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Dicas Fantasy Premier League 16/ 17 - Os Médios

Depois dos guarda-redes e dos defesas, chegam os fantasistas, os criadores de oportunidades, os assistentes, homens do último passe, do cruzamento milimétrico. A maioria dos dribladores estão aqui, e é em muitos destes craques que a bola é colocada ao minuto 90 quando está 1-1 e a equipa sabe que tem que ganhar.
    No Fantasy da Premier League, ter um bom meio-campo é o princípio de tudo. Encontrar um quinteto equilibrado - que, chegando a 2017, poderá já estar transformado num "senhor" quinteto com a valorização do plantel e variações nos preços dos jogadores - é uma grande ajuda para ter uma boa época. Quanto mais imprevisível (teremos um novo Mahrez este ano?) e inconstante (se os jogadores que renderem mais de início continuarem sempre a ser os com maior rendimento, torna-se um Fantasy mais fácil de alcançar uma boa pontuação, mas difícil de subir na classificação), melhor, pelo desafio. Para se perceber a importância dos médios basta, como sempre à Moneyball, consultar os números e perceber quantos jogadores por sector atingiram na última época pontuações iguais ou superiores a 150 pontos: nos Guarda-Redes, só (2) Cech e Gomes; nos defesas (5) Bellerín, Alderweireld, Koscielny, Monreal e Fuchs; 7 avançados - Vardy, Kane, Lukaku, Agüero, Ighalo, Deeney e Giroud. Ou seja, no conjunto destes três sectores, 14 jogadores, tantos como o nº de médios que também o conseguiram - Mahrez, Özil, Eriksen, Ayew, Payet, Wijnaldum, Sánchez, Alli, Arnautovic, Mané, Barkley, Sigurdsson, Tadic e Firmino. E isto num ano com Hazard e Fàbregas num nível fraco, Coutinho irregular e De Bruyne a falhar parte da época por lesão.
    O ideal é o costume: ter jogadores que assumam a equipa, e que se destaquem na derradeira fase de construção, seja na forma de golos ou assistências. Para os novatos, é importante perceber-se que o rendimento do colectivo pouco influi na pontuação individual dos médios (ganhar 1 ponto com clean sheet é quase irrelevante), pelo que ter um jogador como N'Golo Kanté por exemplo, embora possa arrecadar alguns Bónus num jogo ou outro, não faz sentido quando se pode ter um Jordon Ibe, Feghouli ou Matt Phillips quase pelo mesmo preço. Compreender as dinâmicas das equipas, verificáveis através de padrões estatísticos, é determinante para saber em quem apostar. E podem ter uma equipa em profundo declínio, mas com 1 jogador a destacar-se, remando contra a maré (ex: Charlie Adam com 192 pts em 2010/ 11 pelo Blackpool; ou mais recentemente Charlie Austin com 176 ao serviço do QPR).
    Vamos lá então analisar os médios de 2016/ 17.


  • Kevin De Bruyne (10.5, Man City), Eden Hazard (10.0, Chelsea), Alexis Sánchez (11.0, Arsenal), Henrikh Mkhitaryan (9.5, Man Utd), Riyad Mahrez (9.5, Leicester), Dimitri Payet (9.5, West Ham) - A qualidade paga-se cara, indiscutivelmente. Qualquer um destes 6 jogadores tem tudo para passar a marca dos 170 pontos caso rendam o esperado, e todos eles têm nas suas equipas uma importância gigante, e plena confiança dos restantes companheiros neles. Com Guardiola, o mais natural é Kevin De Bruyne tornar-se... um monstro. O belga é um daqueles jogadores que faz quase tudo bem, decidindo em prol da equipa (em entrevistas ao canal do City já confessou dar-lhe mais satisfação uma assistência do que um golo) e o carrossel de Guardiola acabará por explorar o melhor de KDB, colocando-o perto do golo e em zonas de último passe, a chamada zona 14 na qual também veremos David Silva, provavelmente vindo de terrenos mais recuados esta temporada. Depois, e sendo 0.5 mais barato, Hazard vai voltar! Acabou bem a época passada, fez um grande Euro-2016 e Conte deve fazer dele um jogador com mais golo, podendo jogar no apoio ao avançado. Podemos ignorar os 104 pts de 2015/ 16, época terrível para qualquer blue, afinal antes a sequência de 3 épocas (190, 202 e 233) foi suficientemente demonstrativa.
        Avaliado em 11.0, o chileno Alexis Sánchez é o médio mais caro do jogo. E faz sentido. Com 16 e 13 golos nas duas últimas épocas, é difícil encontrar um "médio" com tão boa relação com as balizas contrárias. Em relação a Mahrez (até ver, continua no Leicester) e Payet, espera-se magia, classe e as diabruras do costume. Não esperamos que o argelino consiga números tão altos (240) como na época passada, mas tanto ele como Payet são as figuras criativas em duas equipas fortes e incisivas na hora de atacar.
        Por fim, o arménio Mkhitaryan. Aos 27 anos o novo reforço do Manchester United está no ponto, deve-se tornar a principal figura em termos criativos do United (mesmo havendo Martial e Pogba) e o estilo de jogo dele grita Fantasy por todos os lados. Na última temporada, foram 23 golos e 32 assistências no total das competições. Chega para percebermos o que pode fazer.
  • Mesut Özil (9.5, Arsenal), Roberto Firmino (8.5, Liverpool), Phillipe Coutinho (8.0, Liverpool), Sadio Mané (9.0, Liverpool), Dele Alli (8.5, Tottenham), Christian Eriksen (8.5, Tottenham), André Ayew (7.5, West Ham), Cesc Fábregas (7.5, Chelsea), Ross Barkley (7.5, Everton), Dusan Tadic (7.5, Southampton), Gylfi Sigurdsson (7.5, Swansea), Paul Pogba (8.5, Man Utd) - Num segundo nível, embora praticamente todos estes jogadores tenham capacidade para fazer épocas tão boas como os 6 destacados acima, comecemos por Özil. O criativo alemão vem de 200 pts certos (19 assistências!), e não há-de perder o carácter decisor e a frieza na hora de isolar os colegas de equipa. Resta saber se teremos o Özil da 1.ª metade da época, com números incríveis, ou o da segunda, bastante abaixo. E a chegada de um ponta-de-lança de qualidade só ajudava a colocarmos Özil noutro nível.
        Depois, a missão do talentoso Mr. Klopp. Roberto Firmino, Coutinho e o reforço Sadio Mané prometem ser os 3 elementos com utilização mais regular no Liverpool, equipa que ainda tem craques como Lallana, Wijnaldum, Henderson ou Milner, todos eles bons partidos no Fantasy numa época ou noutra. Se há treinadores que nos poderão dar azia de Fantasy parecem ser Guardiola (por isso mesmo o melhor é esperar para ver a abordagem e sistema do espanhol, partindo KDB e Aguero ainda assim como intocáveis seus) e o recém-promovido Karanka, mas Klopp deve rodar bastante, tendo em conta o luxo que tem nas mãos e a ausência de competições europeias. Entre spurs, esperamos a continuação do crescimento de Alli, e Eriksen ao seu nível; se Ayew fez 171 pts no Swansea, esperamos o melhor dele no West Ham, onde pode actuar no apoio ao avançado ou como referência móvel; enquanto que no Chelsea, Fàbregas pode recuperar a influência de 2014/ 15, embora tenhamos curiosidade para ver o que dá Oscar.
        Koeman deve querer espremer tudo o que puder de Barkley, Tadic está no momento certo para explodir no Fantasy e ser uma das figuras do Southampton, e Sigurdsson é Sigurdsson, e só sai beneficiado ao ter Llorente e Borja como antigamente tinha Bony para servir.
        Um menino chamado Paul Pogba, jogador mais caro da História do futebol, custa 8.5. Acaba por ser um diferencial porque Mkhitaryan custa apenas 1.0 mais e parece ser, no Fantasy, uma escolha melhor. Na última Serie A, 8 golos e 12 assistências.


  • David Silva (9.0, Man City), Leroy Sané (8.0, Man City), Sofiane Feghouli (5.5, West Ham), Jordon Ibe (5.5, Bournemouth), Yannick Bolasie (6.0, Crystal Palace), Gerard Deulofeu (6.5, Everton), Andros Townsend (6.5, Crystal Palace), Viktor Fischer (5.5, Middlesbrough), Nathan Redmond (6.0, Southampton), Matt Phillips (5.5, WBA), Wahbi Khazri (6.5, Sunderland) - Porquê só agora David Silva? Explicamo-nos já. Aguardamos pacientemente as ideias de Guardiola, sendo inclusive o City a única equipa em relação à qual temos algumas dúvidas (Pep é um bom louco, e não teme adaptar e arriscar o que nunca ninguém pensou), mas parece-nos lógico, de acordo com o ADN das equipas de Guardiola, um recuo de David Silva para pegar no jogo e na equipa mais atrás. Claro que é preciso pensar que nas últimas 5 épocas passou sempre as 10 assistências, e chegou a ter pontuações finais de 191 e 184, mas a maturidade, qualidade de passe, gestão do ritmo de jogo e capacidade de proteger/ esconder a bola podem levá-lo a jogar mais atrás, diminuindo o seu potencial de Fantasy.
        Também no City, esperamos que Leroy Sané (a médio-prazo uma escolha incrível de Fantasy) tenha bons períodos, mas é impensável arrancar com ele, havendo De Bruyne, Nolito, Sterling, Iheanacho, etc. O que nos leva finalmente aos médios mais baratos, começando por Feghouli. O argelino é uma das "pechinchas" deste ano, avaliado em 5.5. Tem o contra que por exemplo Mahrez e Ayew também têm (CAN, que pode fazer o West Ham cair em Janeiro), mas deve arrancar da melhor maneira. A chegada de Ayew pode ter-lhe tirado minutos, pela gestão que Bilic fará dos seus craques, e não referimos aqui Antonio acreditando que actuará a lateral-direito (velha regra do Fantasy: apostar em jogadores que estejam a actuar mais à frente do que a posição que o Fantasy lhes atribuiu, e não o inverso).
        De resto, acreditamos que Ibe pode soltar todo o seu futebol ao serviço do Bournemouth, no qual também esperamos bastante de Gradel; Bolasie é boa opção no Crystal Palace, mas será melhor se for oficializado no Everton; Deulofeu parece ser uma aposta séria de Koeman, embora uma eventual chegada de Bolasie possa diminuir o seu appeal, até porque o congolês é 0.5 mais barato; indiscutível no Palace está Townsend, que se conseguir ser consistente pode ser mesmo muito interessante.
        Entre os médios do Middlesbrough - Karanka não deve abdicar de Clayton e de Roon/ Leadbitter, que são o tipo de médios trabalhadores que não interessam tanto no Fantasy, mas deve rodar as vagas criativas entre Adomah, Downing, Ramírez e Fischer, havendo mais ou menos lugares consoante entregue o ataque a Negredo + Rhodes ou apenas a um deles -, há qualquer coisa em Viktor Fischer que nos leva a acreditar que pode ter um impacto semelhante ao do compatriota Eriksen na Premier. Nathan Redmond tem muito para crescer e render sob o comando de Puel, Matt Phillips é um diferencial numa equipa pouco entusiasmante, que viverá e muito da sua chama; e, por fim, Khazri parece prometedor num Sunderland que deve jogar melhor com Moyes, embora acreditemos que ainda cheguem reforços interessantes para o meio-campo dos black cats.
        Os extremos do Stoke nunca são incrivelmente fiáveis, e há muitos diferenciais de qualidade que importa monitorizar.



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