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Prémios BPF Premier League 2016/ 17

O retomar da normalidade. Depois de uma temporada que pareceu escrita por Walt Disney, com o Leicester City a sagrar-se o mais improvável dos campeões num conto de fadas que o Futebol nunca esquecerá, a época de 2016-17 ficou marcada pela forma como os grandes emblemas ingleses voltaram a instalar-se no topo da classificação, sem margem para (grandes) surpresas.
    Numa Liga que, não tendo as equipas mais fortes do planeta (Real, Barcelona, Bayern, Juventus), tem o maior nº de equipas fortes, já se sabe o que a casa gasta - a Premier League é sinónimo de incrível competitividade, nenhuma equipa pode relaxar, e entre os 6 candidatos ao título (Chelsea, Tottenham, City, Liverpool, Arsenal e United) já de antemão sabíamos que 2 falhariam os seus objectivos. O que até nem se veio a verificar, com a vitória do Manchester United na Liga Europa.
    Num campeonato riquíssimo em treinadores - Guardiola, Conte, Pochettino, Klopp, Mourinho, Wenger, Koeman, etc. - o Jogador do Ano de 2016-17 foi o único atleta em Inglaterra que voltou a ser campeão. Como poderão ver abaixo, as épocas sensacionais de Chelsea e Tottenham têm um peso significativo nas nossas escolhas para o 11 do Ano, com três intrusos (guarda-redes, um dos extremos e um dos avançados). Comparativamente com a temporada passada, apenas dois repetentes, e só um ao serviço do clube que já representava.
    2016-17 fica na História graças a um Chelsea equilibrado e muitíssimo bem orientado, a um Tottenham que voltou a brindar os adeptos com um futebol fantástico, um Liverpool talhado para os jogos grandes, e um Manchester City que terá levado Guardiola a aprender bastante. West Brom, Bournemouth ou Burnley surpreenderam pela positiva, Manchester United, Leicester e West Ham pela negativa. Mas este momento é dos jogadores e por isso é chegada a altura de indicarmos as nossas preferências: o nosso 11 do Ano, o Jogador do Ano e Jovem Jogador do Ano, o Treinador do Ano e algumas categorias complementares.
    Bora lá.


Guarda-Redes: É certo que a imprensa e a generalidade dos comentadores britânicos dividiram as suas opiniões entre De Gea e Courtois na hora de escolher o guarda-redes para o 11 do Ano, mas para nós não houve guardião mais preponderante no percurso da sua equipa do que Tom Heaton, o capitão do Burnley. O guarda-redes com maior nº de defesas nesta edição foi peça fundamental para que a equipa de Sean Dyche sobrevivesse no primeiro escalão, sendo difícil esquecer a sua monumental exibição em Old Trafford. Aos 31 anos, Heaton não é - em termos qualitativos - o Melhor guarda-redes em Inglaterra, mas foi o melhor e o mais determinante ao longo de 2016-17. Dez jogos sem golos sofridos no Burnley não é para qualquer um.
    David De Gea, não tendo sido tão "extraterrestre" como nas últimas duas épocas, é em termos de qualidade o melhor em terras de Sua Majestade (faz todo o sentido colocá-lo actualmente no patamar de nomes como Neuer, Buffon e Oblak) e veremos se na próxima temporada continua em Old Trafford ou viaja finalmente para Madrid.
    Courtois e Lloris lutaram até à última jornada pelas luvas de ouro (sinónimo de maior nº de jogos sem sofrer golos), vencendo o belga, e para tal muito contribuiu não só o talento individual de ambos mas também a suprema qualidade dos defesas à sua frente. Por fim, não foi de certeza por Jordan Pickford que o Sunderland desceu - o jovem guarda-redes inglês transcendeu-se em diversas ocasiões, fazendo os possíveis e os impossíveis pelos black cats, e não faltarão clubes da Premier interessados em garanti-lo. Destaque também para a boa época de Ben Foster, e para uma desilusão chamada Claudio Bravo.


Lateral Direito: Membro da defesa menos batida em prova (26 golos), Kyle Walker - uma autêntica locomotiva que nos parece que poderá ser o único jogador-chave que Pochettino deixará sair no Verão - merece vencer nesta categoria. Depois de no ano anterior ter perdido apenas para Bellerín (grande quebra, talvez com a cabeça noutras paragens), Walker subiu o nível, somou 6 assistências e quer a jogar como lateral no mais tradicional 4-2-3-1, quer a actuar como ala num 3-4-2-1, esteve quase sempre imparável. Na recta final, Trippier roubou-lhe a titularidade em alguns jogos, mas esse decréscimo não chegou para que fosse apanhado por nenhum outro lateral-direito, sobretudo porque o principal concorrente - Seamus Coleman - contraiu uma lesão grave (perna partida ao serviço da Irlanda) quando atravessava um momento fantástico.
    Antonio Valencia foi um dos elementos mais consistentes e da maior confiança para José Mourinho, Victor Moses sofreu uma brutal metamorfose nas mãos de Antonio Conte, evoluindo numa posição que parece feita para ele, e Craig Dawson juntou 4 golos ao facto de ter sido o segundo melhor defesa do WBA, depois do veterano McAuley.


Defesa Central (Lado Dto.): Invisível, silencioso, pouco exuberante. Azpilicueta não faz os desarmes heróicos de David Luiz, não arrasa nas alturas e marca golos decisivos como Cahill, nem se aventura pelo corredor como Alonso. Mas, fiável em todas as suas acções, faz tudo aquilo que lhe compete: defende, provavelmente com uma regularidade, inteligência e sentido posicional como nenhum outro defesa dos blues. Titular em todos os minutos desta Premier League, Azpilicueta é um sonho para Conte (pode jogar em todo o lado da defesa) e também graças a ele o título é, hoje, uma realidade.
    O nosso esquema de 4-4-2 e o facto do Chelsea ter actuado a maior parte da temporada com 3 centrais obriga-nos a incluir dois na mesma posição, e Cahill - herdou a braçadeira de John Terry - foi sinónimo de consistência e de golos (6), fazendo valer a sua alma guerreira. Alderweireld continuou a dar autênticas lições de como defender, brilhando sobretudo quando os spurs assumiram uma defesa a três, e o holandês Virgil van Dijk (claramente um dos melhores centrais fora das grandes equipas da Europa) só durou até à jornada 22, mas estava a ser um dos melhores em prova.
    A fechar este Top-5, Michael Keane. O defesa formado no Manchester United formou uma excelente dupla como Ben Mee, e apostamos que na próxima época vai estar a representar uma equipa de outro patamar.


Defesa Central (Lado Esq.): Quem diria... Muitos torceram o nariz quando o Chelsea decidiu fazer regressar David Luiz, pagando 35 Milhões pelo central que outrora pertenceu aos quadros do Benfica. Depois de perder alguma cotação no PSG e ao serviço da Canarinha, o central com cabelo de esfregona revelou-se um autêntico esteio da defesa dos campeões, assumindo-se como o patrão de serviço. Na função de líbero, David Luiz inibiu as suas correrias desenfreadas e, contido mas monstruoso, mostrou a todos nós quão bom é a defender.
    Dizer que Jan Vertonghen foi o melhor central dos spurs, quando ao lado teve Alderweireld, diz bastante do nível soberbo do belga; McAuley mostrou aos 37 anos que velhos são os trapos; Koscielny iniciou a época em força mas foi perdendo algum fulgor, e Ben Gibson (central do relegado Middlesbrough) foi uma agradável surpresa, e deve ter feito o suficiente para que algum clube "sobrevivente" o resgate.


Lateral Esquerdo: A 24 de Setembro de 2016, o Arsenal estava a ganhar 3-0 ao Chelsea quando Conte decidiu aos 55 minutos lançar Marcos Alonso (até aí sem qualquer minuto) na equipa. E o resto é História: sem que esse jogo já pudesse ser salvo, a alteração táctica que Alonso trouxe consigo deu forma ao Chelsea que venceu depois 13 jogos consecutivos (!), não sofrendo qualquer golo em dez dessas partidas. Perfeito para actuar a ala esquerdo no esquema de Conte, Marcos Alonso terminou a época com 6 golos e 5 assistências, e soube gozar da liberdade para atacar, e cumprir a responsabilidade de defender.
    Danny Rose apresentou-se em grande forma durante 2/3 do campeonato, até se lesionar; Bertrand voltou a mostrar que é um dos melhores na sua posição na Premier League, e Charlie Daniels foi um dos principais obreiros de mais uma época sensacional do Bournemouth. Baines e Brunt estiveram bem, mas entregámos a nossa última vaga ao escocês Andrew Robertson, um lateral que disparou com Marco Silva, e que só descerá ao Championship com o Hull se muitos clubes estiverem cegos.


Médio Centro: Cá está ele, o Jogador do Ano da Barclays Premier League 2016-17 e um dos 2 únicos jogadores que surgem novamente pelo segundo ano consecutivo no melhor onze Barba Por Fazer. Se há palavra que pode caracterizar este Chelsea, essa palavra seria equilíbrio. Os blues, orientados por um italiano louco e emotivo, mestre da táctica, souberam formar uma equipa que passou a controlar a generalidade dos momentos do jogo, revelando-se ainda um dificílimo adversário para qualquer equipa, mediante a disposição das peças e as características dos jogadores (jogador certo no lugar certo). N'Golo Kanté é um jogador especial, um vencedor nato (campeão pelo Leicester e agora pelo Chelsea) e alguém que compreende a velocidade e os timings da Premier League como ninguém. Mantemos a opinião que já tínhamos há um ano: quem tem Kanté, tem 12 jogadores em campo.
    De resto, Moussa Dembélé voltou a espalhar bom futebol (é claramente um dos jogadores a quem é mais difícil tirar a bola em Inglaterra), com a sua estampa física aliada a enorme classe e intensidade, Gueye foi um mini-Kanté, terminando inclusive com mais recuperações de bola do que o médio do Chelsea. Ander Herrera foi justamente considerado o Jogador do Ano do Manchester United e Oriol Romeu cresceu muito, tornando-se a âncora dos saints após a saída de Wanyama.


Médio Centro: Já não há palavras para este fenómeno. Depois de uma época de estreia fantástica (10 golos, 12 assistências), Dele Alli conseguiu fazer ainda melhor, somando 18 golos e 11 assistências. O médio ofensivo do Tottenham que, embora pareça impossível, tem apenas 21 anos, promete marcar uma geração na Premier League, desde que os spurs consigam resistir à cobiça de outros gigantes. Com números acima do que Lampard, Gerrard ou Scholes tinham com a sua idade, não houve muitos jogadores acima de Dele Alli em 2016-17, respirando futebol em sintonia perfeita com Kane, Eriksen e Son.
    Só um super-Dele Alli foi capaz de impedir Gylfi Sigurdsson (não é exagero afirmar que o Swansea não desceu graças a ele) de figurar no 11 do Ano. O islandês foi a personificação de uma one man team, e embora seja difícil Gylfi sentir-se tão valorizado noutra equipa, parece-nos que várias equipas do Top-8 ganhariam em contratá-lo.
     O melhor Manchester City surgiu quando David Silva apareceu em melhor plano, "pegando" na equipa bastante atrás e orquestrando o futebol que Guardiola (ainda) procura implementar; Paul Pogba naturalmente não correspondeu ao valor pago, mas esteve bem, embora Mourinho pareça não ter encontrado nesta primeira época a dinâmica colectiva certa para potenciar da melhor maneira o francês; e Lallana, com algumas lesões pelo meio, sacrificou-se em prol do colectivo, vincando-se como um dos jogadores mais queridos para Klopp. Joe Allen, Özil e Barkley tiveram os seus momentos, mas mesmo assim talvez seja Lanzini o elemento que esteve mais perto de figurar nestes 5 finalistas.


Extremo Direito: Sim, fizemos uma pequena batota. Para encaixar neste 11 quase todos os principais jogadores deste campeonato, encostámos Sánchez à direita (o chileno jogou lá, mas muito pouco), quando Alexis foi essencialmente falso 9 ou alguém que partiu do corredor esquerdo.
    Com 24 golos e 10 assistências, Alexis Sánchez carregou o Arsenal durante toda a época, revelando-se um exemplo a nível de atitude e "fome" de sucesso. Não tendo um técnico nem colegas ao seu nível, não será surpreendente se rumar a outras paragens (Bayern?), mas se o Arsenal ficou em 5.º a apenas 1 ponto do Top-4, muito o deve a Alexis Sánchez, um dos jogadores mais entusiasmantes desta edição.
    Depois, numa posição recheada de talento, o dinamarquês Christian Eriksen teve a melhor época da sua carreira, conseguindo ser eleito o Jogador do Ano nos prémios internos dos spurs, batendo Kane e Alli, e terminando 2016-17 como o jogador com maior nº de oportunidades de golo criadas. Já Kevin De Bruyne, um dos jogadores que pensávamos que poderia ser o MVP desta época, foi um dos melhores dos citizens, e o jogador com mais assistências (18 passes para golo) em prova.
    Sadio Mané encaixou na perfeição na filosofia de Klopp, dividindo protagonismo com Coutinho, e deixando a sensação que tanto ele como o brasileiro poderiam ser candidatos a Jogador do Ano se não tivessem falhado vários jogos por lesão; e, para rematar, embora Michail Antonio e Sterling tenham estado a bom nível, Pedro Rodríguez teve a sua importância no caminho do Chelsea para o título, sobretudo nos jogos caseiros.


Extremo Esquerdo: O campeão voltou. O "regresso" do Chelsea, depois do conto de fadas do Leicester, coincidiu com o regresso de Hazard ao seu melhor nível. Numa época ao nível do que nos habituara em Inglaterra (a excepção foi mesmo 2015-16), Hazard carregou a equipa ofensivamente, sem nunca se esconder nos jogos grandes. Kanté equilibrou o tabuleiro, mas foi Hazard (mais decisivo e mais regular do que Diego Costa) quem desequilibrou os adversários.
    Coutinho brilhou, conseguindo os melhores números da carreira e exibições capazes de deliciar qualquer adepto de Futebol, ficando a dúvida se continuará em Anfield, ou se viajará por exemplo para Barcelona. O sul-coreano Son Heung-Min superou as melhores expectativas (mais de 20 golos no total das competições esta época), Zaha tornou-se finalmente um jogador consistente, destruindo defesas com o seu reportório de fintas, e Leroy Sané realizou uma época positiva, tendo o alemão ainda muito para crescer nas próximas temporadas.


Avançado: Naquele que deve ter sido o seu último ano com a camisola do Everton, Romelu Lukaku (25 golos) foi durante algum tempo o principal favorito para Melhor Marcador, até à passagem de um furacão goleador chamado Harry Kane nas últimas jornadas de 2016-17. Orientado por Koeman, Lukaku marcou como nunca (nunca tinha sequer chegado aos 20 golos na Premier League) e tem tudo para ser uma das transferências mais mediáticas deste defeso, podendo aos 24 anos dar o salto para um grande inglês. Uma força da natureza.
    Aos 35 anos, Zlatan Ibrahimovic voltou a demonstrar porque é que é um dos melhores avançados do mundo, fazendo toda a diferença no ataque do United e vulgarizando defesas com o seu poderio físico e qualidade técnica, e só uma lesão grave manchou uma época em que todos gostaríamos de ter tido Zlatan até ao fim.
    Muito provavelmente não houve jogador a crescer tanto como o norueguês Joshua King (16 golos ao serviço do sensacional Bournemouth), Defoe voltou a mostrar que quem sabe não esquece, e Roberto Firmino - muitas vezes utilizado a falso 9 numa frente de ataque com Coutinho e Mané - não brilhou tanto como os seus colegas, mas brilhou o suficiente para aqui estar.


Avançado: Depois de Kanté, o nosso segundo repetente. O facto de ter marcado 7 golos nos seus últimos dois jogos da época diz muito sobre quão importante era para Harry Kane renovar o seu título de Melhor Marcador. Depois de 21 golos em 2014-15 e 25 golos em 2015-16, Kane terminou esta temporada com 29 golos, marca que se torna especialmente notável considerando que Kane só jogou 30 jogos, falhando 8 graças a duas lesões semelhantes. O jogador-referência do melhor ataque em Inglaterra, uma máquina de bom futebol ofensivo afinada por Pochettino, já provou a toda a gente que é do melhor que há em solo inglês, e caso nunca saia de Inglaterra pode muito bem colocar o extraordinário recorde de Alan Shearer no seu horizonte.
    A acompanhá-lo: Diego Costa, o MVP na primeira metade da temporada, caindo bastante com a entrada em 2017; Kun Agüero, numa época com 20 golos mas que acaba por saber a pouco; Jamie Vardy, a única raposa campeã que soube estar relativamente perto do nível apresentado na época do título, explodindo e revelando-se fundamental a partir do momento em que Shakespeare assumiu o comando técnico; e, finalmente, Benteke, num lugar que também poderia estar entregue a Llorente.



    A PFA (associação dos jogadores) escolheu Kanté, Hazard, Alexis, Kane, Ibrahimovic e Lukaku, entregando o prémio a N'Golo Kanté; a Premier League também distinguiu Kanté, colocando entre os finalistas Hazard, Alexis, Kane, Alli, Azpilicueta, Lukaku e Vertonghen.
    E é unânime: N'Golo Kanté foi o MVP de 2016-17. O pequeno, discreto e pacato médio do Chelsea, que pela 2.ª temporada consecutiva é por nós eleito o Reforço do Ano, impôs em campo a sua lei, ajudando os seus colegas a respirar, ao mesmo tempo que asfixiava qualquer adversário. Numa equipa muito bem orientada e em que todos os jogadores cumpriram a sua função, brilhando o colectivo, Kanté acabou por ser o jogador mais consistente ao longo da prova, podendo hoje gabar-se de ser o único jogador em Inglaterra que venceu os 2 últimos campeonatos. O jogador que engana, podendo-se pensar que estão dois gémeos em campo e em sintonia perfeita, é um jogador sem preço.
    Eden Hazard foi, do ponto de vista ofensivo, o maior responsável pelo título do Chelsea, beneficiando muito da maior liberdade que o 3-4-3 lhe deu, e Alexis Sánchez foi um campeão, sem que o seu balneário o conseguisse acompanhar na ambição e na qualidade futebolística.
    É verdade que Lukaku marcou muitos golos e que vários defesas poderiam constar aqui (David Luiz, Azpilicueta, Vertonghen), mas o mais justo é mesmo entregar as restantes vagas ao trio dos spurs, Dele Alli, Harry Kane e Christian Eriksen. Se o Tottenham é hoje a equipa que mais prazer dá ver jogar em Inglaterra, muito o deve ao fenómeno Dele, ao goleador que tem Shearer como meta, e a um dinamarquês que, ignorado por muitos, não podia ser ignorado por nós.


    Tendo nós um critério diferente dos ingleses, que nos leva a incluir aqui jogadores mais jovens (daí que para a PFA surjam nomes como Kane, Lukaku, Keane e Pickford e aqui não), é absolutamente indiscutível que Bamidele Alli tinha que ser o Jovem Jogador do Ano.
    Depois de ter sido uma revelação na época passada, Dele Alli continuou a sua evolução, acabando com números astronómicos (18 golos, 11 assistências) para um médio. Pochettino e o Tottenham têm uma pérola, e rumo a um crescimento sustentado e apoiado na base actual, devem fazer tudo para segurar o inglês mais talentoso da actualidade.
    Ao serviço de Guardiola, Leroy Sané e Gabriel Jesus (um prodígio que arrasou, tendo impacto imediato) deram os primeiros passos como futuros craques da Premier League, Tom Davies foi uma excelente aposta de Koeman, revelando um potencial imenso, Rashford aproveitou os minutos que teve, e Ward-Prowse continuou a queimar etapas no seu crescimento como jogador.


Treinador do Ano: Depois de em 2015-16 termos eleito, como não poderia deixar de ser, o homem do milagre, um ano mais tarde é outro italiano que tem que ser considerado o Treinador do Ano da Premier League.
    Enquanto os media (e nós também, diga-se) discutiam se seria Guardiola ou Mourinho a levantar o troféu em Maio, Antonio Conte chegou, viu e venceu. O técnico que já tinha deixado a sua marca na Juventus e na Selecção italiana, transformou o Chelsea, e encontrou a fórmula perfeita para espremer o melhor dos seus jogadores, num 3-4-3 que marcou esta temporada, inspirando inclusive outros treinadores a copiá-lo. É certo que os blues tiveram a "vantagem" de não ter competições europeias, mas é notável o trabalho do intenso e apaixonado Conte - os reforços (Kanté, David Luiz, Alonso) brilharam, mesmo o pouco utilizado Batshuayi teve o seu papel ao marcar o golo do título, um jogador como Moses transformou-se, o esquema permitiu garantir um Hazard fresco e focado naquilo em que é melhor (desequilibrar), e Conte forjou uma equipa de campeões com uma base de 14-15 jogadores.
    Depois, e pelo 2.º ano consecutivo, Mauricio Pochettino (o técnico cuja forma de olhar para o futebol e preparar a sua equipa mais se enquadra com as nossas ideias) é o nosso vice treinador. O Tottenham voltou a ser a equipa que mais se aproximou de ganhar a seguir ao verdadeiro campeão, e não é à toa que os spurs terminam a época como o melhor ataque, a melhor defesa e a equipa com menos derrotas.
    Tony Pulis transformou uma equipa que poderia lutar para não descer num 10.º classificado tranquilo e consistente defensivamente, Eddie Howe voltou a fazer evoluir o seu Bournemouth, com poucos recursos e bom futebol, voltando a demonstrar porque é que é o treinador inglês com mais potencial da actualidade; e, numa 5.ª posição que gostaríamos que estivesse entregue a Marco Silva, Sean Dyche operou um pequeno milagre com um Burnley que fez do seu estádio uma fortaleza e que, embora tenha terminado em 16.º, nunca esteve de facto nas contas da despromoção.


Melhor Marcador: 1. Harry Kane (Tottenham) - 29
2. Romelu Lukaku (Everton) - 25
3. Alexis Sánchez (Arsenal) - 24

Melhor Assistente: 1. Kevin De Bruyne (Manchester City) - 18
2. Christian Eriksen (Tottenham) - 15
3. Gylfi Sigurdsson (Swansea) - 13

Clube-Sensação: West Brom
Desilusão: Manchester United
Most Improved Player: 1. Joshua King, 2. Wilfried Zaha, 3. Victor Moses
Reforço do Ano: N'Golo Kanté (Chelsea)
Flop do Ano: Claudio Bravo (Manchester City)
Melhor Golo: Emre Can (Watford 0 - 1 Liverpool) (Link)





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