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Troféu Castro Alves de Excelência literária premia “O Inferno é Verde”, o livro que parece um filme

A agência internacional de inteligência 3-i, formada por integrantes de diversos países, monta a megaoperação Green Hell para investigar o tráfico de drogas. No desenvolvimento da trama entre a Amazônia Colombiana e o Brasil, a investigação segue indícios sobre a existência de uma central de distribuição mundial de drogas no Sul do país. Moore, o Delegado do Conselho Executivo da 3-i, joga sua atenção à operação e ao representar a voz de consciência do enredo expõe um olhar crítico à corrupção brasileira.

Numa sincronicidade curiosa, a Curitiba da Lava Jato é o domicílio de Moore, durante a investigação da Operação Green Hell. Para o jornalista Rodrigo De Lorenzi, o livro força o leitor a sair do mero entretenimento para absorver a leitura, Cria-se ensejo para filosofar sobre a utilizada da tecnologia atual no enfrentamento aos crimes ou nas interações sociais, a Operação Lava Jato, a criação da Republica de Curitiba e ao juiz Sergio Moro, com seus admiradores e críticos.

R.D. Silveira, explica que a linha tênue entre ficção e realidade no texto se deu por um processo natural de quase escapismo do gênero e pelo ímpeto de despertar no leitor reflexões sobre questões contemporâneas vinculadas à realidade brasileira e mundial. “Pessoas me relatam que ao ler o livro como entretenimento, sentem-se compelidas a pensar e refletir sobre o país em que vivem. Outros leitores, ao internalizarem-se em personagens fictícios concebem-se em situações imagináveis que imitam a vida no cotidiano”.

“O Inferno é Verde” não é um livro de agências de inteligência ou forças policiais como a Agência Central de Inteligência (CIA), a Agência Nacional de Segurança (NSA), O Comitê de Segurança de Estado (KGB) ou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). No texto, a 3-i, sistema de inteligência aberto a uma comunidade internacional, faz um contraponto às nações que usam serviços secretos com interesses imperialistas. Nesse aspecto, responde de certo modo às práticas de espionagem a vidas privadas e à soberania de nações. As denúncias de Edward Snowden, ex-espião da CIA e da NSA, impulsionam a que a narrativa dê realce a uma perspectiva universalista de respeito à diversidade econômica e cultural.

Entre os personagens, Nolan é o herói, disfarçado de repórter, que é feito refém na Amazônia, por uma guerrilha dissidente das FARC. Na selva e fora dela, em meio a prisioneiros, guerrilheiros e traficantes, Amaru, a índia e Ester Miranda a agente, despertam sentimentos fortes no protagonista principal. Outro personagem de destaque é Blanco, o traficante a ser caçado pela 3-i.

Na visão do jornalista De Lorenzi “O Inferno é Verde” é uma das obras mais interessantes do ano sem deixar desejar aos grandes best-sellers e também por mostrar-se “facilmente transportável à tela do cinema ou da TV”. Sobre esta perspectiva, Silveira se declara um apreciador da sétima arte. “Já aos nove anos, sozinho, eu frequentava salas de projeção de filmes, as vezes dois no mesmo dia. Imagino ter em determinados momentos, concebido a narrativa dos personagens como roteiro cinematográfico, mas o que fica na minha opinião é a atmosfera cinematográfica da trama. Nolan tem habilidades que se encaixam em protagonistas de filmes conhecidos entre eles, Jason Bourney (Supremacia Bourney), Bryan Mills (Busca implacável), e Robert McCall (O Protetor).

O autor fala ainda numa espécie de Déja vu. “Quando eu escrevia sobre a selva e os animais, minha imaginação, me levava aos tempos de garoto em que lia os livros de Edgar Rice Burroughs. Eu me encantava de seguir o relato textual sob o ponto de vista de animais. No Inferno é Verde, animais como Bujo a coruja, Cascabel, a cobra, Tigre a onça, ou Anta Gorda o quati amigo de Nolan, tem a sua própria narrativa algumas vezes com características humanas”.

Guerrilheiros desmontando barracas, cães histéricos, porcos e galinhas em pânico, Eureca berrando, prisioneiros puxados em cordas, fila indiana, camisa de força. Anta Gorda correu a Nolan, Lucas o segurou. Retido, o animalzinho pregou a vista no agente, “amigão, tá me deixando?”

R. D. Silveira vai receber o troféu Castro Alves 2018, Excelência Literária de Minas Gerais. Castro Alves é o patrono do prêmio instituído para homenagear grandes escritores nacionais de nossos dias, uma deferência aos que desbravam e percorrem os caminhos das letras. A premiação ao autor de “O Inferno é Verde” é um reconhecimento à obra e à contribuição para a literatura brasileira. O evento que também entregará os troféus Cecilia Meireles, Pedro Aleixo, Carlos Chagas, Guimarães Rosa e Mario Quintana, acontece no próximo dia 5 de maio as 23 horas no salão nobre do Real Campestre Clube de Itabira.

O Inferno é Verde é uma publicação da Editora Garcia!

Website: http://www.institutoibh.com.br/

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