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Especialistas do Colégio Salesiano falam sobre a importância do letramento e alfabetização na Educação Infantil

O letramento começa muito antes de a criança pegar um lápis ou conhecer as letras e as formas de escrever. A partir das vivências cotidianas com a família e com a sociedade, os pequenos participam de tal prática de maneira intensa em diversas situações, como no contato com materiais escritos em lugares diversos e de variadas formas. O Ensino Infantil também é espaço propício para esse trabalho, em que todo conhecimento adquirido será contextualizado e compreendido segundo a função que ocupa na sociedade.

Ao longo dos séculos, desde o Brasil Colônia, enfrentamos o problema de alfabetizar, de ensinar as pessoas a ler e escrever. Pessoas se alfabetizam, aprendem a ler e a escrever, mas não necessariamente incorporam a prática da leitura e da escrita. Não adquirem competência para envolver-se com as práticas sociais de escrita: não leem livros, jornais, revistas; não sabem redigir um ofício, um requerimento, uma declaração; sentem dificuldade em encontrar informações numa conta de luz, num contrato, etc.Durante a Educação Infantil, quando o professor ensina o nome para os alunos já está ajudando o aluno a comparar e relacionar o seu nome com os dos outros colegas. O incentivo para conhecer o mundo letrado deve ser apresentado nessa fase por meio de leituras para que, mais adiante, na sua vida escolar, as crianças sejam capazes de estabelecer relações, assumir uma posição crítica e confrontar ideias. O ambiente da Educação Infantil deve estimular na criança o desejo de querer aprender a ler e a escrever.

Para Angélica Biazioli, coordenadora pedagógica do Liceu Coração de Jesus, o letramento tem grande influência desde a primeira infância. “Posso afirmar que as crianças que convivem e têm acesso ao mundo letrado, desenvolvem-se muito quanto a questões de linguagem, pensamento lógico e crítico, pois desde cedo aprendem a ler esse cenário. Notamos isso quando um aluno faz uma ‘pseudoleitura’ dos livros, isto é, quando conta a história do livro lendo somente as imagens e imitando a leitura”, destaca a pedagoga responsável pela Educação Infantil e Ensino Fundamental I nessa escola da Rede Salesiana.

Curva de aprendizagem e fatores socioculturais

Aprender a linguagem oral e escrita é de fundamental importância para as crianças ampliarem suas possibilidades de viver em sociedade. “As crianças têm a necessidade de estar próximas às pessoas, interagindo e aprendendo com elas, proporcionando segurança para se expressar e descobertas de diferentes gêneros culturais”, diz Angélica. Os professores, mestres e educadores da Rede Salesiana são unânimes com relação à tríade essencial para que as crianças consigam ter um aproveitamento social e intelectual mais próximo do máximo. Muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento obtido de maneira informal, absorvido no cotidiano, deixando assim o aprendizado baseado na contextualização e não mais um aprendizado automático e repetitivo. “O sucesso escolar do educando vai acontecer quando tivermos em sintonia três pontos: a escola, a família e o aluno. Cada um dando conta do que compete a si”, afirma a coordenadora pedagógica Gislene Naxara, do Colégio Salesiano Santa Teresinha, na Zona Norte de São Paulo.

Com mais de 30 anos de atuação na área de educação, ela reforça ainda que a falta de momentos de convívio diário com o filho também pode interferir no desempenho escolar. “Essa relação deve ser mais do que uma simples refeição diária. Se estão próximos, mas cada um em seu celular, não adianta. A questão é a presença efetiva. As pessoas delegam muito a terceiros, mas na verdade a educação é responsabilidade de pai e mãe. A escola trabalha a escolarização, a família a educação, e isso só acontece com a presença”, diz a também especialista em Educação Infantil e 1° ano.

A coordenadora pedagógica percebeu que alguns pais costumam ser muito rígidos com os filhos em relação ao ensino. Gislene acredita que eles deveriam optar por explicar para os estudantes os reflexos de seu aproveitamento escolar. “A exigência deve acontecer no sentido de elas trazerem o seu melhor, terem dedicação e se sentirem motivadas. Temos que mostrar a responsabilidade de cada um em fazer o seu melhor, desvinculando da nota e deixando que seja uma consequência. Se o aluno se dedica, o resultado é bom. Se não foi satisfatório, é necessário ver o porquê. A nota é um resultado que serve também para avaliação, temos que refletir sobre ela, independentemente de qual seja”, finaliza.

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