, o pólen carrega vários elementos que são essenciais para a formação de produtos na famacopeia brasileira e internacional. Baseados nisto, os autores resolveram usar o pólen (elemento fecundante da plantas) para se ter a certeza nas identificações taxonômicas.

 

 

O Atlas faz parte de um projeto financiado Pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que foi desenvolvido para criação de um banco de pólen de plantas medicinais. O estudo fez o levantamento de 40 plantas nativas e exóticas conhecidas na medicina popular, como a alfavaca (Ocimum micranthum Willd), uma erva aromática bastante utilizada como analgésico, diurético, estimulante e antigripal, dentre outros usos. Utiliza-se toda a planta, principalmente, as folhas, sementes e essência.

 

 

De acordo com Miranda, sobre a questão de plantas medicinais, sabe-se que a China e a Índia detêm o maior poder de barganha econômico, em relação a esses fármacos. “Estamos tentando trazer esse aporte para que possamos incorporar na farmacologia local a identificação correta desses elementos”, explica.

 

O Atlas é uma obra composta por autores do Inpa: as pesquisadoras Ires Paula Miranda, Maria Lúcia Absy, Zilvanda Lourenço de Oliveira Melo e o pesquisador Edelcilio Marques Barbosa; e do Museu Paraense Emilio Goeldi, as pesquisadoras Léa Maria Medeiros Carreira e Flávia Cristina Araújo Barata. Também são autores da obra os técnicos do Inpa, Filomena Ferreira Santiago, José Benayon Bessa de Moura, Luiz de Souza Coelho e Ana Ermelinda Correa Velloso (bolsista de Iniciação Científica).

 

Especialistas de várias regiões do Brasil em diferentes áreas da ciência participam do Congresso, que iniciou na segunda-feira (17) e prossegue até na manhã desta quinta-feira (20), no Auditório do Bosque da Ciência. É uma parceria entre o Inpa, o Instituto Nanocell e a Sociedade Brasileira de Sinalização Celular (SBSC).

 

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Palestra no GEAA

 

Na opinião do professor de Ecologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o pesquisador Geraldo Wilson Fernandes, que palestrou no Congresso sobre “Biodiversidade além da floresta: o megadiverso cerrado”, o tema de biodiversidade é um tema relevante. “E não poderia ser diferente na Amazônia, detentora de uma grande parte da diversidade, não só do Brasil, mas também do planeta”, disse o professor.

 

 

Para o professor, este evento, que liga as áreas da biodiversidade e de ecologia à área de biotecnologia, foi capaz de trazer para a região amazônica cientistas de renome nacional e internacional e de diversas áreas do Brasil para debater temas importantes, como biotecnologia, biodiversidade, câncer e descobertas de novas drogas. “Estou extremamente feliz com a altíssima qualidade do evento e dos participantes”, disse.

 

 

Fernandes mostrará aos colegas da Amazônia, na manhã desta sexta-feira (21), na palestra do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA), os relatos mais recentes sobre o uso do ambiente savana, ou cerrado no Brasil. Durante a palestra, o professor traçará um histórico do uso e modificações da terra desde o início do descobrimento do Brasil até a atualidade, mostrando os impactos causados com as estratégias errôneas na implementação da agricultura e da pecuária e o grau de conservação desse ambiente.

 

 

Também serão mostrados os impactos ambientais nas savanas, que ocorrem na região amazônica. “Apesar do cerrado estar em grande parte na área central do Brasil, existem várias regiões savânicas dentro da Amazônia, como as campinas, em Humaitá, que vêm sendo desmatadas de forma brutal”, explica Fernandes.

 

 

O cerrado é o nome dado às savanas brasileiras caracterizadas por árvores baixas, arbustos espaçados e gramíneas. O cerrado cobre cerca de 197 milhões de hectares do território brasileiro sendo o segundo bioma mais produtivo do país. A maior parte dessa vegetação é encontrada no Centro-Oeste do Brasil.

 

 

 
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