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Honda contradiz aumento da automação ao rejeitar robôs em montagem final de veículos

honda-accord-fabrica-4 Honda contradiz aumento da automação ao rejeitar robôs em montagem final de veículos

Parece uma contradição, ainda mais sendo a empresa que possui uma imagem tão ligada ao tema. Porém, a realidade é bem diferente da ficção, ou pelo menos das projeções de mercado. A Honda, um dos mais destacados fabricantes de automóveis do Japão possui em sua fábrica de Marysville, Ohio, o mesmo nível de automação na linha de Montagem de veículos desde 1982!

Isso soaria quase insano no cenário atual, onde as projeções dizem que os robôs hoje podem substituir quase que completamente o homem no mercado de trabalho. Com a automação, o processo industrial acelerou bastante nos anos 80 e 90, especialmente na produção de automóveis, onde as máquinas atualmente fazem boa parte do processo de fabricação.

Porém, essa busca pela automação tem feito cair enormemente o trabalho nas fábricas. De acordo com uma pesquisa da McKinsey Global Institute, realizada em dezembro, apurou que até 2030, nada menos que 375 milhões de pessoas terão de mudar de profissão por conta da automação. Outro estudo, aponta que os EUA perderão 1,4 milhão de empregos até 2026 por conta da robótica e, desses, 57% hoje são ocupados por mulheres.

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No setor automotivo, algumas empresas querem eliminar a presença humana no processo de produção. A Tesla, por exemplo, enfrentou diversos problemas para fazer seus primeiros carros devido ao complexo sistema automatizado de sua linha de montagem, que possui poucas pessoas presentes. A indústria automobilística como um todo já cortou milhares de empregos em todo o mundo por conta da introdução de robôs no processo de fabricação de automóveis.

No entanto, empresas como Honda e Toyota, mesmo que apresentem uma imagem intimamente ligada à robótica, ainda mais com seus robôs humanoides, em realidade estão mantendo o máximo de pessoas possível nas linhas de produção. Não se trata de uma necessidade básica de gerar empregos, mas num diferencial que existe entre humanos e robôs, a consciência.

Eleito o Carro do Ano nos EUA, o Honda Accord 2018 emprega em sua linha de montagem 342 robôs. Mas, de acordo com a empresa, na montagem final existem apenas 20. Foi assim que começou a produção do carro em 1982 e é assim que continua. As unidades automatizadas trabalham em áreas mais perigosas e essenciais, especialmente na pintura, sendo que alguns robôs trabalham lado a lado com operadores humanos.

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A questão toda é que na montagem final, um robô nem sempre alcança áreas onde uma mão humana consegue chegar. E mais, a máquina não interpreta o que está vendo, ela simplesmente é programada para fazer aquilo e, caso encontre algo diferente, não saberá o que fazer. Segundo a Honda, um operário precisa fixar os parafusos de uma balança de suspensão em apenas 40 segundos, usando as duas mãos e ainda vendo e, principalmente, inspecionando o que está fazendo. Um robô não faria igual.

A falta de habilidade de um robô, faz com que um operador humano seja necessário. Como um funcionário observou, um robô não possui um julgamento quando realiza um trabalho. Um pessoa sim, ela pode perceber e entender o que está fazendo, se está certo ou errado. A preocupação da empresa é que a qualidade do carro esteja em dia com o que foi determinado e, nesse processo, o toque humano é importante para perceber se o carro está ou não satisfatório no final da linha.

No estado de Ohio, existe a preocupação de que a automação encerra milhares de empregos, mas a Honda diz o contrário, alegando que existe a busca por novos empregados, para que estes substituem os mais antigos. Hoje, a média de idade é de 29 anos na planta de Marysville. Essa grande presença humana no processo, não fez com que o Accord perdesse em qualidade. A precisão do toque humano e a sua percepção é o que faz diferença no fim das contas.

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Mas, nem todo mundo pensa assim. Elon Musk diz que uma linha de montagem com pessoas, atrasa o processo, pois sempre estará dependendo da velocidade humana. Já os robôs seriam mais rápidos e precisos, podendo ainda serem mais rápidos se seus fabricantes assim o desejar. Ele defende que os humanos apenas apoiem a linha de montagem, enquanto todo o resto é automatizado. Apesar disso, a Tesla ainda encontra dificuldades em ampliar a produção em Fremont, Califórnia.

Recentemente, Musk comprou uma empresa de máquinas automáticas usadas para garantir que a velocidade na fabricação do Model 3 aumente e a empresa possa cumprir o prometido, ainda bem abaixo: 2.425 no último quadrimestre contra 5.000 por semana projetados originalmente. Na Honda, mais de 322 mil Accords foram feitos em 2017 e a empresa precisa lidar diariamente com mais de 3 milhões de peças, que geram 1.900 carros em 24 horas.

[Fonte e imagens: Bloomberg]

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