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ONU condena ataque a comboio humanitário e armazém em Alepo, na Síria

10-03-2014UNESCO_Aleppo
Destruição na cidade de Aleppo, Síria. Foto: UNESCO.

Destruição na cidade de Alepo, Síria. Foto: UNESCO.

Autoridades das Nações Unidas condenaram o ataque desta segunda-feira (19) contra um comboio de Ajuda humanitária da ONU e da Federação Internacional da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (FICV) e contra um armazém da FICV e uma clínica de saúde em Urum al-Kubra, noroeste de Alepo, na Síria.

O ataque resultou na morte de 20 civis e um funcionário da FICV, além da destruição da carga de ajuda humanitária contendo medicamentos e comida.

Os ataques aconteceram após relatos de que o exército sírio anunciou o fim do cessar-fogo. O acordo começou no dia 12 de setembro, buscando reduzir a violência por sete dias consecutivos e a garantia de acesso à ajuda humanitária.

“Notificações sobre o comboio – que ajudaria aproximadamente 78 mil pessoas – foram enviadas a todos os envolvidos no conflito, e o comboio estava claramente marcado como humanitário. Não há explicações ou desculpas, nenhum motivo ou razão para entrar em guerra com os corajosos e altruístas trabalhadores humanitários tentando auxiliar pessoas que precisam desesperadamente de ajuda”, disse o chefe humanitário da ONU, Stephen O’Brien, em declaração enviada na segunda.

Caso este cruel bombardeio tenha sido um ataque deliberado à ajuda humanitária, será considerado um crime de guerra, disse o chefe humanitário da ONU

O’Brien, que ocupa o cargo de subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, condenou enfaticamente os ataques e afirmou estar “indignado e horrorizado com as notícias”. Ele enfatizou que leis internacionais humanitárias e de direitos humanos estabelecem responsabilidades básicas para as partes em confronto para garantir a proteção necessária a todas as organizações humanitárias, incluindo funcionários, instalações e outros recursos de ajuda humanitária.

“Caso este cruel bombardeio tenha sido um ataque deliberado à ajuda humanitária, será considerado um crime de guerra”, afirmou, exigindo uma investigação imediata, imparcial e independente do caso.

“Os autores deste ato devem saber que um dia serão responsabilizados por violações de leis internacionais humanitárias e de direitos humanos”, complementou.

O’Brien observou que apesar das perigosas e difíceis condições de operação, organizações de ajuda humanitária continuam empenhadas em seu trabalho de ajuda aos necessitados.

Ele reiterou o pedido pelo acesso incondicional, livre, rápido e contínuo às milhões de pessoas necessitadas, principalmente àquelas em locais de difícil acesso e sitiados na Síria. “Este horror precisa acabar agora, mais do que nunca”, ressaltou.

ONU suspende comboios humanitários

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, falou sobre o assunto durante a abertura do debate anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, ressaltando que a crise na Síria está “resultando em inúmeras mortes e gerando ampla instabilidade”.

“Bem quando achamos que não poderia ficar pior, a situação fica ainda mais perversa. O cruel, brutal e aparentemente deliberado ataque ao comboio da ONU e do Crescente Vermelho é o mais recente exemplo”, afirmou o chefe da ONU.

“Ataque cruel, brutal e aparentemente deliberado”, afirma chefe da ONU

“As Nações Unidas foram forçadas a suspender comboios humanitários como resultado deste atentado. Os trabalhadores humanitários foram heróis. Aqueles que os mataram foram covardes. A responsabilização por crimes como esse é essencial”, disse o secretário-geral.

O presidente da Assembleia Geral, Peter Thomson, lembrou que a crise na Síria continua trazendo um imenso sofrimento humano, tanto para as pessoas que permanecem em condições subumanas no país quanto para as que fugiram buscando refúgio. “O ataque deliberado à equipe humanitária é uma violação flagrante do direito internacional e é moralmente inaceitável”, afirmou.

A diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), Ertharin Cousin, disse estar “horrorizada” com o ataque. “Este atentado aos esforços humanitários na Síria não irá, no entanto, dissuadir o PMA de continuar agindo de forma a salvar vidas por todo o país”, disse Cousin.

Comissão independente da ONU pede responsabilização

Em um outro comunicado de imprensa, a Comissão Internacional Independente de Inquérito para a Síria também condenou fortemente os ataques.

“Este atentado vem em um momento crítico, em que a livre e rápida entrega de ajuda às áreas sitiadas foi acordada como uma parte essencial do cessar-fogo mediado entre os Estados Unidos e a Rússia. Em um momento em que as partes em guerra deveriam apoiar a entrega de apoio humanitário, o fornecimento foi deliberadamente impedido ou atacado”, afirmou a Comissão.

O presidente da Comissão, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, classificou o incidente como “particularmente cruel para as pessoas na Síria, quando a prioridade deveria ser na melhoria da situação humanitária dos civis em áreas sitiadas”.


ONU Brasil



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